quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Prefeito de Currais Novos busca melhorias para sua cidade e região (Vídeo)

 


O prefeito de Currais Novos recentemente em suas redes sociais, postou um vídeo em que visita o DNIT. Em Brasília, estive reunido com o diretor-geral Fabrício Galvão, tratando de pautas importantes para a infraestrutura do município de Currais Novos, mas o que chamou atenção foi também sua preocupação com a região, principalmente com as estradas que ligam Currais Novos a Cerro Corá e Lajes do Cabugi.

Vamos conferir o vídeio:




Derrota de Trump pode frear política de intervenções na América Latina

 


A derrota histórica do presidente Donald Trump nos Estados Unidos (EUA), que levou os republicanos a perderem maioria na Câmara e no Senado, pode contribuir para frear a política de intervenções da Casa Branca na América Latina, além de incentivar Washington a chegar a um acordo com o Brasil no caso das tarifas comerciais.  

A política externa de Trump vem defendendo a “proeminência” de Washington na região, incluindo a defesa da “dominação” dos EUA no continente com medidas para bloquear a influência econômica da China nos países latino-americanos e caribenhos.  

Essa política foi marcada pela invasão da Venezuela, com o sequestro do presidente Nicolás Maduro em janeiro de 2026, e posterior acordo petroleiro com Caracas, que reservou 21% do petróleo do país para uma empresa ligada ao Pentágono, dos EUA, com parte do óleo a ser vendido pelo preço de custo.

A professora de Relações Internacionais Camila Vidal, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), explicou à Agência Brasil que um Congresso de maioria democrata vai impor uma série de limites para Trump, como na autorização de gastos para ações no exterior, e na abertura de investigações contra membros do Executivo.

“No âmbito da defesa, isso vai ser muito importante. Eu imagino que o Congresso tende a sustar os gastos desse setor. Na América Latina, isso tende a ser percebido, inclusive, dentro do Escudo das Américas, com talvez menos recursos e menos ênfase a essa política. Portanto, pode vir a representar um freio para interromper essas políticas intervencionistas”, avalia.

“No âmbito da defesa, isso vai ser muito importante. Eu imagino que o Congresso tende a sustar os gastos desse setor. Na América Latina, isso tende a ser percebido, inclusive, dentro do Escudo das Américas, com talvez menos recursos e menos ênfase a essa política. Portanto, pode vir a representar um freio para interromper essas políticas intervencionistas”, avalia.

Uma das iniciativas que marca a política de Trump neste segundo mandato é o Escudo das Américas, criado sob a justificativa de combater os cartéis de drogas, mas que tem sido apontado instrumento de interferência dos EUA na região.

 

Na Bolívia, o Escudo das Américas foi usado para prender o procurador-geral do país, Roger Mariaca, por uma acusação de colaboração com o narcotráfico. A prisão de Mariaca levantou suspeitas porque ele investigava o operador digital Fernando Cerimedo, ligado ao movimento de Trump nos EUA, e que atuou como assessor dos presidentes da Argentina, Javier Milei, e da própria Bolívia, Rodrigo Paz.  

Entre outras medidas da Casa Branca, o tarifaço aplicado pelo governo Donald Trump contra o Brasil vem sendo interpretado pelo governo brasileiro como uma interferência política que mirou as eleições de outubro a favor do adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.  

O doutor em Ciência Política Juliano Machado Pires avalia que a derrota eleitoral desta terça-feira (3) deve funcionar como um incentivo para o governo Trump chegar a um acordo com o Brasil.

“Se eles aprenderam algo com a derrota, é que a economia precisa melhorar. Comprar briga com o Brasil neste momento não faz o menor sentido”, disse à Agência Brasil.

Juliano acrescentou ainda que o secretário do Departamento de Estado, Marco Rubio, responsável pela política externa do governo Trump, deve ficar mais ocupado dando explicações ao Congresso agora com maioria democrata.

“Eles precisam de uma série de acordos que eles têm interesse no Brasil, em várias áreas, como nas tarifas, terras raras e data centers. Se eles forem racionais, é o momento de fazer as pazes com o governo brasileiro”, disse.

Juliano Machado não descarta, no entanto, a possibilidade de o governo Trump buscar criar “factóides” no exterior para desviar a atenção de problemas internos. 

Agência Brasil

Rogerio Marinho foi oficializado como candidato a presidencia do senado

 


O Partido Liberal (PL) oficializou, nesta quarta-feira 4, a indicação do senador Rogério Marinho (PL-RN) para disputar a presidência do Senado Federal. O anúncio foi feito após uma reunião entre parlamentares da legenda, em Brasília.

A sigla já sinalizava consenso em torno do nome do senador potiguar. Marinho foi líder da oposição no Senado nos últimos anos e coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Um dos impasses para a candidatura é a possibilidade de a senadora Tereza Cristina (PP-MS) também disputar o comando da Casa. Integrantes da oposição avaliam que duas candidaturas do mesmo campo político poderiam dividir os votos e favorecer a reeleição do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), afirmou à CNN que a questão será resolvida. “Tereza sempre esteve conosco e seguirá”, declarou ao chegar à reunião da bancada.Alcolumbre busca permanecer no cargo com apoio de parte do Centrão e de integrantes da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Rogério Marinho aposta no crescimento da bancada de direita no Senado. O PL elegeu 19 senadores e terá 28 cadeiras no próximo ano. O parlamentar também conta com aliados em partidos do Centrão, como PP e Republicanos.

Atendimento a 350 crianças, 50 idosos e 30 mulheres realizado pelo Centro Social Santa Zita ameaçado de suspenção em Cerro Corá

 


Uma instituição que mudou o modo de viver de muitas crianças e adolesentes em Cerro Corá, e vem contribuindo também com pessoas adultas e da maioridade, está ameaçada de suspender seus serviços sociais no município, Centro Social Santa Zita. 

Entenda o motivo.

Dificuldades financeiras para manutenção e custeio das atividades sociais e filantrópicas motivaram a reunião que a diretoria do Centro Social Santa Zita convocou para a noite desta quarta-feira (4), a fim de debater a continuidade do atendimento a 350 crianças, 50 idosos e 30 mulheres por um grupo de 50 voluntários. 

O presidente do Centro Santa Zilva, Carlos Silva, disse que a instituição necessita de pelo menos R$ 2 mil mensais para continuar as atividades, mas passou a ter dificuldades depois de interrompido convênio com o Município de Cerro Corá, decorrente de uma ação judicial movida por terceiros. 

Carlos Silva disse que a instituição não conta com nenhuma outra fonte de recursos, nem de emendas parlamentares e de outras entes públicos, por pode haver bloqueios de recursos. 

A alternativa é procurar parcerias de empresas. "Teve um deputado que visitou o Centro, a gente mandou projeto, mas o dinheiro nunca chegou", disse ele, que em razão da falta de recursos, deve paralisar as atividades em outros dois prédios alugados  usados pelo Santa Zita. "A gente vai ter que entregar os prédios, porque não tem como pagar as contas de energia, água...", avisou Carlos Silva, que está há seis anos na presidência do CSSZ..

Ação de partidos no STF sobre sobras eleitorais pode alterar composição das bancadas Estadual e Federal do RN

 


Uma ação movida pelo PDT no STF, que ganhou o apoio do partido Missão, pode provocar mudanças na bancada federal do Rio Grande do Norte caso seja acolhida pela Corte. As legendas questionam o cálculo utilizado para distribuir as sobras eleitorais, mecanismo que define quem fica com as vagas restantes nas eleições proporcionais.

No RN, uma das possíveis mudanças seria a entrada do ex-governador Robinson Faria (PP), que recebeu 123.008 votos, mas ficou como suplente por uma diferença de apenas 32 votos em relação a João Maia (PP), eleito com 123.040. Nesse cenário, Robinson poderia assumir a vaga de Thabatta Pimenta (PV), que recebeu 92.743 votos.

A discussão também pode ter reflexos na Assembleia Legislativa do RN. O deputado estadual Galeno Torquato (União Brasil), que obteve 46.129 votos e ficou como suplente, poderia ser beneficiado por uma eventual mudança nos critérios de distribuição das vagas. Neste caso, estariam ameaçadas vagas conquistadas por nomes da federação PT/PCdoB/PV e do PL.

A ação tramita no STF sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. O PDT argumenta que o atual método das maiores médias favorece partidos com bancadas maiores e pode deixar candidatos mais votados sem mandato. O resultado dependerá do entendimento da Corte e de como as regras serão eventualmente recalculadas.

BG

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Nova carteira de identidade já pode ser solicitada pelo celular; veja como

 


Os brasileiros já podem iniciar pelo celular a solicitação da nova CIN (Carteira de Identidade Nacional), que substitui o antigo RG. O processo varia entre os estados e, em alguns deles, é possível receber o documento em casa, através dos Correios.

O documento estabelece o CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) como número único de identificação em todo o país, tanto na versão física quanto na digital.

Segundo o Governo Federal, a CIN conta com mecanismos de segurança, como QR Code, e segue padrões internacionais visando unificar, modernizar e aumentar a segurança dos documentos de identidade, dificultando fraudes e ampliando a confiabilidade da identificação civil.

A partir de 2032, a CIN será o documento de identidade padrão em todo o território nacional, de acordo com a Lei nº 14.534, de 11 de janeiro de 2023. Até 28 de fevereiro daquele ano, o RG no modelo antigo continua válido.

Como fazer a solicitação da CIN

Embora a CIN siga um modelo nacional, o agendamento, as etapas de solicitação, o atendimento presencial e a entrega variam de acordo com cada unidade da Federação. A primeira via do documento físico é gratuita em todo o país.

A emissão do documento pode ser solicitado pela internet ou presencialmente, conforme o procedimento adotado pelo governo estadual. Em grande parte do país, o cidadão consegue fazer o agendamento online, mas precisa comparecer a um posto de identificação para apresentar os documentos e realizar a coleta da fotografia, das digitais e da assinatura.

Pela internet, o cidadão deve acessar o portal do órgão de identificação do estado ou o sistema de atendimento indicado pelo governo estadual. É necessário preencher os dados pessoais, escolher uma unidade, selecionar data e horário e confirmar o agendamento.

Já presencialmente, o interessado deve comparecer ao posto de identificação, Instituto de Identificação, Polícia Civil, Poupatempo ou unidade de atendimento indicada pelo estado. Para o agendamento, é necessário apresentar a documentação exigida e realizar a coleta biométrica e a fotografia.

Entre os principais documentos exigidos estão certidão de nascimento, para solteiros, ou certidão de casamento, para casados, divorciados ou viúvos; CPF regularizado e comprovante de residência atualizado, quando exigido pelo órgão estadual.

O Governo Federal mantém uma página com os links oficiais de agendamento dos 26 estados e do Distrito Federal. Para saber como funciona em cada região, acesse aqui.

Quais estados entregam a CIN em casa?

Em alguns estados, além da retirada presencial, o cidadão pode optar por receber o documento no endereço informado durante a solicitação. Até o momento, três estados divulgaram a entrega da CIN por meio dos Correios:

  • Minas Gerais: a entrega é feita pelos Correios no endereço informado durante o atendimento, em até 15 dias úteis. São realizadas até três tentativas de entrega;
  • Rio de Janeiro: o cidadão pode optar pelo recebimento em casa pelos Correios, sem custo adicional, ou pela retirada presencial;
  • São Paulo: o envio pelos Correios é opcional e pode ser solicitado pelo cidadão em vez da retirada na unidade do Poupatempo. Há cobrança de taxa de entrega.

Validade

A substituição do RG pela CIN está sendo feita de forma gradual, permitindo que os cidadãos atualizem o documento sem necessidade de troca imediata e evitando uma sobrecarga nos sistemas de emissão.

Segundo a legislação vigente, os prazos de validade da nova CIN variam conforme a faixa etária do titular. As regras são:

  • Cinco anos: para crianças de até 11 anos;
  • Dez anos: para pessoas com idade entre 12 e 59 anos;
  • Validade indeterminada: para pessoas com 60 anos ou mais.

O prazo começa a contar a partir da data de emissão do documento. A validade diferenciada considera as mudanças físicas e biométricas ao longo da vida, que podem dificultar a identificação do titular.

A informação é da CNN Brasil.

Fátima entra na lista do Planalto para ministério da área social no governo Lula 4

 


A governadora Fátima Bezerra (PT) passou a ser citada no Palácio do Planalto como possível ministra do quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com uma pasta da área social. A informação circulou na imprensa nacional nos últimos dias, uma semana depois da reeleição de Lula, e reforça uma movimentação que ganhou força desde o fim de outubro.

O nome da governadora entrou na lista por dois motivos, segundo os bastidores do governo. O primeiro é político: Fátima elegeu o sucessor, Cadu Xavier (PT), e abriu mão de disputar uma vaga no Senado, o que a deixará sem mandato a partir de 6 de janeiro de 2027, quando o sucessor toma posse. O segundo é a composição da equipe, já que Lula quer um número expressivo de mulheres na Esplanada dos Ministérios.Lula costuma se referir à governadora de forma elogiosa. O presidente afirma que ela sofreu, durante anos, ataques violentos e machistas no Rio Grande do Norte e que sempre resistiu de forma altiva. No comício na Arena das Dunas, em agosto, Lula disse a Fátima que “nunca” soltaria a mão dela. Em outro discurso no Estado, em setembro, afirmou que ela “não precisa de mandato para ser importante”. “Se você não for nem vereadora, ainda assim vai ser muito difícil esse estado criar uma liderança como você”, declarou.

A pasta ainda não está definida. A versão que circulou neste domingo fala em um ministério da área social. Na semana passada, integrantes do PT citavam outra possibilidade: uma pasta voltada ao desenvolvimento regional e à redução das desigualdades entre as regiões do país.

Fátima não confirmou nem descartou o convite. Em agosto, em entrevista à Rádio Universitária, ela disse que analisaria uma proposta “com todo o senso de responsabilidade”, mas que o foco naquele momento era a campanha. “Eu não estou preocupada com isso. Estou preocupada com o Brasil, com o Rio Grande do Norte”, afirmou na ocasião. Depois da eleição, a governadora ainda não voltou a falar publicamente sobre o assunto.

Fátima é a terceira mulher a governar o Rio Grande do Norte, depois de Wilma de Faria e Rosalba Ciarlini, e o Estado é o único do país a eleger três governadoras. Eleita em 2018 e reeleita em 2022, ela cumpre o segundo mandato até 6 de janeiro de 2027, data da posse do sucessor.

Além de Fátima, outros gestores do Nordeste são citados para o primeiro escalão. O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), aparece como nome para o Ministério da Fazenda. O ex-ministro Camilo Santana e o senador eleito Rui Costa (PT-BA) também são apontados para voltar à Esplanada.

Agorarn

Câmara articula PEC do voto distrital misto para fim dos ‘puxadores de voto’

 


A Câmara dos Deputados articula a mudança do sistema eleitoral brasileiro para neutralizar o impacto dos chamados “puxadores de voto” nas eleições proporcionais. A proposta em discussão prevê a implementação do voto distrital misto, modelo que altera a dinâmica de votação expressiva de nomes como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), cujos votos excedentes hoje ajudam a eleger outros candidatos da mesma legenda.

O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), comanda as negociações com lideranças partidárias para formalizar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que substitua o atual formato de lista aberta. O objetivo da cúpula da Câmara é votar a matéria ainda em 2026.

Cronograma e Relatoria

O texto em elaboração estabelece um cronograma de transição: o sistema distrital misto passaria a vigorar de forma definitiva nas eleições de 2034, com a adoção intermediária do chamado “distritão” no pleito de 2030.

A relatoria do texto em plenário deve ficar a cargo do deputado Domingos Neto (PSD-CE), que já conduz projeto sobre a reformulação do sistema eleitoral na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Com informações do Metrópoles

Femurn alerta para agravamento da crise e sugere corte de gastos nas prefeituras

 


A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) recomendou aos prefeitos potiguares que adotem medidas de contenção de despesas, evitem assumir compromissos sem recursos garantidos e priorizem a manutenção dos serviços essenciais.

Em nota divulgada neste domingo 1º, a entidade alertou para o agravamento das dificuldades financeiras das administrações municipais, provocado pela redução de receitas, pelo crescimento dos gastos e pelo aumento das responsabilidades das prefeituras.O documento é assinado pelo presidente da Femurn e prefeito de Portalegre, José Augusto de Freitas Rêgo (União). Segundo a entidade, as dificuldades já obrigam administrações municipais a adiar ou cancelar eventos, rever investimentos, renegociar contratos e reprogramar pagamentos.

“O momento é de cautela, planejamento e união. Precisamos agir agora para evitar que as dificuldades de hoje se transformem em uma crise ainda mais grave amanhã”, afirma a nota.

Redução de receitas e verbas bloqueadas

Uma das principais preocupações da Femurn é o comportamento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), fonte de receita fundamental para as cidades menores. O fundo é formado por parcelas da arrecadação federal com o Imposto de Renda e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), distribuídas aos municípios a cada dez dias.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) já havia recomendado cautela aos gestores diante da desaceleração da arrecadação no segundo semestre.

Em levantamento divulgado em 27 de outubro, a entidade identificou R$ 2,5 bilhões em verbas federais destinadas aos municípios que estavam bloqueadas ou contingenciadas no Orçamento de 2026. O montante corresponde a 6,8% dos R$ 36,8 bilhões autorizados para essas transferências.

Os valores não representam redução do FPM, mas restrições em outras dotações federais. A Saúde concentrava R$ 713,6 milhões, seguida pelo Ministério das Cidades, com R$ 595,9 milhões, e pela Educação, com R$ 424,9 milhões.

A indisponibilidade dessas verbas pode exigir que as prefeituras utilizem receitas próprias para evitar a interrupção de obras, programas e serviços.

Cobrança ao Governo do Estado

A Femurn também aponta dificuldades relacionadas às transferências financeiras de responsabilidade do Governo do Rio Grande do Norte. A entidade relata atrasos ou retenções de recursos provenientes do ICMS e do IPVA, além de pendências na assistência farmacêutica básica, na assistência social, na educação e no Fundeb.

Segundo a Federação, a falta de regularidade nos repasses compromete o planejamento municipal e obriga as prefeituras a custear políticas públicas que deveriam contar com financiamento compartilhado. “O equilíbrio financeiro dos municípios depende também do cumprimento regular e pontual das obrigações do Governo do Estado”, afirma o documento.

A Femurn sustenta ainda que o aumento das responsabilidades municipais não tem sido acompanhado pelo financiamento necessário. “Não é razoável que os municípios continuem recebendo novas obrigações sem receber também os recursos necessários para cumpri-las”, acrescenta a entidade.

A nota não apresenta valores atualizados das pendências estaduais, os períodos correspondentes nem a relação dos municípios afetados.

O AGORA RN procurou o Governo do Estado para solicitar esclarecimentos sobre os repasses mencionados, os valores eventualmente pendentes e a previsão de regularização. A gestão estadual não se manifestou até o fechamento desta edição.

Saúde amplia pressão sobre orçamento

Entre as despesas que mais preocupam a Femurn estão os gastos com saúde pública. Segundo a entidade, as prefeituras precisam destinar parcelas crescentes de suas receitas a consultas, exames, medicamentos, transporte de pacientes e manutenção das unidades de atendimento.

Na Educação, os municípios também devem cumprir o investimento mínimo constitucional de 25% das receitas de impostos e transferências na manutenção e no desenvolvimento do ensino.

A Federação avalia que a combinação de obrigações crescentes e receitas insuficientes reduz a capacidade de investimento dos municípios.

Outra preocupação é o período de transição entre governos. A entidade considera possível que medidas destinadas a aliviar as dificuldades financeiras das prefeituras sejam adiadas para 2027, ampliando a incerteza sobre os próximos meses.

A entidade também pediu compreensão da população diante de possíveis cortes de despesas. Segundo a Federação, essas medidas “podem ser necessárias para evitar dificuldades ainda maiores e garantir a continuidade dos serviços públicos”.

Agorarn

sábado, 31 de outubro de 2026

Veja nomes cotados por Lula para compor sua gestão em 2027

 


Após os resultados das urnas, o Planalto e o núcleo político de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltaram as atenções para a reestruturação da Esplanada dos Ministérios. A formação da nova equipe visa responder aos desafios fiscais e econômicos, acomodar aliados estratégicos que tiveram papel ativo na campanha e ampliar a interlocução com o Congresso Nacional.

Embora o Palácio do Planalto mantenha prudência sobre definições oficiais, diversos nomes ganham força no debate político para os principais postos. Entre eles, alguns que já compõe a estrutura atual do governo, como o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Veja outros nomes cotados:

  • Geraldo Alckmin: Candidato a: Ministério da Fazenda ou permanência em pasta estratégica de Planejamento/Indústria Contexto: O vice-presidente é visto com grande simpatia pelo mercado financeiro e por setores empresariais devido ao seu perfil fiscalista e moderado. Sua presença no comando econômico traria um sinal de previsibilidade e responsabilidade fiscal diante das demandas por ajustes de despesas no próximo mandato.
  • Rafael Fonteles: Candidato a: Ministério da Fazenda Contexto: Matemático, ex-secretário da Fazenda e governador do Piauí, Fonteles despontou como uma das revelações técnicas e políticas do PT. Sua reputação de boa gestão fiscal aliada à sensibilidade social faz com que seja considerado um nome “surpresa” forte para assumir a condução da economia.
  • Dario Durigan: Candidato a: Ministério da Fazenda Contexto: Em meio às negociações de transição para o novo mandato e à pressão pelo controle das contas públicas, a permanência do ministro Dario Durigan no comando da Fazenda não está descartada.
  • Camilo Santana: Candidato a: Casa Civil ou Segurança Pública Contexto: Ex-ministro da Educação e senador pelo Ceará, Camilo ganhou projeção interna ao atuar como um dos coordenadores de campo da campanha do governo. É apontado como o favorito para capitanear a articulação de projetos e o monitoramento das metas governamentais.
  • Fernando Haddad: Candidato a: Casa Civil ou chefia de articulação interna Contexto: Um dos nomes de maior confiança de Lula, Haddad figura como peça-chave no remanejamento do primeiro escalão. Sua transferência ou manutenção em cargo de chefia política no Planalto reforçaria o núcleo duro do governo.
  • André Janones: Candidato a: Secretaria de Comunicação Social (Secom) ou Secretaria-Geral da Presidência. Contexto: Responsável pela mobilização das redes e do engajamento digital durante a campanha, Janones é cotado para capitanear a comunicação oficial do Planalto. O foco da eventual gestão seria o combate ostensivo à guerra de narrativas nas redes digitais.
  • Lincoln Gakiya: Candidato a: Ministério da Segurança Pública (caso a pasta seja desmembrada do Ministério da Justiça). Contexto: Promotor de Justiça de São Paulo conhecido pela atuação no combate ao crime organizado, seu nome é ventilado para dar um tom de rigor técnico e eficiência em uma das áreas de maior pressão pública no país.