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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Multivacinação começa no Brasil: confira quais vacinas estão disponíveis

 


A campanha de multivacinação 2026 começou nesta segunda-feira (3) em todo o Brasil. Promovida pelo Ministério da Saúde, a mobilização busca atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Além disso, a iniciativa pretende ampliar a cobertura vacinal em todo o país. A ação segue até 1º de setembro, enquanto o Dia D está marcado para 22 de agosto. Durante a campanha, profissionais das unidades de saúde verificarão a situação vacinal de cada criança e adolescente. Em seguida, aplicarão todas as doses indicadas pelo Calendário Nacional de Vacinação para a faixa etária. Dessa forma, os responsáveis poderão regularizar a imunização em uma única visita.

A campanha é destinada a crianças e adolescentes menores de 15 anos, ou seja, até 14 anos, 11 meses e 29 dias. Para participar, pais ou responsáveis devem apresentar um documento de identificação e, preferencialmente, a caderneta de vacinação em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Caso o cartão tenha sido perdido, a equipe poderá consultar o histórico de vacinação nos sistemas oficiais. Assim, ninguém deixa de receber as doses necessárias.

Durante a multivacinação 2026, estarão disponíveis os imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação, conforme a idade e a situação vacinal de cada pessoa. Entre as vacinas oferecidas para crianças estão:

  • BCG;
  • Hepatite A;
  • Hepatite B;
  • Pentavalente;
  • Poliomielite (VIP);
  • Rotavírus;
  • Pneumocócica;
  • Meningocócica C;
  • Febre amarela;
  • Tríplice viral;
  • Varicela;
  • DTP;
  • Influenza;
  • Covid-19, para os grupos contemplados pelas recomendações vigentes.

os adolescentes poderão atualizar doses contra doenças como:

  • HPV;
  • Meningocócica ACWY;
  • Hepatite B;
  • Tríplice viral;
  • Dupla adulto (difteria e tétano);
  • Febre amarela;
  • Covid-19, conforme indicação;
  • Influenza, quando incluída nos grupos elegíveis.


quarta-feira, 22 de julho de 2026

M S passará a oferecer em agosto segunda dose de reforço da vacina contra a poliomielite

 


O Ministério da Saúde passará a oferecer, a partir de 3 de agosto, uma segunda dose de reforço da vacina contra a poliomielite para crianças de 4 anos. Com a mudança, o esquema vacinal contra a doença passa a contar com cinco doses, todas aplicadas com a Vacina Inativada contra a Poliomielite (VIP), disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a pasta, a inclusão da nova dose tem como objetivo ampliar a proteção das crianças e contribuir para que o Brasil continue livre da circulação do poliovírus. O país não registra casos da doença desde 1989 e, desde 1994, possui certificação internacional como área livre da circulação do vírus, ao lado dos demais países das Américas.

A atualização é destinada a crianças menores de 5 anos. O calendário passa a prever três doses da VIP, aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade, seguidas por dois reforços: o primeiro aos 15 meses e o segundo aos 4 anos.

Crianças com o esquema vacinal incompleto também devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Nesses casos, os profissionais avaliarão a caderneta de vacinação e orientarão sobre as doses pendentes. A imunização pode ser realizada até os 4 anos, 11 meses e 29 dias.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Flávia Bravo, explica que a nova dose tem a função de reforçar a memória imunológica da criança.

“Os anticorpos vão reduzindo com o tempo. A dose de reforço desperta essa memória imune e eleva os níveis de anticorpos. Quanto maior essa quantidade, maior tende a ser a duração da proteção”, afirmou.

Apesar de a poliomielite estar eliminada no Brasil há quase quatro décadas, o vírus ainda circula em alguns países. Atualmente, Paquistão e Afeganistão são os únicos locais onde a doença permanece endêmica.

Segundo Flávia Bravo, manter altas coberturas vacinais é fundamental para evitar a reintrodução do vírus no país.

“Enquanto tivermos vírus circulantes, manter níveis altos de anticorpos é fundamental. Dessa forma, a população fica protegida”, explicou.

A especialista também ressaltou que a vacinação desempenha um papel coletivo na prevenção da doença.

“É uma questão de proteção pessoal e de proteção coletiva. Mantendo altas coberturas vacinais, impedimos que, caso um vírus chegue de outros países, ele consiga se disseminar no Brasil”, disse.

Desde novembro de 2024, o calendário nacional utiliza exclusivamente a Vacina Inativada contra a Poliomielite (VIP), aplicada por injeção. A antiga vacina oral, conhecida como “gotinha”, foi retirada do esquema após novas evidências científicas.

De acordo com a especialista, a vacina oral continha um vírus vivo atenuado, que, embora fosse seguro, apresentava um risco extremamente raro de sofrer mutações e voltar a causar a doença. Já a VIP utiliza vírus inativado, sem capacidade de provocar infecção ou sofrer mutações.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Você sabe interpretar os sinais da urina? Alterações de cor e cheiro podem indicar problemas

 


Especialista explica quando mudanças na urina são apenas reflexo da alimentação ou da hidratação e quando podem indicar infecções ou outras condições de saúde

Observar a cor, o cheiro e até a frequência da urina pode dizer muito sobre a saúde do organismo. Embora alterações ocasionais sejam comuns e, muitas vezes, estejam relacionadas à alimentação ou ao consumo de líquidos, mudanças persistentes merecem atenção e podem ser um sinal de infecção urinária, desidratação, cálculos renais ou outras condições que exigem avaliação médica.

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a infecção do trato urinário está entre as infecções bacterianas mais frequentes, especialmente entre as mulheres. Estima-se que cerca de 50% das mulheres terão pelo menos um episódio de infecção urinária ao longo da vida, sendo a anatomia feminina um dos principais fatores que favorecem a ocorrência da doença.

De acordo com o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, conhecer as características normais da urina pode ajudar na identificação precoce de alterações importantes.

"A urina saudável costuma apresentar coloração amarelo-clara e odor discreto. Alterações pontuais podem acontecer após o consumo de determinados alimentos ou medicamentos, mas quando essas mudanças persistem ou vêm acompanhadas de outros sintomas, é importante investigar a causa", explica.

A coloração muito escura, por exemplo, costuma estar associada à baixa ingestão de líquidos e à desidratação. Já uma urina avermelhada pode indicar a presença de sangue, situação que pode estar relacionada a infecções, cálculos renais ou outras doenças do trato urinário e que sempre deve ser avaliada por um profissional de saúde.

Outra mudança que chama atenção é o odor intenso ou desagradável. Embora alimentos como aspargos e alguns suplementos possam alterar temporariamente o cheiro da urina, um odor muito forte, principalmente quando acompanhado de ardência ao urinar, aumento da frequência urinária ou dor na região pélvica, pode indicar uma infecção urinária.

"O cheiro isoladamente nem sempre significa doença. O que realmente preocupa é a associação entre alterações na urina e sintomas como dor, febre, urgência para urinar ou desconforto persistente", destaca o médico.

A aparência também pode fornecer pistas importantes. Urina muito turva ou com aspecto leitoso pode estar relacionada à presença de células inflamatórias, bactérias ou cristais, enquanto espuma persistente pode indicar alterações na eliminação de proteínas pelos rins, especialmente quando ocorre com frequência.

As mulheres merecem atenção especial. Além da maior predisposição às infecções urinárias, fatores como gestação, menopausa e alterações hormonais podem aumentar o risco de desenvolver problemas no trato urinário.

Entre as principais medidas de prevenção estão manter uma boa hidratação, não adiar a ida ao banheiro, adotar hábitos adequados de higiene íntima e buscar atendimento médico diante de sintomas persistentes.

"O organismo costuma dar sinais quando algo não vai bem. Observar alterações na urina é uma forma simples de acompanhar a própria saúde, mas o diagnóstico nunca deve ser feito apenas com base na aparência. A avaliação médica é indispensável para identificar a causa e indicar o tratamento adequado", reforça Dr. Carlos.

Embora mudanças ocasionais possam ser benignas, alterações persistentes na cor, no cheiro ou no aspecto da urina não devem ser ignoradas. Quanto mais cedo a causa for identificada, maiores são as chances de evitar complicações e preservar a saúde do sistema urinário.

Sobre a Carnot Laboratórios

A Carnot® Laboratórios é uma empresa focada na pesquisa e desenvolvimento de produtos inovadores para a saúde. Fundada no México há mais de 80 anos, em 1941, a Carnot® é uma empresa empreendedora capaz de gerar medicamentos e tratamentos inovadores, em nichos especializados baseados em pesquisa e tecnologia próprias. O Grupo oferece uma grande variedade de medicamentos especializados em saúde da mulher, dermatologia, pediatria, gastroenterologia, sistema respiratório, sistema nervoso central, entre outros.

lagoanovadestaque.com.br


Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

 


A cobertura vacinal completa para a primeira infância apresenta realidade distante para 15% dos bebês em todo o mundo, segundo dados governamentais compilados pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) e divulgados nesta quarta-feira 15. 
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida - Agora RNUnicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida - Agora RN

Em 2025, ao todo, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina durante o primeiro ano de vida (chamadas no estudo de crianças zero-dose) e outras 7,3 milhões não tiveram o ciclo básico completo – com três doses da vacina que protégé contra difteria, tétano e coqueluche (DTP).Segundo o estudo Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional, os números representam um avanço em relação ao ano anterior. Ano passado, 116 milhões de bebês receberam ao menos uma dose da DTP, o que representa 750 mil a mais do que em 2024.

O Unicef, no entanto, alerta que a manutenção do índice de crianças zero-dose aumenta o risco de surtos de doenças e é considerado alto pelo fundo, estando em patamar próximo do observado em 2009 e abaixo do período anterior à pandemia de Covid-19.

O programa de vacinas da Unicef alerta ainda que o abandono do ciclo de imunização ocorre principalmente antes da primeira dose da vacina contra o sarampo (MCV1), com 84% das crianças recebendo a primeira dose, e apenas 77% a segunda dose (MCV2).

O limite considerado seguro para imunização contra o sarampo é de 95%. Em 2025, foram registrados mais de 411 mil casos de sarampo no mundo, em surtos que atingiram 57 países. 

Avaliação

Segundo o relatório, os dados compilados foram enviados pelos governos de 195 países e mostram que 100 deles mantiveram cobertura de pelo menos 90%, com três doses da vacina DTP desde 2019, apresentando pouco progresso na ampliação desse grupo.

Entre os países que estavam abaixo desse patamar em 2019, 30 conseguiram melhorar as taxas ao longo dos últimos seis anos, mas 65 países permaneceram estagnados ou retrocederam, incluindo 13 países frágeis, afetados por conflitos ou em situação de vulnerabilidade.

"Governos e profissionais de saúde ajudaram as taxas globais de vacinação a se recuperarem após a forte queda observada durante a pandemia de Covid-19. Milhões de crianças vulneráveis continuam desprotegidas devido a conflitos, deslocamentos forçados e pobreza", afirma em nota Catherine Russell, diretora executiva do Unicef.

Essas ameaças persistentes causam grande variabilidade e instabilidade na cobertura vacinal entre os países. O relatório aponta que mais da metade de todas as crianças zero-dose vive em contextos frágeis ou afetados por conflitos, embora esses locais abriguem apenas cerca de um terço da população infantil mundial.

“Nesses cenários, os programas de imunização frequentemente enfrentam desafios relacionados à instabilidade política, insegurança ou subfinanciamento crônico”, detalha o levantamento.

Outro desafio é a diminuição da cobertura em países de renda média e alta, que ocorre por mudanças no compromisso político, desafios estruturais e aumento da hesitação vacinal. Dois exemplos destacados foram o da cobertura da DTP1.

Na África do Sul, o índice caiu 20 pontos percentuais desde 2019 e continuou diminuindo em 2025. Na Bósnia e Herzegovina, apresentou queda de 23 pontos percentuais no último ano, após registrar o maior aumento da cobertura da MCV1 da região em 2024. Ambos estão em regiões estáveis e apresentam melhora sustentada de outros índices de acesso à saúde.

Brasil

O Brasil tem ido na contramão desses países, com melhora da cobertura vacinal constante e redução do número de crianças zero-dose, que hoje são estimadas em 50 mil no país, com melhora de cobertura e de qualidade na integração dos dados públicos. Das principais vacinas, apenas o ciclo completo da tríplice (DTP-3) mantém índices baixos, com cobertura na faixa de 86%.

Os dados nacionais, porém, são alvo de uma crítica específica: a da ausência de levantamento independente sobre o tema nos últimos 5 anos, ação recomenda pela OMS e pela Unicef para garantir a qualidade dos dados.

“Os níveis históricos de imunização observados nos países de menor renda mostram o que pode ser alcançado quando todas as partes trabalham juntas em torno de um objetivo comum”, afirmou Dr. Sania Nishtar, CEO da Gavi, programa de vacinação da Organização Mundial de Saúde.

Segundo ela, o grande desafio será manter esse impulso diante de restrições orçamentárias, incertezas geopolíticas e surtos crescentes, ao mesmo tempo em que se intensificam os esforços para alcançar as crianças que ainda não têm acesso à imunização.

O estudo informa que as bases que possibilitaram esse progresso estão sob forte pressão, com recentes cortes de financiamento, principalmente pelo governo dos Estados Unidos, e enfraquecimento dos sistemas nacionais de monitoramento. “Segundo os dados, apenas 18 pesquisas nacionais de imunização foram realizadas e enviadas neste ciclo, em comparação com 50 em 2024 e uma média de 33 por ano entre 2015 e 2019.”

A cobertura vacinal completa para a primeira infância apresenta realidade distante para 15% dos bebês em todo o mundo, segundo dados governamentais compilados pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) e divulgados nesta quarta-feira 15. 
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida - Agora RNUnicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida - Agora RN

Em 2025, ao todo, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina durante o primeiro ano de vida (chamadas no estudo de crianças zero-dose) e outras 7,3 milhões não tiveram o ciclo básico completo – com três doses da vacina que protege contra difteria, tétano e coqueluche (DTP).Segundo o estudo Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional, os números representam um avanço em relação ao ano anterior. Ano passado, 116 milhões de bebês receberam ao menos uma dose da DTP, o que representa 750 mil a mais do que em 2024.

O Unicef, no entanto, alerta que a manutenção do índice de crianças zero-dose aumenta o risco de surtos de doenças e é considerado alto pelo fundo, estando em patamar próximo do observado em 2009 e abaixo do período anterior à pandemia de Covid-19.

O programa de vacinas da Unicef alerta ainda que o abandono do ciclo de imunização ocorre principalmente antes da primeira dose da vacina contra o sarampo (MCV1), com 84% das crianças recebendo a primeira dose, e apenas 77% a segunda dose (MCV2).

O limite considerado seguro para imunização contra o sarampo é de 95%. Em 2025, foram registrados mais de 411 mil casos de sarampo no mundo, em surtos que atingiram 57 países. 

Avaliação

Segundo o relatório, os dados compilados foram enviados pelos governos de 195 países e mostram que 100 deles mantiveram cobertura de pelo menos 90%, com três doses da vacina DTP desde 2019, apresentando pouco progresso na ampliação desse grupo.

Entre os países que estavam abaixo desse patamar em 2019, 30 conseguiram melhorar as taxas ao longo dos últimos seis anos, mas 65 países permaneceram estagnados ou retrocederam, incluindo 13 países frágeis, afetados por conflitos ou em situação de vulnerabilidade.

"Governos e profissionais de saúde ajudaram as taxas globais de vacinação a se recuperarem após a forte queda observada durante a pandemia de Covid-19. Milhões de crianças vulneráveis continuam desprotegidas devido a conflitos, deslocamentos forçados e pobreza", afirma em nota Catherine Russell, diretora executiva do Unicef.

Essas ameaças persistentes causam grande variabilidade e instabilidade na cobertura vacinal entre os países. O relatório aponta que mais da metade de todas as crianças zero-dose vive em contextos frágeis ou afetados por conflitos, embora esses locais abriguem apenas cerca de um terço da população infantil mundial.

“Nesses cenários, os programas de imunização frequentemente enfrentam desafios relacionados à instabilidade política, insegurança ou subfinanciamento crônico”, detalha o levantamento.

Outro desafio é a diminuição da cobertura em países de renda média e alta, que ocorre por mudanças no compromisso político, desafios estruturais e aumento da hesitação vacinal. Dois exemplos destacados foram o da cobertura da DTP1.

Na África do Sul, o índice caiu 20 pontos percentuais desde 2019 e continuou diminuindo em 2025. Na Bósnia e Herzegovina, apresentou queda de 23 pontos percentuais no último ano, após registrar o maior aumento da cobertura da MCV1 da região em 2024. Ambos estão em regiões estáveis e apresentam melhora sustentada de outros índices de acesso à saúde.

Brasil

O Brasil tem ido na contramão desses países, com melhora da cobertura vacinal constante e redução do número de crianças zero-dose, que hoje são estimadas em 50 mil no país, com melhora de cobertura e de qualidade na integração dos dados públicos. Das principais vacinas, apenas o ciclo completo da tríplice (DTP-3) mantém índices baixos, com cobertura na faixa de 86%.

Os dados nacionais, porém, são alvo de uma crítica específica: a da ausência de levantamento independente sobre o tema nos últimos 5 anos, ação recomenda pela OMS e pela Unicef para garantir a qualidade dos dados.

“Os níveis históricos de imunização observados nos países de menor renda mostram o que pode ser alcançado quando todas as partes trabalham juntas em torno de um objetivo comum”, afirmou Dr. Sania Nishtar, CEO da Gavi, programa de vacinação da Organização Mundial de Saúde.

Segundo ela, o grande desafio será manter esse impulso diante de restrições orçamentárias, incertezas geopolíticas e surtos crescentes, ao mesmo tempo em que se intensificam os esforços para alcançar as crianças que ainda não têm acesso à imunização.

O estudo informa que as bases que possibilitaram esse progresso estão sob forte pressão, com recentes cortes de financiamento, principalmente pelo governo dos Estados Unidos, e enfraquecimento dos sistemas nacionais de monitoramento. “Segundo os dados, apenas 18 pesquisas nacionais de imunização foram realizadas e enviadas neste ciclo, em comparação com 50 em 2024 e uma média de 33 por ano entre 2015 e 2019.”

segunda-feira, 13 de julho de 2026

SUS começa oferta gradual de insulina glargina para crianças, adolescentes e idosos

 


O Ministério da Saúde está realizando a transição gradual da insulina NPH para a insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). O público-alvo são pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2.

A insulina glargina é um medicamento mais moderno, de ação prolongada, que, na maioria dos casos, permite apenas uma aplicação diária, enquanto outros esquemas terapêuticos podem exigir até três aplicações no mesmo período. O acesso será feito após avaliação clínica e prescrição médica, sendo o medicamento ofertado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o país.

O tratamento com esse fármaco contribui para um controle mais estável da glicemia, reduz o risco de episódios de hipoglicemia e favorece a adesão e a continuidade do tratamento, proporcionando mais segurança e qualidade de vida aos pacientes.

Distribuição do medicamento aos estados

Foram encaminhados, até esta segunda-feira (13/6), mais de 254 mil tubetes de insulina glargina para 16 estados, destinados à transição do tratamento. Também foram distribuídas 52.350 canetas reutilizáveis para a aplicação do medicamento. A previsão é que todos os estados recebam os insumos até o fim de julho.

A iniciativa de transição é decorrente de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que viabiliza a produção nacional do medicamento e estoques mais seguros para o SUS.

Para ter acesso ao medicamento, o cidadão deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência com a receita médica devidamente emitida e carimbada. Pais, responsáveis ou cuidadores do público elegível também podem solicitar a substituição da insulina NPH pela insulina glargina na unidade de saúde. O paciente e sua família serão acolhidos por uma equipe multiprofissional, que avaliará o quadro clínico e a possibilidade de transição do tratamento.

Além disso, receberão orientações sobre o uso correto da insulina, a técnica de aplicação e o armazenamento adequado do medicamento. Junto ao medicamento, será entregue uma caneta reutilizável para aplicação, com validade de três anos, além das agulhas necessárias para a administração correta.

A transição para o novo tratamento está sendo realizada de forma gradual na Atenção Primária à Saúde em todo o país, garantindo a segurança assistencial.

*Wllana Dantas

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Brasil: após casos de sarampo, Ministério da Saúde recomenda vacinar bebês

 


O Ministério da Saúde reforçou a necessidade da aplicação da vacina contra o sarampo na capital paulista após três crianças menores de dois anos contraírem a infecção na zona norte da cidade, na última sexta-feira (26). O órgão também recomenda a aplicação do imunizante em Guarulhos, devido à intensa circulação de pessoas.
A vacina recomendada é a “dose zero”, que deve ser aplicada em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias. O imunizante reforça a proteção em uma faixa etária altamente suscetível a infecções e agravamentos da doença. O procedimento também contribui para impedir que mais indivíduos sejam infectados. A dose não substitui as já previstas no Calendário Nacional de Vacinação, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas de 12 meses a 59 anos.
Além do reforço vacinal, estão sendo adotadas medidas de vigilância para conter a transmissão local, como busca ativa de casos suspeitos, identificação e monitoramento de contactantes, investigação epidemiológica e bloqueio vacinal nas áreas de risco.
O Ministério da Saúde informa que os três casos de infecção podem ter ocorrido por meio do contato com pessoas procedentes do exterior. Além disso, das três crianças que testaram positivo, duas estudam na mesma creche e a terceira mora na mesma região. No ano passado, o Brasil registrou 38 casos de contaminação por sarampo. Contudo, permanece o status de país livre do sarampo, visto que os casos aconteceram por importação.
O mesmo não pode ser dito de outros países do continente americano, principalmente da América do Norte, que concentram alta circulação da doença. No México, foram registrados 11.771 casos neste ano. Nos Estados Unidos, foram 2.104 pessoas infectadas e no Canadá, 1.073 casos. A ascensão do sarampo fez com que a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) retirasse do continente americano, no ano passado, o status de região livre de transmissão endêmica.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Agora é lei: dor crônica terá atendimento integral garantido pelo SUS. Veja detalhes

 


Uma nova lei garante atendimento integral pelo SUS a pessoas com dor crônica. Sancionada neste mês, a Lei 15.422 prevê acompanhamento na rede pública e informação ao paciente sobre riscos e efeitos dos tratamentos. 

O texto também cria o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica, em 5 de julho, com campanhas sobre diagnóstico e tratamento. A medida teve origem em um projeto de lei (PL 336/2024) aprovado pelo Senado em maio.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Ministério da Saúde inaugura primeira UTI inteligente do SUS

 


Foto: Walterson Rosa / MS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou, neste sábado (27), a primeira Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Inteligente do SUS.

A iniciativa foi lançada no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no Rio de Janeiro, e marca o início da Rede Nacional de UTIs Inteligentes e da transformação digital da atenção hospitalar, com sistemas mais avançados, tecnologias de conectividade e inteligência de dados assistenciais para ajudar os profissionais na tomada de decisões que podem salvar vidas.

Essa é uma inovação que coloca o SUS no mesmo nível de grandes instituições de referência da Europa e da Ásia, com atendimento 100% gratuito.

“Hoje estamos dando mais um passo para que o SUS e a universidade pública brasileira liderem a revolução tecnológica e digital. A integração dos dados dos monitores permite identificar precocemente sinais de melhora ou de agravamento do quadro clínico, possibilitando intervenções mais rápidas, com ajustes na conduta e no tratamento antes que o paciente apresente uma piora. Com isso, aumentamos as chances de recuperação, reduzimos o tempo de permanência na UTI, ampliamos a rotatividade dos leitos e diminuímos a espera de quem precisa de atendimento”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Com investimento de mais de R$ 180 milhões, as novas tecnologias avisam quando o paciente piora, usam inteligência artificial (IA) para prever riscos e priorizar atendimentos, e mostram os dados mais importantes diretamente no prontuário. Além disso, ambulâncias 5G transmitirão os sinais vitais em tempo real para acelerar o atendimento pré‑hospitalar. Também serão adotadas cirurgia robótica, medicina de precisão e análises por IA para melhorar resultados e eficiência.

A unidade carioca é a primeira das sete instituições selecionadas para a fase inicial do projeto, que também contempla hospitais de referência no Amazonas, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco e Porto Alegre. Nesta etapa, serão conectados 60 leitos de terapia intensiva em todo o país, com 10 leitos em cada hospital participante.

A inauguração no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho marca mais uma etapa da modernização da rede pública de saúde e deve servir como modelo para a expansão dessa estratégia em todo o país. Depois da validação da primeira fase, o Ministério da Saúde prevê a ampliação da rede para 280 leitos inteligentes em 14 UTIs, em 13 estados brasileiros.

Fonte: Ministério da Saúde

terça-feira, 23 de junho de 2026

Saúde: SUS volta a aplicar duas doses de reforço da vacina contra a pólio; saiba como será o esquema

 


A partir de agosto, todas as crianças de 4 anos vão receber mais uma dose de reforço da vacina contra a poliomielite. Com isso, o Sistema Único de Saúde (SUS) volta a oferecer o esquema que era feito até 2024, mas agora exclusivamente com a vacina injetável.  Até aquele ano, todas as crianças recebiam três doses da vacina injetável, feita com o vírus inativado. E, posteriormente, duas doses de reforço com a vacina oral, de vírus enfraquecido, a famosa gotinha. 
No entanto, como em situações muito raras, o vírus atenuado da vacina oral pode sofrer mutações e provocar a doença, o Ministério da Saúde decidiu utilizar exclusivamente a vacina injetável, suprimindo a segunda dose de reforço.
Com a mudança mais recente, o esquema volta a ser: 
Nas cinco ocasiões serão aplicadas a vacina inativada injetável. Todas as crianças menores de 5 anos que não tiverem recebido as cinco doses devem ser levadas ao posto de saúde para verificar a necessidade de atualização vacinal. 
A mudança no esquema de vacinação foi decidida após reunião da Câmara Técnica Assessora em Imunizações e comunicada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) em uma nota técnica na semana passada. Ela passa a valer a partir do dia 3 de agosto. 
A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBI), Isabela Ballalai, explica que o reforço é necessário porque a proteção conferida pela vacina cai com o passar do tempo. Logo, as doses adicionais garantem que ela permaneça alta. Três doses aos 2, 4 e 6 meses para conferir proteção básica; Duas doses de reforço aos 15 meses e aos 4 anos de idade, para complementar a prevenção. 

terça-feira, 9 de junho de 2026

RN suspende aplicação da vacina contra a dengue do Laboratório Butantan; estado não tem registro de reações

 


Por g1 RN — A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) suspendeu temporariamente a aplicação da vacina Butantan-DV contra a dengue. A medida segue uma orientação do Ministério da Saúde. No Rio Grande do Norte não houve nenhuma notificação de reação para este imunizante.

A campanha com o imunizante Qdenga, voltada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, continua normalmente no estado.

A suspensão ocorre após o Ministério da Saúde identificar 42 casos severos em investigação e dois óbitos em análise no país. Os casos podem ter relação com a vacina produzida pelo Instituto Butantan. Entre os sintomas adversos registrados estão a simulação da dengue e, em situações severas, a ocorrência de hemorragias. Ainda não há resultado conclusivo sobre a correlação dos sintomas com o imunizante.

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De acordo com a coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap, Diana Rego, o Ministério agiu de forma diligente, ao identificar 42 casos severos em investigação e dois óbitos que estão em análise para causalidade, podendo ser relacionado à vacina produzida pelo Butantan.

No Brasil, as notificações consideradas graves correspondem a 0,008% de um total de 500 mil doses aplicadas até 30 de maio. A Sesap ressalta que o monitoramento faz parte da farmacovigilância. Todas as doses de novas vacinas são acompanhadas e qualquer suspeita de risco exige a suspensão para investigação.

No Rio Grande do Norte, não houve notificação de reação à Butantan-DV. Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina Butantan-DV é a primeira do mundo aplicada em dose única e a primeira totalmente brasileira. A imunização começou no início deste ano com foco nos profissionais de saúde. O RN aplicou 5.200 das 18.520 doses recebidas.

A imunização com a vacina Qdenga segue em andamento. O imunizante registrou quadros de reação alérgica, com 108 notificações de reações adversas contabilizadas, sendo apenas duas consideradas graves.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

1ª vez no mundo: médicos realizam transplante de córnea 3D e devolvem visão a paciente cego

 


Médicos da Unidade de Córnea do Instituto de Oftalmologia do Centro Médico Rambam, em Haifa, Israel, realizaram o primeiro transplante de córnea impressa no mundo. O procedimento histórico foi feito em um paciente que sofria com perda grave de visão e terminou de forma bem-sucedida.

O material inovador, que devolve a visão para pessoas com cegueira, foi totalmente fabricado por impressão 3D através de tecnologia regenerativa focada em tecidos bioimpressos. A tecnologia cirúrgica inovadora utiliza o transplante de córnea impressa para transformar de forma profunda a oftalmologia mundial. As informações são do portal NDMais.

O transplante de córnea impressa, batizado tecnicamente como implante PB-001, foi direcionado a um paciente que sofria com perda grave de visão no final de outubro de 2025. A cirurgia integra a fase 1 dos testes clínicos desenvolvidos na unidade médica de Israel.

A pesquisa médica em andamento projeta envolver de 10 a 15 pacientes diagnosticados com edema corneano decorrente de disfunção endotelial. Os cientistas estimam que os resultados preliminares do estudo clínico oficial sejam divulgados no segundo semestre de 2026.

O método revolucionário multiplica a capacidade de atendimento a partir de células vivas. Uma única córnea saudável de doador falecido foi cultivada em laboratório e gerou insumos para criar e realizar a impressão de outras 300 córneas em 3D.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

SUS vai ampliar proteção vacinal contra doença pneumocócica

 


A partir de junho, o Sistema Único de Saúde (SUS) vai começar a oferecer um imunizante mais abrangente contra a doença pneumocócica. A vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20 ou Pneumo 20) vai substituir a 10-valente, dobrando os sorotipos prevenidos.

O Ministério da Saúde publicou nesta quarta-feira (27) um guia técnico preliminar com orientações sobre a mudança para profissionais de saúde. Os municípios poderão começar a aplicar a vacina assim que receberem o imunizante.

A doença pneumocócica é uma infecção causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, ou pneumococo, que pode ocasionar quadros leves, como inflamação no ouvido ou sinusite, ou graves, como pneumonia bacteriana, meningite e sepse.

Estima-se que o pneumococo seja responsável por até 50% de todos os casos de meningite bacteriana em crianças. A mortalidade nesses casos é de cerca de 30%. Além das crianças pequenas, idosos e indivíduos com comorbidades ou imunossupressão também são mais vulneráveis.

A vacinação contra a doença, com a VPC10, foi incluída no calendário básico infantil em 2010 e desde então, houve redução de 60% dos casos de doença meningocócica causada por algum dos 10 sorotipos combatidos pela vacina em crianças de até dois anos. Os casos de meningite pneumocócica na mesma faixa etária também caíram 65%.

No entanto, em anos mais recentes os casos vêm crescendo. De 2013 a 2019, o Brasil registrou uma média de 164 casos anuais de meningite pneumocócica em crianças de até 5 anos. De 2022 a 2024, a média anual subiu para 211,3 casos.

A Diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Flávia Bravo, explica que esta fato é reflexo de uma mudança epidemiológica decorrente da própria efetividade da vacinação.

“A introdução da vacina 10-valente foi excelente na redução desses dez tipos, o que representou uma queda importante nas doenças graves. Mas o pneumococo tem uma característica que a gente chama de “replacement“: você controlando um tipo, reduzindo a circulação, outro tipo pode começar a ganhar o espaço”

“A introdução da vacina 10-valente foi excelente na redução desses dez tipos, o que representou uma queda importante nas doenças graves. Mas o pneumococo tem uma característica que a gente chama de “replacement“: você controlando um tipo, reduzindo a circulação, outro tipo pode começar a ganhar o espaço”

Dados da vigilância do Ministério da Saúde mostram que quase 40% dos casos graves com amostra coletada entre 2018 e 2023 foram causados por apenas dois tipos da bactéria não prevenidos pela VPC10, mas incluídos na formulação da VPC20.

“Além disso, nos menores de 1 ano, cerca de 11% dos casos de meningite meningocócica são causados pelos outros tipos adicionais da vacina 20-valente. Isso significa que há a possibilidade da gente voltar a reduzir a curva de incidência porque estaremos protegendo exatamente contra os sorotipos que hoje prevalecem”, complementa Flávia. 

As vacinas pneumocócicas conjugadas, que são o caso tanto da VPC10 quanto da VPC20, também evitam que o pneumococo se instale na nasofaringe de pessoas vacinadas. Por isso, além de evitar que elas desenvolvam a doença, a vacina também impede a transmissão, promovendo proteção indireta às pessoas não vacinadas.

O Programa Nacional de Imunizações já oferece outras vacinas mais abrangentes contra a doença pneumocócica, a VPC13 e a VPP23, mas apenas para públicos específicos, com determinadas condições de saúde que aumentam a vulnerabilidade às formas graves da doença. Esses imunizantes também serão substituídos pela VPC20 após o fim dos estoques.

Fazem parte dos grupos de alto risco que devem tomar a vacina: pessoas vivendo com HIV/aids; pacientes oncológicos; transplantados de órgãos sólidos ou medula; imunodeficientes; pessoas com nefropatias, pneumopatias, cardiopatias e hepatopatias crônicas; asmáticos graves; diabéticos; pessoas com síndrome de down e prematuros.

O calendário básico de vacinação prevê que os bebês devem receber duas doses da vacina pneumocócica, aos 2 e aos 4 meses de idades, com mais uma dose de reforço aos 12 meses. Crianças menores de 5 anos que não tenham sido vacinadas na idade correta devem atualizar a carteira o mais breve possível.

Durante o período de transição da VPC10 para a VPC20, as crianças receberão a vacina 20-valente na primeira dose e no reforço, e a 10-valente na segunda dose. Crianças que já receberam a primeira dose da vacina 10-valente, serão vacinadas com a 20-valente na segunda dose e no reforço. Uma dose de reforço da VPC20 também será aplicada nas crianças menos de 5 anos que completaram apenas o esquema básico de duas doses com a VPC10.

A vacina só é contraindicada para pessoas com alergia grave a algum componente da fórmula, ou que apresentaram reação alérgica severa em doses anteriores. Recomenda-se também que quem estiver com febre espere melhorar antes de se imunizar.

 

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 20 de maio de 2026

RN vai realizar a primeira cirurgia de gênero

 


O Rio Grande do Norte vai realizar a primeira cirurgia de “redesignação sexual” ou de “Gênero”. A informação foi confirmada pela coordenadora da Diversidade Sexual e de Gênero da Secretaria de Mulheres, Juventude, Igualdade Racial e Direitos Humanos do RN (SEMJIDH), Rebeca de França.

Os procedimentos serão realizados em Natal com duas mulheres trans e representam um marco na saúde e na inclusão da população trans no estado. Atualmente, apenas Rio Grande do Sul, Goiás, Rio de Janeiro, Pernambuco e São Paulo realizam esse tipo de cirurgia de redesignação sexual ou de gênero. Segundo Rebeca de França, o Rio Grande do Norte passa a integrar o grupo de estados que contam com profissionais preparados para atender a demanda de pessoas trans que buscam adequação corporal e qualidade de vida. “Essas cirurgias colocam o RN como um estado que possui profissionais sensíveis e comprometidos com a verdadeira medicina. A ciência é utilizada para melhorar a vida, o psicológico, a anatomia e a convivência dessas pessoas nas relações sociais”, afirmou.

Procedimento representa dignidade e inclusão social

A coordenadora destacou ainda que o procedimento representa dignidade e inclusão social para os pacientes. “Essas pessoas conseguem adaptar o corpo à sua identidade de gênero com respaldo médico e dignidade. Assim, conseguem se sentir mais confortáveis nos ambientes em que convivem”, explicou. Apesar do avanço, o procedimento ainda não é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte. No entanto, de acordo com Rebeca, planos de saúde já cobrem esse tipo de cirurgia em alguns casos. Ela afirmou ainda que a realização das primeiras cirurgias pode incentivar o Governo do Estado a ampliar o atendimento especializado na rede pública estadual.

“O objetivo é chamar a atenção do estado para habilitar ambulatórios e iniciar esse atendimento pelo SUS. Existem contrapartidas do Ministério da Saúde e isso não impactaria diretamente o orçamento estadual”, disse.

Ponta Negra News