quarta-feira, 22 de abril de 2026

Brasil: Comissão da Câmara aprova piso salarial de R$ 5,5 mil para assistentes sociais

 


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que fixa o piso salarial do assistente social em R$ 5,5 mil para carga de trabalho de 30 horas semanais. O valor será reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.

Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovada a versão da Comissão de Trabalho para o Projeto de Lei 1827/19, do deputado Célio Studart (PSD-CE), e apensados. O texto original previa um piso de R$ 4,2 mil.
“Os assistentes sociais desempenham funções essenciais na análise, elaboração e execução de políticas e projetos que viabilizam direitos e o acesso da população a políticas públicas”, disse Célio Studart na justificativa que acompanha a proposta.

Hoje, são cerca de 242 mil profissionais registrados no Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). “É o segundo país no mundo em número de assistentes sociais, mas ainda não existe um piso salarial”, disse o autor da proposta.

PL precisa de reformulação urgente em diretórios municipais no RN

 


O Partido Liberal no RN precisa adotar algumas medidas duras para não passar vergonha e ser taxado de “bolsopetismo”. É que, em algumas cidades, há presidentes que comandam a legenda, mas apoiam a pré-candidatura de Cadu Xavier (PT) ao governo.

Um desses exemplos é em Patu. O presidente municipal do partido, Thacio Queiroga, que é secretário da gestão municipal, fechou apoio a Cadu ao governo e a Samanda ao Senado. Tirar o diretório municipal das mãos desse grupo é uma questão urgente.

Em Baraúna, o cenário é parecido. Lá, a presidência do partido está com o grupo da prefeita Divanize Oliveira, que apoia Cadu, Samanda, Zenaide e toda a seborréia esquerdista. Outros municípios também enfrentam situação embaraçosa.

Surreal: o Partido Liberal ter nomes que apoiam candidaturas de esquerda. Uma reformulação nesses diretórios é algo urgente. Para ontem.

Nota: Após a publicação dessa matéria, recebi do amigo Genildo a informação de que não existe diretório ou comissão provisória do PL vigente nos municípios de Baraúna e Patu. Menos mal! Os presidentes dos diretórios precisam seguir a linha ideológica, e não interesses locais. Existe um estatuto partidário que proíbe coligações com partidos de esquerda, e isso deve ser seguido à risca.

Ismael Sousa

Autorizado nomeação de 3.147 aprovados no CNU 2025

 


Decisão publicada nesta quarta-feira, 22/04/2026, contempla 36 órgãos do Poder Executivo Federal, reforçando o serviço público nacional.

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) publicou, nesta quarta-feira, 22/04/2026, a Portaria MGI nº 3.356/2026, autorizando a nomeação de 3.147 candidatos aprovados no Concurso Público Nacional Unificado (CNU 2025). Esta decisão, formalizada no Diário Oficial da União, representa um passo fundamental para a concretização dos sonhos de carreira de milhares de brasileiros, que agora se preparam para ingressar no serviço público federal após a homologação do resultado pelo Edital nº 84, de 13 de março de 2026.A autorização abrange uma vasta gama de posições, contemplando cargos de níveis médio, intermediário e superior. A distribuição das vagas ocorrerá nos quadros de pessoal de 36 órgãos e entidades integrantes do Poder Executivo Federal. Esta medida não só oferece estabilidade e realização profissional aos aprovados, mas também fortalece significativamente a capacidade operacional e estratégica da administração pública, garantindo a continuidade e aprimoramento dos serviços essenciais prestados à sociedade.

A decisão do MGI é um marco crucial, sinalizando o avanço para a efetivação dos novos servidores. Não há menção a recurso contra esta autorização específica, embora os procedimentos de nomeação e posse sigam ritos administrativos próprios. O processo agora segue para as fases finais de convocação e integração desses profissionais que, em breve, contribuirão diretamente para o desenvolvimento do país.

Para detalhes sobre a distribuição exata das vagas por órgão, acesse a reportagem completa em Direção Concursos, parceiro do Metrópoles.

CCJ vota PEC que prevê o fim da escala 6×1 nesta quarta

 


A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara vota nesta quarta-feira (22) o relatório sobre o fim da escala 6×1. A PEC 8/2025, que trata do tema, já conta com parecer favorável do relator, Paulo Azi (União-BA), apresentado na semana passada. A votação, no entanto, foi adiada após pedido de vista.

O texto sugere uma redução na jornada de trabalho semanal sem alteração nos salários dos trabalhadores. O documento agrupa dois projetos. Um da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que determina a redução para 4 dias de trabalho por semana e 3 de descanso em uma jornada de 36 horas semanais. O outro do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) fala somente em uma redução da jornada para 36 horas semanais.A expectativa do governo e de deputados do centrão é de aprovação do texto nesta quarta. Para avançar na CCJ, a PEC exige maioria simples, com quórum mínimo de 34 deputados. Com isso, o próximo passo é levar a proposta para uma comissão especial que será responsável por discutir o mérito da proposta.

O relator foi favorável à admissibilidade da PEC, ou seja, a legitimidade do projeto junto à Constituição. Azi, no entanto, deixou claro que é preciso que a comissão especial faça ajustes. Ele disse que vai recomendar no relatório uma redução para que a jornada semanal seja de 5×2 e usou a proposta do próprio governo para justificar esse argumento.

“O próprio governo e as próprias centrais sindicais sinalizaram para uma proposta intermediária, que seria a redução da jornada para 40 horas e a adoção da escala 5×2. Esse é o primeiro ponto que nós vamos indicar como sendo um objeto de avaliação da comissão especial”, disse o relator.

A votação estava marcada para acontecer na última quarta, mas foi adiada por um pedido de vista de Lucas Redecker (PSDB-RS) e Bia Kicis (PL-DF) 15. Por isso, foi necessário cumprir o prazo de duas sessões de plenário para retomar a pauta.

Com informações de CNN

terça-feira, 21 de abril de 2026

Geoparque Seridó ganha destaque na 22ª RuralTur e reforça potencial turístico do RN

 


O Geoparque Seridó foi um dos destaques da 22ª edição da RuralTur, realizada em Santa Teresa (ES), um dos principais eventos de turismo rural do país.

Integrando a caravana do Sebrae RN, o Geoparque apresentou sua identidade em estande próprio, destacando a cultura e a gastronomia do território. A chef Jane Silva chamou a atenção do público na Cozinha Show com pratos como pudim de raspa de queijo de manteiga e risoto de carne de sol.

Na programação do auditório, o presidente da Agência do Geoparque Seridó, Gilson Dantas, apresentou o território como um case de sucesso, ressaltando a integração entre geoturismo, cultura, gastronomia e sustentabilidade.

Na rodada de negócios, a Pousada Recanto Mulungu também se destacou, com a proprietária Régia Assis evidenciando o turismo de base comunitária desenvolvido na região.

O estande ainda contou com exposição e comercialização de artesanato e produtos do programa Feito Potiguar, valorizando saberes tradicionais e a identidade local.

A participação na RuralTur fortalece a inserção do Geoparque Seridó no cenário nacional, ampliando oportunidades de negócios e promovendo o destino como referência em turismo sustentável.

Brasil entra em onda de calor nos próximos dias, afirma Inmet

 


O Brasil deve enfrentar uma semana marcada por contrastes climáticos entre calor intenso e volumes expressivos de chuva em diferentes regiões do país. A previsão é válida entre os dias 20 e 27 de abril de 2026, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Climatempo.

De acordo com o Informativo Meteorológico nº 16/2026 do Inmet, os maiores acumulados de chuva devem se concentrar nas regiões Norte, Nordeste e Sul, enquanto as temperaturas mais elevadas estão previstas para o Centro-Oeste, especialmente no sul de Mato Grosso e centro-norte de Mato Grosso do Sul, áreas sob aviso de onda de calor.

Na Região Norte, estados como Roraima, Amazonas e Pará podem registrar mais de 100 milímetros de chuva ao longo da semana, com destaque para o oeste amazonense. Já no Nordeste, o litoral norte — especialmente Maranhão, Piauí e Ceará — também pode atingir volumes semelhantes em pontos isolados. Em contrapartida, áreas entre a Paraíba e o Recôncavo Baiano devem ter precipitações mais moderadas, em torno de 40 mm.

No Centro-Oeste, a previsão indica pouca chuva, com volumes de até 40 mm no norte de Mato Grosso e apenas pancadas isoladas no Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso do Sul. No Sudeste, incluindo estados como São Paulo e Rio de Janeiro, há possibilidade de chuvas pontuais no litoral, mas sem grande impacto no acumulado semanal.

Já na Região Sul, a formação de um sistema de baixa pressão deve provocar instabilidades mais intensas, especialmente no Rio Grande do Sul, onde há risco de temporais, rajadas de vento, raios e até granizo. O oeste gaúcho pode acumular mais de 100 mm de chuva nos primeiros dias da semana. Em Santa Catarina, a chuva tende a ser mais fraca, enquanto o Paraná deve ter tempo mais estável.

Nova lei do IPVA entra em vigor em 2026 e anima brasileiras

 


isenção IPVA 2026 representa um alívio financeiro importante para donos de veículos antigos pelo Brasil. A mudança constitucional garante que carros com 20 anos ou mais parem de pagar o imposto em todo o território nacional a partir do próximo ano.

O que muda com a nova lei do IPVA em 2026?

A Emenda Constitucional 137 estabelece uma regra nacional que proíbe a cobrança do imposto sobre veículos com mais de 20 anos de fabricação.

Essa alteração no artigo 155 da Constituição Federal unifica o tratamento tributário em todo o país e começou a valer para o exercício fiscal de 2026.

🚗 O que muda com a nova lei do IPVA em 2026
PontoDetalhe
Base legalEmenda Constitucional 137
Artigo alteradoArtigo 155 da Constituição Federal
Regra estabelecidaProibição nacional do IPVA após 20 anos
AbrangênciaUnifica o tratamento em todo o país
Início da vigênciaExercício fiscal de 2026
💡 A nova regra constitucional impede qualquer estado de cobrar IPVA de veículos fabricados há mais de 20 anos

Para quais veículos a isenção IPVA 2026 se aplica?

Carros de passeio, caminhonetes e veículos de uso misto com 20 anos ou mais de fabricação ficam isentos automaticamente do IPVA.

A regra abrange aqueles fabricados em 2006 ou em anos anteriores, sem necessidade de solicitação extra por parte do proprietário.

Como a lei federal afeta as regras estaduais anteriores?

Estados com isenções mais generosas continuam a aplicar seus prazos menores sem problemas.

A norma federal funciona como um limite mínimo, impedindo a cobrança acima dos 20 anos em qualquer unidade da federação.

A isenção de IPVA inclui outras taxas veiculares?

Não. A imunidade tributária se restringe apenas ao imposto sobre a propriedade do veículo.

Os seguintes continuam obrigatórios:

  • o licenciamento anual obrigatório
  • as multas de trânsito pendentes
  • o pagamento de IPVA de exercícios anteriores 

    Quantos motoristas se beneficiam da isenção IPVA 2026?

    Aproximadamente 7,7 milhões de veículos em estados com regras mais rígidas ganham o benefício agora.

    Essa economia ajuda especialmente proprietários em regiões onde a isenção só valia para idades maiores.

    Como a mudança impacta o dia a dia dos proprietários de carros antigos?

    A nova lei traz mais justiça tributária ao fim das diferenças regionais no IPVA.

    Com a isenção IPVA 2026, muitos brasileiros mantêm seus veículos clássicos sem o peso annual do imposto e com maior segurança jurídica.

  • O Antagonista

Presidente da APBMS critica portaria da Polícia Militar e alerta para prejuízos aos policiais

 


O presidente da APBMS, Sargento Alexandre Cazuza, esteve, nesta semana, na cidade de Currais Novos, onde participou de uma entrevista na rádio Currais Novos FM 90.9, a convite do apresentador e radialista Paulo Roberto. Na ocasião, o presidente abordou os impactos de uma portaria da Polícia Militar que está em vigor há alguns meses e tem gerado preocupação entre os policiais militares do estado.

Durante a entrevista, Alexandre Cazuza destacou que a medida traz restrições que, segundo ele, dificultam não apenas o exercício da profissão, mas também a vida pessoal dos policiais. Um dos pontos mais criticados é a limitação de deslocamento, que impede o policial de se afastar mais de 100 quilômetros da cidade onde trabalha — regra que afeta diretamente aqueles que residem em outras cidades ou até mesmo for a do estado.

Outro aspecto apontado como preocupante pelo presidente é a proibição de doação de sangue durante o dia de serviço. Segundo ele, a medida pode gerar situações extremas e desumanas. "Se um policial estiver de serviço e um companheiro de farda for ferido, ele não poderá sequer doar sangue para ajudar a salvar essa vida", destacou.

A portaria também prevê que, caso o policial adoeça e apresente atestado médico no dia de serviço, deverá compensar posteriormente as 12 horas de trabalho. Para o presidente da APBMS, a regra levanta questionamentos sobre a condição de saúde do profissional. "E se o policial continuar doente? Como ficará essa situação?", indagou.

Cazuza reforçou que a corporação deve, sim, agir diante de irregularidades, mas com foco em casos específicos. "Se existe algum policial agindo for a das normas, é preciso investigar e tomar providências. Mas estamos falando de uma minoria, talvez 1% ou 2%. Não se pode generalizar e penalizar toda a tropa", afirmou.

O presidente ainda alertou que, além desses pontos, existem outras medidas na portaria que seguem a mesma linha de rigidez excessiva. Para ele, esse tipo de norma pode "engessar a instituição" e, ao invés de melhorar, acabar prejudicando o serviço prestado à população.

A APBMS segue acompanhando a situação e reforça seu compromisso com a defesa dos direitos e da dignidade dos policiais militares e bombeiros do Seridó e de todo o estado.

Jair Sampaio

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Sabor Democracia: Depois de Flávio, STF quer investigar Zema no inquérito das Fakenews

 


A cozinha jurídica de Brasília anda a todo vapor e o cardápio da semana não economiza nos temperos seletivos. Sob a égide da "defesa institucional", os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) seguem refinando o conceito de Sabor democracia.

A primeira iguaria foi servida pelo ministro Alexandre de Moraes, que abriu um inquérito contra o atual líder das pesquisas, Flávio Bolsonaro (PL). O crime seria suposta calúnia contra seu principal adversário nas urnas, o presidente Lula. A Corte assume o papel de sommelier da crítica política, decidindo qual ataque é jogo democrático e qual deve ser processado em banho-maria judicial.

Não satisfeito com a entrada, o ministro Gilmar Mendes resolveu pedir um reforço no pedido. O alvo da vez é o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que pode ser vice de Flávio. Zema cometeu o pecado mortal de postar um vídeo com críticas diretas a Gilmar e Dias Toffoli sobre a condução do Caso Master.

Inclusão direta no elástico Inquérito das Fake News, o buraco negro processual que abriga qualquer um que ouse questionar o brilho das togas.

Críticas à Suprema Corte não são mais opiniões políticas, são itens proibidos no buffet brasiliense. Ao mirar simultaneamente no líder das pesquisas presidenciais e em um dos governadores mais populares do país, o STF deixa claro que o Sabor Democracia é um prato feito: você engole o que é servido, ou acaba no caderninho de Alexandre de Moraes.

Ismael Souza

População no Brasil cresce em ritmo menor e está envelhecendo

 


A população brasileira está envelhecendo e cresce em ritmo cada vez menor. É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) 2025, divulgada nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano passado, a população residente foi de 212,7 milhões de pessoas, aumento de 0,39% em relação a 2024. A taxa de crescimento tem ficado abaixo de 0,60% desde 2021. Do total, 51,2% eram mulheres e 48,8% eram homens.

Brasília (DF), 16/04/2026 - População no Brasil cresce em ritmo menor e está envelhecendo. Foto: IBGE/Divulgação
Crescimento anual da população no Brasil – Foto: IBGE/Divulgação

A distribuição da população residente no país mostra queda da proporção de pessoas abaixo de 40 anos de idade: o grupo está 6,1% menor em 2025 do que em 2012. Por outro lado, há crescimento dos que estão acima dessa faixa etária: 40 a 49 anos (de 13% para 15%), 50 a 59 anos (de 10% para 11,8%) e 60 anos ou mais (de 11,3% para 16,6%).

Brasília (DF), 16/04/2026 - População no Brasil cresce em ritmo menor e está envelhecendo. Foto: IBGE/Divulgação
População no Brasil de acordo com o sexo e a faixa etária – Foto: IBGE/Divulgação

A transformação aparece também na pirâmide etária. Entre 2012 e 2025, houve estreitamento da base e alargamento do topo, com queda da população de até 39 anos.

As diferenças regionais permanecem marcantes. Norte e Nordeste concentram os maiores percentuais de jovens – com 22,6% e 19,1% da população de até 13 anos, respectivamente – enquanto Sudeste e Sul têm maior presença de idosos, ambos com 18,1% da população com 60 anos ou mais.

Também há mudanças na forma como a população declara cor ou raça. Diminuiu em todas as regiões do país o número de pessoas que se declaram brancas. Em 2012, brancos eram 46,4% da população. Em 2025, passaram a ser 42,6%. Pessoas declaradas pretas aumentaram de 7,4% para 10,4%.

A Região Norte foi a que registrou maior crescimento da população preta, de 8,7% para 12,9%. A Região Sul foi a que teve maior crescimento das pessoas de cor ou raça parda (de 16,7% para 22%) e maior queda da população autodeclarada branca (de 78,8% para 72,3%).

Morar sozinho

Também cresceu o percentual de pessoas que vivem sozinhas. Em 2025, os domicílios unipessoais chegaram a 19,7%. Em 2012, o percentual era de 12,2%. O arranjo nuclear – quando há pelo menos um casal, mãe com filhos ou pai com filhos – ainda é o predominante: 65,6% dos domicílios. Mas caiu em relação a 2012, quando chegava a 68,4%.

A pesquisa mostra diferenças por idade e gênero entre as pessoas que moram sozinhas. Entre os homens, 56,6% dos que estão nessa situação têm entre 30 e 59 anos de idade. Entre as mulheres, o maior percentual (56,5%) é entre aquelas com 60 anos ou mais.

Sobre a condição de ocupação dos domicílios, a proporção de imóveis alugados cresceu para 23,8%, alta de 5,4 pontos percentuais desde 2016. Já os domicílios próprios quitados caíram para 60,2%, redução de 6,6 pontos percentuais no mesmo período.

Também houve mudança no tipo de habitação: as casas ainda predominam, mas recuaram para 82,7%, enquanto apartamentos subiram para 17,1%.

Infraestrutura

Os indicadores de infraestrutura mostram avanços, mas mantêm desigualdades regionais. O acesso à água por rede geral chegou a 86,1% dos domicílios, sendo 93,1% nas áreas urbanas e apenas 31,7% nas rurais.

O Norte tem o menor percentual de acesso à rede geral: 60,9%. E uma quantidade expressiva de domicílios que dependem de poços profundos ou artesianos: 22,8%. O Sudeste conta com 92,4% do abastecimento de água vindo da rede geral.

No saneamento, 71,4% dos domicílios brasileiros têm acesso à rede geral ou fossa ligada à rede, mas o índice cai para 30,6% no Norte, onde outras formas mais precárias de esgotamento ainda predominam (39,3%). No Sudeste, o percentual de acesso à rede geral ou fossa séptica ligada à rede é de 90,7%.

A coleta direta de lixo por serviços de limpeza alcança 86,9% dos domicílios do país, avanço de 4,2 pontos percentuais desde 2016. Norte e Nordeste têm os menores percentuais de coleta direta (ambos com 79,3%) e os maiores percentuais de lixo queimado nas propriedades (14,5% e 13%, respectivamente).

O acesso à energia elétrica está próximo da universalização, com apenas 2,7% dos domicílios rurais sem ligação à rede. Esse percentual é de 0,5% nos domicílios urbanos. A parte rural da Região Norte é a que ainda concentra os piores números: 15,1% dos domicílios não têm acesso à rede geral de energia.

A pesquisa também mostra aumento no acesso a bens duráveis. Em 2025, 98,4% dos domicílios tinham geladeira e 72,1%, máquina de lavar. Em 2016, esses índices eram 98,1% e 63%, respectivamente.

O percentual de domicílios com carro chegou a 49,1%, enquanto motocicletas estão presentes em 26,2% das residências.

Fonte: Agência Brasil