Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Rio Grande do Norte recebe 30 mil doses de vacina contra covid-19

 


O Rio Grande do Norte recebeu 30.708 doses da vacina contra a covid-19 nesta semana. O envio faz parte de uma nova remessa de 2,2 milhões de imunizantes distribuídos pelo Ministério da Saúde para todos os estados e o Distrito Federal. Com isso, o governo federal reforça os estoques e garante a continuidade da vacinação em todo o país. Além disso, somente em 2026, o Brasil já distribuiu mais de 6,3 milhões de doses.

Além da nova remessa, o Ministério da Saúde mantém o envio contínuo de vacinas conforme a demanda de cada região. No primeiro trimestre deste ano, por exemplo, o RN já havia recebido 40.708 doses. Dessa forma, a nova entrega amplia os estoques locais e fortalece a estratégia de imunização, tanto para crianças quanto para adultos. Segundo o diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, a vacinação continua sendo essencial. “As vacinas seguem como a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes”, destacou.

Atualmente, o esquema vacinal segue diretrizes específicas para cada grupo. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda prioridade para pessoas mais vulneráveis.

Entre os principais públicos estão:

  • idosos a partir de 60 anos;
  • gestantes;
  • crianças de 6 meses a menores de 5 anos;
  • pessoas imunocomprometidas;
  • além de trabalhadores da saúde e outros grupos de risco.

Por outro lado, a população geral entre 5 e 59 anos também pode receber dose, especialmente quem ainda não se vacinou

Sesap confirma três novos casos de Mpox no RN; pacientes são monitorados em casa

 

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte confirmou nesta quarta-feira 22 três novos casos de monkeypox no estado, registrados entre o dia 17 e esta semana epidemiológica.
Os casos estão concentrados em Natal, com dois registros, e em São Gonçalo do Amarante, com um caso.Segundo a Sesap, os pacientes apresentam quadro leve e estão sendo acompanhados em suas residências pelas equipes de saúde dos municípios.
O diagnóstico laboratorial é realizado pelo Laboratório Central Dr. Almino Fernandes, referência no estado para vigilância da monkeypox desde 2022.
De acordo com orientação da Sesap, casos suspeitos devem ser notificados imediatamente por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS).
A recomendação inclui o isolamento do paciente e avaliação em unidades preparadas para o atendimento.
Em casos que necessitem de internação, os serviços de referência no estado são o Hospital Giselda Trigueiro e o Hospital Rafael Fernandes.
No acolhimento nas unidades de saúde, pacientes classificados como suspeitos devem ser orientados e encaminhados para isolamento.
A Sesap orienta que lesões de pele em áreas expostas sejam protegidas com lençol, vestimentas ou avental com mangas longas.
Agorarn

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Carreta da Saúde vai realizar 2 mil tomografias no Seridó

 


O Rio Grande do Norte passou nesta terça-feira (31) a contar com a terceira carreta da saúde do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde. A chegada do equipamento é fruto de uma articulação do Governo do Estado, através da governadora Fátima Bezerra, que deverá realizar mais de 2 mil tomografias em pacientes de 25 municípios do Seridó.
A nova carreta foi instalada no complexo da Ilha de Santana, em Caicó. “Ver essa carreta me emociona demais, porque é a porta do SUS aberta mais perto do povo. O trabalho principal agora é trazer as pessoas para garantir o acesso aos exames”, afirmou a governadora Fátima Bezerra.

quinta-feira, 26 de março de 2026

SUS passa a oferecer teste rápido de dengue

 


O Ministério da Saúde (MS) incorporou no Sistema Único de Saúde (SUS) o teste rápido para o diagnóstico da dengue.

A inclusão do Teste Rápido de Dengue NS1 na tabela nacional de procedimentos do SUS está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (26).

A oferta do exame é feita de forma ampla em ambulatórios de postos de saúde e em hospitais da rede pública de saúde.

A solicitação do teste pode ser feita por médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem para pacientes de todas as idades.

O método pode detectar a presença no sangue da proteína específica liberada pelo vírus da dengue (antígeno NS1) logo no início da infecção, diferentemente dos exames de anticorpos (sorologia), que acusam o diagnóstico positivo para a doença somente após o corpo reagir ao vírus (geralmente após o sexto dia de infecção).

A norma já está em vigor.

Vantagens

A identificação rápida da doença pode ocorrer já nos primeiros dias após o surgimento dos sintomas característicos da infecção viral, como febre alta, dor no corpo e mal-estar.

O teste rápido da dengue não exclui a necessidade de buscar atendimento médico e poderá contribuir para o acompanhamento do profissional de saúde.

Com o resultado, o médico poderá detectar precocemente sinais de alerta, como a queda de plaquetas no sangue e o risco de evolução para a dengue hemorrágica.

O diagnóstico antecipado também garante maior precisão à vigilância epidemiológica sobre a circulação do vírus.

Como funciona

O teste funciona por imunocromatografia. O dispositivo reage à presença do antígeno do vírus e o resultado fica pronto em poucos minutos.

Para a realização do exame, é necessária uma pequena amostra de sangue da pessoa com suspeita de estar com dengue, obtida apenas por um furo na ponta do dedo para a coleta do material.

É importante destacar que o teste de dengue não identifica os sorotipos virais da dengue e, também, não é capaz de informar se a pessoa contraiu o vírus da dengue anteriormente.

Não é necessário jejum ou qualquer outro tipo de preparo para fazer o exame. 

O teste será aplicado sem custo à população nas unidades públicas do SUS, mas se comprado nas farmácias privadas, custa em média R$ 40.

Principais sintomas da dengue:

  • febre alta (39° a 40°c) e de início súbito;
  • dor de cabeça intensa, especialmente atrás dos olhos;
  • dores musculares e/ou articulares;
  • prostração, caracterizada por cansaço extremo;
  • náuseas e vômitos;
  • manchas vermelhas na pele;
  • dor abdominal.

Agencia Brasil

Vacinação nacional contra gripe começa no sábado

 


A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa neste sábado (28) nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul. A mobilização segue até 30 de maio e prioriza os grupos mais suscetíveis a formas graves da doença: crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias, idosos com 60 anos ou mais e gestantes.

O Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina contra a gripe, e a orientação da pasta é que estados e municípios intensifiquem as estratégias já no primeiro mês da campanha, com ações de busca ativa para o alcance imediato dos públicos prioritários.

O Dia D nacional será realizado também neste sábado, com vacinação gratuita nas unidades básicas de Saúde (UBS). Algumas unidades da federação já anteciparam o início da campanha, como o Distrito Federal, que começou a vacinar a população nesta quarta-feira (25). Na cidade do Rio de Janeiro, a imunização teve início nessa terça-feira (24).

“Para ampliar o alcance da ação, o Governo do Brasil enviará, até quinta-feira (26), 10 milhões de mensagens institucionais por aplicativos de comunicação. A iniciativa busca reforçar a divulgação de informações oficiais, ampliar a confiança nos canais institucionais e incentivar a vacinação”, explicou o Ministério da Saúde.

Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo os da influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. Na Região Norte do país, a campanha será realizada no segundo semestre, em função da sazonalidade da doença.

Vacina atualizada

A vacina influenza trivalente integra o Calendário Nacional de Vacinação e, neste ano, protege contra as variantes Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09, Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e Influenza B/Austria/1359417/2021 (B/linhagem Victoria).

A proteção é realizada anualmente para acompanhar as novas cepas do vírus em circulação. Por isso, o Ministério da Saúde reforça a importância da imunização periódica para assegurar uma proteção eficaz.

A imunização ainda é ofertada como estratégia especial para outros grupos prioritários, como profissionais de saúde, indígenas, população em privação de liberdade e pessoas com doenças crônicas.

Para crianças de 6 meses a 8 anos, o esquema vacinal varia conforme o histórico: aquelas já vacinadas anteriormente recebem uma dose; as não vacinadas devem receber duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas.

A aplicação pode ser realizada de forma simultânea a outras vacinas do calendário nacional, como a da covid-19.

sábado, 21 de março de 2026

Circulação do vírus da gripe está em alta em várias regiões do país

 


O novo boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta sexta-feira (20) alerta para o aumento da circulação do vírus Influenza A no país. 

O vírus segue avançando em nível nacional, impulsionando o aumento de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Mato Grosso e na maioria dos estados do Nordeste, exceto o Piauí, e no Norte, Amapá, Pará e Rondônia.

No Sudeste, o vírus está em alta no Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Prevalência de casos e óbitos

Desde o início de 2026, os casos positivos de SRAG ocorreram devido aos seguintes vírus: 

  • Rinovírus – 41,9% 
  • Influenza A – 21,8%
  • Sars-CoV-2 (covid-19) – 14,7% 
  • VSR – 13,4% 
  • Influenza B – 1,5% 

Dentre os óbitos, observou-se 37,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19); 28,6% de influenza A; 21,8% de rinovírus; 4,5% de VSR; e 2,5% de influenza B. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os óbitos positivos foi de 30,8% para influenza A; 30,8% para Sars-CoV-2; 27,5% para rinovírus; 5,5% para VSR; e 2,7% para influenza B.

De acordo com a pesquisadora da Fiocruz Tatiana Portella, o Ministério da Saúde definiu três estratégias nacionais de vacinação para 2026, com foco na ampliação da cobertura vacinal e na redução de doenças imunopreveníveis. 

A campanha de vacinação contra a influenza nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste será realizada de 28 de março a 30 de maio, com o Dia D marcado para o próximo sábado. 

“A principal forma de prevenção contra os casos graves e óbitos é a vacina. Já temos a vacina contra o VSR para as gestantes e no dia 28 começa a vacinação contra a influenza A para os grupos prioritários”, afirmou Tatiana.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 18 de março de 2026

Hospitais universitários do RN vão oferecer 1,8 mil atendimentos em mutirão neste sábado (21)



Universitário Onofre Lopes (HUOL), Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC) e Hospital Universitário Ana Bezerra (HUAB), vão realizar cerca de 1,8 mil atendimentos em consultas, exames e procedimentos neste sábado (21). A ação faz parte do Dia “E” do programa Ebserh em Ação e é voltada a pacientes previamente agendados.

A iniciativa é considerada um dos maiores mutirões do Sistema Único de Saúde (SUS) focado na saúde da mulher e será realizada simultaneamente em 45 hospitais universitários administrados pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). No Brasil, a expectativa é de mais de 30 mil atendimentos durante o fim de semana.

Na MEJC, em Natal, estão previstas cirurgias em mastologia, atendimentos ambulatoriais em mastologia e ginecologia cirúrgica, consultas em nutrição e psicologia, além de exames como mamografias, ultrassonografias mamárias, ultrassonografias transvaginais e abdominais, além de análises laboratoriais. O gerente de Atenção à Saúde da unidade reforça que o mutirão busca promover a prevenção, o autocuidado e o acesso a orientações e informações de saúde para as mulheres.

No HUOL, a programação inclui cirurgias em cirurgia geral, oftalmologia, otorrinolaringologia e urologia, além de procedimentos oftalmológicos com aplicação de Avastin, exames laboratoriais e de imagem e procedimentos de hemodinâmica. A superintendente da unidade destaca que o mutirão amplia o acesso a serviços que frequentemente enfrentam longas filas, considerando diferentes necessidades de saúde das mulheres, não apenas relacionadas à maternidade.

Já no Hospital Universitário Ana Bezerra, em Santa Cruz, serão realizados exames de raio‑X e mamografias, consultas com mastologista e ginecologia, atendimentos de psicologia e serviço social, inserção de implantes contraceptivos, além de pequenas cirurgias e procedimentos ginecológicos. A superintendente da unidade afirma que a ação reforça o compromisso com o acesso da população a serviços de saúde qualificados e humanizados.

O Dia “E” integra o programa Ebserh em Ação, desenvolvido em parceria com os ministérios da Educação e da Saúde, com o objetivo de ampliar o acesso a cirurgias eletivas, exames e outros procedimentos diagnósticos e terapêuticos no SUS. A iniciativa é uma forma de reduzir filas e o tempo de espera na rede pública. Em 2025, o programa realizou quase 100 mil atendimentos em todo o país, e em 2026 segue em todas as unidades da rede Ebserh, envolvendo também residentes e graduandos em atividades assistenciais.

Caso confirmado de sarampo acende alerta sobre cobertura vacinal

 


A confirmação de um caso de sarampo em uma bebê de 6 meses em São Paulo, na semana passada, acendeu novamente o alerta sobre a importância de manter altas coberturas vacinais como uma barreira para proteger quem ainda não pode ser imunizado.

A bebê ainda não tinha idade para receber a vacina, já que o calendário do Sistema Único de Saúde prevê a aplicação da primeira dose da tríplice viral aos 12 meses, o que garante a proteção contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Aos 15 meses, as crianças devem receber uma dose da tetra viral, que reforça a imunidade contra essas três doenças e acrescenta a catapora na lista.

De acordo com o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, quando a cobertura está alta, os bebês mais novos ficam protegidos pela barreira criada por quem já se vacinou.

"A vacina do sarampo também impede a infecção e a transmissão com alta efetividade. Ela tem essa capacidade, que a gente chama de esterilizante. Além de prevenir que a pessoa contraia a doença, ela também evita que essa pessoa seja um portador e transmissor do vírus", explica Kfouri. 

A bebê diagnosticada com sarampo viajou com a família para a Bolívia em janeiro. O país vizinho vive um surto de sarampo desde o ano passado, e a alta cobertura também é essencial para impedir que casos importados como esse iniciem surtos dentro do Brasil.

"O sarampo é uma doença de altíssima transmissibilidade, especialmente entre os não vacinados. A imunização em altas taxas é o que funciona como barreira na circulação do vírus. Mas se isso não acontecer, não é nem necessário que alguém viaje e contraia o vírus lá fora. Basta ficar aqui, com tanta gente vindo de outros países onde há surto, que o risco é o mesmo", alerta o vice-presidente da Sbim. 

No ano passado, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose, mas apenas 77,9% completaram o esquema na idade correta. 

Proteção para toda a vida

Os bebês vacinados dentro do tempo ficam protegidos ao longo da vida, mas crianças e adultos que não têm comprovante de vacinação devem receber a vacina. Dos 5 aos 29 anos, recomenda-se duas doses, com intervalo de um mês. Dos 30 aos 59 anos, é necessária apenas uma dose. A vacina só não pode ser tomada por gestantes e pessoas imunocomprometidas. 

O caso na bebê em São Paulo foi o primeiro registro da doença no país neste ano, mas, no ano passado, outras 38 infecções foram confirmadas, a maior parte com origem importada.

Ainda assim, o país segue com o certificado de área livre da doença, concedido pela Organização Pan-Americana de Saúde em 2024, porque, felizmente, não há transmissão sustentada de sarampo no nosso território. 

No entanto, o Brasil já havia conquistado esse certificado antes, em 2016, e acabou perdendo em 2019, após surtos que começaram com casos importados.

Agencia Brasil

sexta-feira, 13 de março de 2026

Ministério da Saúde aumenta em 15% os repasses para hemodiálises

 


O Ministério da Saúde vai aumentar em 15% o valor destinado aos hospitais e clínicas que fazem Terapia Renal Substitutiva (TRS), como a hemodiálise, para o Sistema Único de Saúde (SUS). O reajuste corresponde a R$ 860 milhões. Com o investimento, o governo federal pretende reduzir o tempo de espera para o tratamento.

Os recursos têm como destino 781 hospitais e clínicas que já atendem os pacientes do SUS, além de 48 novos serviços de TRS que o ministério está habilitando para atuação em 16 estados.

“O reajuste, uma demanda do setor, é uma das iniciativas do Agora Tem Especialistas visando a redução do tempo de espera por Terapia Renal Substitutiva (TRS), já que garante a manutenção da qualidade dos serviços prestados atualmente”, informou o ministério, em nota nesta sexta-feira (13).

Segundo o Ministério, a sessão de hemodiálise passa a ter uma remuneração de R$ 277,12, um aumento de 26,84% em relação a 2022, quando o valor era de R$ 218,47. O reajuste começa a valer ainda em março.

“O percentual maior de reajuste foi possível pela adoção de uma modalidade mista de orçamentação. Isso porque, além dos recursos do Orçamento Geral da União e Fundo de Ações Estratégicas e Compensação, o aumento no valor da sessão de hemodiálise também terá um incentivo com o uso dos créditos financeiros garantidos pelo programa Agora Tem Especialistas”, disse o secretário de Atenção Especializada à Saúde, do MS, Mozart Sales.

De acordo com o ministério, além da hemodiálise, outras modalidades de tratamento passarão a ser contempladas pelo Agora Tem Especialistas: a diálise peritoneal, cujas sessões serão reajustadas em 100%, e a pré-diálise, também com 100% de aumento. A diálise peritoneal substitui a função dos rins com uso do próprio corpo para filtrar o sangue; já na pré-diálise, ocorre o acompanhamento médico do paciente antes de a diálise ser necessária.

“Todos esses reajustes buscam incentivar ainda mais o aumento da oferta dessas modalidades de Terapia Renal Substitutiva pelos serviços que já atendem o SUS e pelos 48 novos serviços, que já começam a atuar com os aumentos anunciados hoje”, acrescentou o secretário.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Mpox: Brasil registra 140 casos em 2026

 


Brasil 61

O Brasil já contabiliza 140 casos confirmados de mpox em 2026, segundo dados do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica do Ministério da Saúde (MS). Até o momento, nenhuma morte pela doença foi registrada neste ano.

Além dos casos confirmados, a pasta investiga 539 casos suspeitos e 9 prováveis. Entre os estados, os maiores números de registros estão em:

  • São Paulo: 93 casos
  • Rio de Janeiro: 18 casos
  • Rondônia e Minas Gerais: 11 casos cada

Mpox: o que é

mpox, anteriormente conhecida como “varíola dos macacos”, é uma doença zoonótica viral — ou seja, pode ser transmitida de animais para seres humanos. O vírus pertence ao gênero Orthopoxvirus, da mesma família da varíola.

Desde 2022, o Brasil contabilizou 14.634 notificações da doença, de acordo com dados do Ministério da Saúde atualizados até a última segunda-feira (9). A maior parte dos casos ocorreu entre 2022 e 2023, período marcado por um surto global que atingiu mais de 120 países e ultrapassou 100 mil casos.

Prevenção

Ao contrário de outras doenças virais, em que a vacinação é a principal forma de proteção, no caso da mpox, a forma mais eficaz é evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Se a interação for inevitável, as autoridades em saúde recomendam o uso de luvas, máscaras, avental e óculos de proteção

A transmissão pode ocorrer principalmente por:

  • contato direto com lesões de pele de pessoas infectadas;
  • exposição a fluidos corporais e secreções respiratórias;
  • compartilhamento de objetos contaminados, como roupas e toalhas;
  • contato com animais silvestres infectados, especialmente roedores.

Segundo o MS, os sintomas da mpox incluem:

  • erupções cutâneas ou lesões de pele em diferentes partes do corpo;
  • linfonodos inchados (ínguas);
  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores no corpo;
  • calafrio; e
  • fraqueza.

Pessoas que apresentarem sintomas compatíveis com a doença devem procurar uma unidade de saúde para avaliação e orientação médica.

terça-feira, 10 de março de 2026

Alerta: Anvisa aprova novo medicamento para epilepsia

 


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o medicamento Xcopri ® (cenobamato), da empresa Momenta Farmacêutica Ltda. O produto é indicado para tratar crises focais em adultos com epilepsia que ainda têm crises mesmo após usar pelo menos dois tratamentos diferentes.

autorização foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (9/3).

A epilepsia é uma doença que causa crises repetidas, por causa de alterações na atividade elétrica do cérebro. A doença pode:

  • aumentar o risco de acidentes e morte súbita;
  • trazer problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão;
  • causar dificuldades no trabalho e na vida social.

Cerca de 30% dos pacientes não respondem bem aos tratamentos disponíveis e continuam tendo crises

Quando o medicamento estará disponível?

Mesmo com o registro aprovado, Xcopri ® só poderá ser vendido após a definição do preço máximo pela CMED. A oferta no SUS depende de avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e decisão do Ministério da Saúde.

quinta-feira, 5 de março de 2026

Sesap confirma novo caso do fungo Candida auris no Hospital da PM em Natal

 


A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou a identificação de um novo caso do fungo Candida auris no Hospital Central Coronel Pedro Germano, conhecido como Hospital da PM, em Natal. Este é o segundo registro da infecção na unidade hospitalar, após o primeiro caso em 22 de janeiro.Até o momento, a pasta não divulgou detalhes sobre o paciente ou as circunstâncias da nova contaminação. Diante da confirmação, a Sesap convocou uma coletiva de imprensa para o meio-dia desta quinta-feira (5), na sede da Sesap, para apresentar informações sobre o caso.

O primeiro caso do chamado “superfungo” na unidade foi confirmado após exames realizados no Laboratório Central do Estado (Lacen-RN). Na ocasião, a Sesap informou que o paciente estava em isolamento e recebia tratamento por outra enfermidade, enquanto equipes do hospital e da vigilância epidemiológica realizavam monitoramento e rastreamento para evitar a disseminação do fungo.

O Candida auris é considerado uma ameaça à saúde pública global. Identificado pela primeira vez em humanos em 2009, no Japão, o fungo pode provocar infecções graves, principalmente em pacientes com baixa imunidade ou com outras doenças associadas.

Além da dificuldade de identificação em exames laboratoriais convencionais, o microrganismo também preocupa especialistas por apresentar resistência a diversos medicamentos antifúngicos e por conseguir sobreviver por longos períodos em ambientes hospitalares, o que aumenta o risco de surtos em unidades de saúde.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Ministério da Saúde inicia vacinação de 24,8 mil profissionais de saúde contra a dengue no Rio Grande do Norte

 


Ministério da Saúde iniciou a vacinação contra a dengue para profissionais de saúde da Atenção Primária, com a previsão de proteger 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS). As primeiras 650 mil doses já foram enviadas aos estados.

No Rio Grande do Norte, a ação deve beneficiar 24,8 mil profissionais de saúde, com 10,7 mil doses já encaminhadas ao estado e novas remessas previstas para as próximas semanas.

A estratégia utiliza a vacina brasileira contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, de dose única, tetraviral e 100% nacional, representando um avanço importante para a autonomia do país e oferta de proteção à população.

O início da vacinação pelos profissionais da Atenção Primária é um passo estratégico para proteger quem atua próximo à população – médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde das Unidades Básicas de Saúde. 

“A vacinação está começando por toda a equipe multiprofissional cadastrada no SUS. São aquelas pessoas que batem na porta, visitam a casa das pessoas, observam se tem criadouro do mosquito da dengue, fazem o acompanhamento, a mobilização. Também são aqueles profissionais que estão na primeira porta de entrada quando tem casos de dengue”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

A ampliação para outros públicos – pessoas de 15 a 59 anos, começando pelos mais velhos – está prevista para o segundo semestre deste ano, acompanhando o aumento da capacidade produtiva pelo Instituto Butantan. Com investimento de R$ 368 milhões, o Ministério da Saúde fechou a compra de 3,9 milhões de doses, aquirindo todo o quantitativo disponível. O início da vacinação está sendo realizada com as primeiras entregas. 

Fonte: MS/agência saúde

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Governo anuncia vacinação nacional contra dengue a partir desta segunda (9)

 


O governo  federal anunciou, nesta segunda-feira (9), o início da vacinação de todos os profissionais de saúde da atenção primária do SUS (Sistema único de Saúde) contra a dengue.

O anúncio ocorreu durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Instituto Butantan, em São Paulo, e marca a introdução da vacina Butantan-DV no sistema público de saúde. O imunizante é 100% nacional e o primeiro do mundo em dose única contra os quatro sorotipos da doença.

Ministério da Saúde adquiriu 3,9 milhões de doses do imunizante e as primeiras entregas serão destinadas a essa ação, que vai acontecer em todo o país.

Até o momento, o Instituto Butantan já enviou 1,3 milhão de doses ao PNI (Programa Nacional de Imunizações). A vacina foi incorporada oficialmente ao calendário após aprovação da Anvisa em novembro de 2025.

De acordo com Esper Kallás, diretor do Butantan, foram 15 anos de desenvolvimento da vacina que chega em um momento em que a institução completa 125 anos. Ele citou várias órgãos envoolvidos até a aprovação pela Anvisa.

"Hoje é o pontapé incial após provarmos que vacina de dose única é segura. A expectativa é ter mais 25 milhões de doses até o fim do ano."

Ele disse ainda que a imunização já está em teste em cidades três cidades de São Paulo: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Kallás terminou sua fala embargando a voz ao enaltecer a distribuição da vacina via SUS.

Durante o evento, que contou com a presença do Zé Gotinha, agentes comunitários, pesquisadores, Kallás e outros profissionais da saúde foram os primeiros vacinados contra a dengue pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, dando início à campanha.

Enquanto aplicava a vacina em uma das agentes comunitárias, Padilha explicou que os profissionais cadastrados nas UBS (unidades básicas de saúdes) receberão o imunizante a partir desta segunda.

"É um marco histórico que vai colocar o Butantan como um dos maiores complexos do mundo. Mas diferente de outros polos industriais, essse aqui é 100% SUS para tratar as pessoas no Brasil e cada vez mais no mundo, para salvar vidas, e não apenas obter lucros", disse Padilha.

Além da estratégia de vacinação contra a dengue, o evento formalizou um pacote de R$ 1,8 bilhão para ampliar, diversificar e modernizar a produção de vacinas e soros em geral.

Do total, R$ 1 bilhão é proveniente do Novo PAC, do governo federal, e cerca de R$ 400 milhões são aportes da Fundação Butantan.

Os recursos serão destinados a quatro frentes principais na área fabril do Instituto:

  • Fábrica de HPV: construção de planta para produzir 20 milhões de doses anuais da vacina contra o Papilomavírus Humano;
  • Tecnologia mRNA: reforma de unidade para produção de vacinas sintéticas de RNA mensageiro contra Covid-19 e raiva;
  • Vacina DTPa: unidade para produção de 6 milhões de doses da tríplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche);
  • Produção de soros: reforma que permitirá dobrar a capacidade anual de 600 mil para 1,2 milhão de frascos

Atuação no SUS

O anúncio desta segunda contou com a presença dos ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Rui Costa (Casa Civil), além do vice-presidente Geraldo Alckmin.

A comitiva conheceu o complexo de fabricação da vacina contra a dengue, que é indicada para pessoas de 12 a 59 anos.

Por ser dose única, a Butantan-DV é considerada estratégica para acelerar a proteção da população e otimizar a logística de aplicação em massa no SUS.

O evento marcou os 125 anos do Instituto Butantan e foi utilizado para a assinatura simbólica do início das obras. As novas instalações fazem parte da estratégia para reduzir a dependência externa por insumos biológicos no país.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Covid-19 mata 29 pessoas em janeiro no Brasil

 


Ao menos 29 brasileiros morreram em janeiro deste ano por complicações em decorrência da Covid-19, segundo o informativo Vigilância das Síndromes Gripais. A informação coloca o SarsCov-2 como o vírus mais mortal entre os identificados para os brasileiros nesse mês. Os números podem aumentar, pois parte das investigações sobre causas de óbito ainda está em andamento ou pode não estar atualizada.
Das 163 mortes causadas por Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) nas primeiras quatro semanas deste ano, 117 não tiveram o principal vírus causador identificado. A mais letal, com 29 casos, foi a Covid-19, seguida pela Influenza A H3N2, com sete casos, pelo Rinovírus, com sete casos, e pela Influenza A não subtipada, com seis casos.
Os demais vírus – H1N1, Influenza B e VSR – somaram cinco mortes. Ao todo, 4.587 casos, incluídos os não letais, foram registrados no período, dos quais 3.373 não tiveram os vírus causadores identificados. O estado com mais mortes confirmadas foi São Paulo: 15 óbitos em 140 casos registrados.
As mortes atingiram principalmente os idosos com mais de 65 anos: 108 no total. Entre os casos com identificação de SarsCov-2, 19 tinham mais de 65 anos. Dados de vacinação indicam que a cobertura está abaixo do considerado ideal.

Brasil registra seis mortes suspeitas por pancreatite associadas a canetas emagrecedoras, aponta Anvisa

 


Seis mortes suspeitas e 225 casos suspeitos de pancreatite foram notificados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em associação ao uso de canetas emagrecedoras no Brasil desde 2018.
As informações constam no VigiMed, sistema oficial da Anvisa, e em relatos de pesquisa clínica com esses medicamentos no Brasil. As notificações de casos e mortes envolvem diferentes medicamentos agonistas do GLP-1, como semaglutida, liraglutida, lixisenatida, tirzepatida e dulaglutida.
A pancreatite associada ao uso das canetas emagrecedoras ganhou atenção internacional no início do mês, após um alerta divulgado no Reino Unido sobre caso em usuários de medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1. No país, há 19 mortes.

sábado, 31 de janeiro de 2026

Vírus Nipah, incurável e letal, coloca o mundo em alerta após casos na Índia; Ministério da Saúde se posiciona sobre o risco ao Brasil

 


Depois da confirmação de ao menos dois casos de infecção pelo vírus Nipah na Índia, autoridades médicas e sanitárias internacionais emitiram sinais de alerta e reforçaram a necessidade de uma vigilância apurada, especialmente devido à alta letalidade do patógeno – que pode chegar a 70% das vítimas.

O vírus Nipah, que já causa grande preocupação em todo o mundo após a confirmação de dois infectados na Índia, colocou autoridades de saúde em alerta por se tratar de uma doença rara, incurável e com alta letalidade. Diante do avanço dos casos, países asiáticos reforçaram a vigilância sanitária em aeroportos, enquanto a China informou não ter registros da doença, apesar do risco de casos importados.

No Brasil, o Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (30) que o risco relacionado ao vírus Nipah é baixo, que a doença não representa ameaça ao país e que não há indícios de potencial pandêmico, acrescentando que não existem evidências de disseminação internacional nem risco para a população brasileira.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Brasil prepara “remédio natural” contra pedra nos rins para distribuir no SUS e pode mudar tratamento da doença

 


A formação de cálculos renais, conhecida como pedra nos rins, é um problema frequente e doloroso que sobrecarrega o Sistema Único de Saúde (SUS) com internações e procedimentos de alta complexidade. Diante desse cenário, o Brasil avança no desenvolvimento do primeiro fitoterápico à base do quebra-pedra para distribuição pelo SUS.

O medicamento, feito a partir da planta Phyllanthus niruri, está sendo desenvolvido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Tradicionalmente usada na medicina popular, a planta passa agora por um processo de padronização para garantir segurança, dose adequada e eficácia no uso clínico.

Segundo o urologista Alex Meller, do Hospital Vila Nova Star, o quebra-pedra atua principalmente na prevenção da formação dos cálculos, ao interferir na cristalização e na agregação dos cristais que originam as pedras. Há também indícios de que o fitoterápico auxilie na eliminação de pequenos fragmentos após tratamentos como a litotripsia.

A nutricionista Thaís Barca, especialista em fitoterapia, explica que a planta contém compostos com ação diurética, anti-inflamatória e antioxidante, que ajudam a dificultar a formação dos cálculos e facilitam a eliminação de microcristais. Ela ressalta, no entanto, que o produto não substitui o tratamento médico e não é eficaz para quebrar pedras grandes já formadas.

Especialistas alertam que, apesar de natural, o uso do quebra-pedra deve ser orientado por profissionais de saúde, já que pode causar efeitos adversos e interagir com outros medicamentos. O fitoterápico ainda depende de estudos clínicos mais amplos antes de ser incorporado de forma definitiva à rede pública.