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quarta-feira, 22 de abril de 2026

CCJ vota PEC que prevê o fim da escala 6×1 nesta quarta

 


A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara vota nesta quarta-feira (22) o relatório sobre o fim da escala 6×1. A PEC 8/2025, que trata do tema, já conta com parecer favorável do relator, Paulo Azi (União-BA), apresentado na semana passada. A votação, no entanto, foi adiada após pedido de vista.

O texto sugere uma redução na jornada de trabalho semanal sem alteração nos salários dos trabalhadores. O documento agrupa dois projetos. Um da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que determina a redução para 4 dias de trabalho por semana e 3 de descanso em uma jornada de 36 horas semanais. O outro do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) fala somente em uma redução da jornada para 36 horas semanais.A expectativa do governo e de deputados do centrão é de aprovação do texto nesta quarta. Para avançar na CCJ, a PEC exige maioria simples, com quórum mínimo de 34 deputados. Com isso, o próximo passo é levar a proposta para uma comissão especial que será responsável por discutir o mérito da proposta.

O relator foi favorável à admissibilidade da PEC, ou seja, a legitimidade do projeto junto à Constituição. Azi, no entanto, deixou claro que é preciso que a comissão especial faça ajustes. Ele disse que vai recomendar no relatório uma redução para que a jornada semanal seja de 5×2 e usou a proposta do próprio governo para justificar esse argumento.

“O próprio governo e as próprias centrais sindicais sinalizaram para uma proposta intermediária, que seria a redução da jornada para 40 horas e a adoção da escala 5×2. Esse é o primeiro ponto que nós vamos indicar como sendo um objeto de avaliação da comissão especial”, disse o relator.

A votação estava marcada para acontecer na última quarta, mas foi adiada por um pedido de vista de Lucas Redecker (PSDB-RS) e Bia Kicis (PL-DF) 15. Por isso, foi necessário cumprir o prazo de duas sessões de plenário para retomar a pauta.

Com informações de CNN

segunda-feira, 20 de abril de 2026

O Norte que deve guiar o debate eleitoral no RN

 


O Rio Grande do Norte caminha para uma disputa eleitoral que se desenha concentrada em três principais pré-candidaturas ao Governo do Estado: Allyson Bezerra (União), Álvaro Dias (PL) e Cadu Xavier (PT). São nomes que, até o momento, aparecem melhor posicionados nas pesquisas divulgadas e registradas, consolidando-se como protagonistas do cenário.

É necessário que os pré-candidatos deixem em segundo plano o embate estritamente político-partidário e concentrem suas atenções naquilo que realmente importa: o futuro do Estado. O eleitor aguarda propostas consistentes.

O Estado reúne credenciais raras no cenário nacional: maior produtor de petróleo em terra do Brasil e líder na produção de melão, sal e geração de energia eólica. O Estado soma a essas riquezas naturais um dos litorais mais belos do País. Esse conjunto de vantagens competitivas coloca o RN em posição privilegiada para projetar um futuro de desenvolvimento consistente, capaz de gerar oportunidades e melhorar a qualidade de vida da população.

Diante desse cenário, é fundamental que o debate político esteja à altura dos desafios e das oportunidades. Mais do que revisitar erros do passado, o momento exige visão de futuro, planejamento e compromisso com soluções viáveis.

Os pré-candidatos precisam apresentar caminhos concretos para o desenvolvimento do Estado. Até porque o próprio nome já aponta a direção: o Norte que guia e orienta.

Heitor Gregorio

domingo, 19 de abril de 2026

Cadê as propostas para tirar o RN da crise? Por enquanto pré-candidatos seguem na troca de acusações

 


A disputa pelo governo do Rio Grande do Norte começa a ganhar volume nas redes sociais, mas segue pobre no que realmente importa. Em vez de propostas concretas, o que se vê é um desfile de discursos inflamados, acusações vazias e trocas de ataques que pouco contribuem para o futuro do estado.

Enquanto isso, a realidade do RN continua sendo marcada por uma grave crise fiscal e administrativa. Diante desse cenário, é inevitável questionar: onde estão os planos e propostas consistentes dos pré-candidatos ao governo, para reverter esse quadro? Como os pré-candidatos pretendem enfrentar a inadimplência do estado, recuperar a capacidade de investimento e lidar com um endividamento que compromete o presente e o futuro?

Nomes como Álvaro Dias, Allyson Bezerra e Cadú Xavier já se colocam no debate, mas ainda deixam lacunas importantes. Quais são, de fato, suas propostas para atrair investimentos, gerar empregos e reequilibrar as contas públicas? Como pretendem devolver previsibilidade à gestão e garantir melhores condições ao funcionalismo?

Até agora, essas respostas seguem ausentes. O eleitor potiguar não precisa de mais narrativas ou confrontos superficiais — precisa de clareza, responsabilidade e compromisso com soluções reais. Sem isso, a pré-campanha corre o risco de repetir velhos erros: muito barulho e pouca entrega. 

GD

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Lideranças do PT avaliam Odon Júnior para vice de Cadu Xavier

 


Articulação interna busca fortalecer candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte com nome do Seridó. Decisão final até 4 de maio.

Lideranças partidárias da base governista, em reunião estratégica que contou com a governadora Fátima Bezerra (PT) e dirigentes aliados nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, avaliaram o nome do ex-prefeito de Currais Novos, Odon Júnior (PT), como uma das principais opções para a vaga de vice na chapa do pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT). A escolha busca fortalecer a representatividade do interior do estado, especialmente a região do Seridó, e acomodar as forças políticas da federação partidária, moldando decisivamente o cenário eleitoral para os cidadãos potiguares.

A discussão sobre a composição da chapa majoritária ganhou peso no encontro, onde se consolidou a percepção de que o vice deve não apenas representar o interior, com foco na região do Seridó, mas também possuir comprovada experiência administrativa.

Essa análise se alinha a movimentos recentes, como a declaração de Cadu Xavier ao Repórter 98, da 98FM Natal, indicando que a vaga de vice não se restringe necessariamente a uma mulher, abrindo caminho para opções masculinas que estejam em sintonia com as pautas do grupo político.

Outro ponto crucial é a necessidade de equilíbrio partidário. A federação composta por PT, PCdoB e PV enfrenta um desafio de acomodação, com um número elevado de pré-candidatos à Câmara Federal pelo PT. A inserção de Odon Júnior na chapa majoritária aliviaria essa pressão, redistribuindo espaços e fortalecendo a aliança.

Além disso, lideranças da base defendem a escolha de um ex-prefeito para a vice, com o objetivo de reforçar o discurso municipalista da candidatura. Este movimento estratégico visa igualar a chapa governista a possíveis adversários que já contam com nomes de perfil semelhante, garantindo maior competitividade eleitoral.

Odon Júnior, com dois mandatos como prefeito de Currais Novos, desponta como uma opção robusta, unindo apoio interno e simbolizando uma região eleitoralmente vital. Apesar de outras possibilidades terem sido consideradas, a apuração de Saulo Spinelly revela que elas não progrediram nas rodadas de negociação mais recentes.

A decisão final sobre a chapa governista está prevista para até 4 de maio. A data foi confirmada por Larissa Rosado, presidente estadual do PSB, durante entrevista ao podcast PodTudo, da 98FM Natal, sublinhando que o martelo será batido após novas conversas entre os partidos aliados.

FM

Na CFF da ALRN, Estado fixa 13 de maio para iniciar liberação de emendas parlamentares Deixe uma resposta

 


Na reunião da Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) realizada na manhã desta quarta-feira (15), a controladora geral do Estado, Luciana Daltro, prestou esclarecimentos aos deputados, prefeitos e representantes do Ministério Público (MPE/RN) e do Tribunal de Contas (TCE/RN) sobre as ações empreendidas pelo governo na tramitação do pagamento das emendas parlamentares. Luciana Daltro anunciou a previsão de 13 de maio para o sistema começar a liberar as emendas. Por ser ano eleitoral, o prazo para o pagamento de emendas parlamentares é até 7 de julho, três meses antes do pleito eleitoral.

Na terça-feira (14), por solicitação do presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), e deliberação do colegiado de líderes do Legislativo do RN uma comissão de deputados estaduais formada por Cristiane Dantas (PSDB), Francisco do PT e Coronel Azevedo (PL) e integrantes do TCE-RN e de Governo do Estado reuniram-se para tratar da tramitação e pagamento das emendas parlamentares do modo restos a pagar de 2025 e transferências especiais do exercício de 2026.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

6x1: Oposição pede vista e adia votação da redução da jornada de trabalho

 


A votação das propostas da redução da jornada de trabalho na CCJ da Câmara foi adiada após pedido de vista. O relator, Paulo Azi (União-BA), leu seu parecer e, em seguida, o deputado Lucas Hedecker (PSD-RS) pediu o adiamento da votação.

O que aconteceu

Azi votou pela admissibilidade da proposta da redução da jornada de trabalho. O parecer foi lido na manhã de hoje na CCJ da Câmara.

Após a leitura, o deputado Lucas Hedecker (PSD-RS) pediu vista. Segundo ele, o pedido é para que os parlamentares tenham tempo de analisar o parecer, que foi apresentado no início da sessão.

Agora, a votação deve ficar para a última semana de abril. Com o pedido de vista, a análise será suspensa por duas sessões de plenário, adiando a votação do parecer para o fim do mês.

As propostas em análise são de autoria dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP). Elas foram apensadas por tratarem do mesmo tema.

A proposta de Reginaldo Lopes prevê a redução da jornada para 36 horas semanais ao longo de dez anos. Já a de Erika Hilton propõe a adoção da escala 4x3, com três dias de descanso.

Próximo passo após a CCJ é a discussão da proposta em uma comissão especial. Só depois, irá para o plenário da Câmara. Também é necessária análise no Senado.

Na CCJ, os deputados analisam apenas a constitucionalidade da proposta. O mérito será discutido na comissão especial, caso o parecer seja aprovado.

No parecer, Azi recomenda que a comissão especial avalie a criação de uma regra de transição para a redução da jornada. Ele também sugere a análise dos impactos econômicos e setoriais da medida.

Veja

terça-feira, 14 de abril de 2026

Candidatura de lula em 2026 será definida pelo PT

 


Em entrevista, Presidente Luiz Inácio Lula da Silva revela motivações éticas e conjunturais para possível reeleição. Partido decide em julho.

Em uma reveladora entrevista concedida nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que a decisão sobre sua eventual candidatura à reeleição em 2026 caberá ao Partido dos Trabalhadores, em convenção prevista para julho. A declaração, que movimenta o tabuleiro político nacional, sinaliza um possível retorno do presidente à disputa, motivado por um 'compromisso moral, ético e até cristão' para impedir o que ele chamou de 'fascista' de voltar ao poder, e por sua própria percepção de ter 'muita energia' para continuar o trabalho, fatores que podem moldar profundamente o futuro do país e suas políticas sociais.

O presidente ressaltou que sua intenção não é meramente buscar um quarto mandato, mas sim responder a um chamado das 'circunstâncias políticas e o momento conjuntural'. Ele enfatizou o legado de seus governos anteriores, manifestando orgulho pelas realizações e o desejo de ver o país seguir um caminho de inclusão social, em contraponto a políticas que, segundo ele, privilegiam apenas o mercado financeiro.

A fala de Lula sugere uma preocupação com a estabilidade democrática e com a direção social do país. Ele fez um apelo à memória política nacional, avaliando governos anteriores como 'bem-sucedidos' (Tancredo Neves e FHC) ou um 'desastre' (Fernando Collor de Mello), traçando paralelos com a importância das escolhas eleitorais para a vida dos cidadãos.

Ao expressar sentir-se 'com tanta energia para ser presidente da República como eu estou agora', Lula projeta uma imagem de vigor e determinação, características que podem influenciar a decisão de seu partido e a percepção do eleitorado. Ele explicitou a dinâmica de sua relação com o mercado, afirmando que este 'sempre vai querer outro candidato, porque eles não querem política de inclusão social. Eles querem política para pagar a taxa de juros deles. E eles não sabem que eu quero fazer muito mais', evidenciando as tensões entre diferentes visões de país.

Portanto, a convenção de junho do PT se torna um evento-chave para o panorama político brasileiro, que irá delinear não apenas o futuro eleitoral de um dos maiores líderes do país, mas também o rumo das discussões sobre justiça social e desenvolvimento econômico que impactam diretamente a vida de milhões de brasileiros.

sábado, 11 de abril de 2026

Rafael Motta acusa Rogério Marinho de ter "comprado" mandato no Senado

 


O ex-deputado federal Rafael Motta (PDT) acusou o senador Rogério Marinho (PL) de ter "comprado" o mandato nas eleições de 2022. Em entrevista à rádio 98 FM, Rafael afirmou que a vitória de Marinho naquele pleito foi facilitada pela injeção de recursos do Governo Federal em municípios potiguares.

"Rogério simplesmente despejou bilhões de reais aqui no Rio Grande do Norte. Basicamente, comprou o mandato de forma completamente atabalhoada. Foi, assim, um trator, realmente, que saiu arrasando o Estado", declarou.Em 2022, Rogério Marinho era ministro do Desenvolvimento Regional no governo do então presidente Jair Bolsonaro e deixou o cargo para disputar o Senado pelo Rio Grande do Norte. Foi eleito com 41,85% dos votos válidos em uma disputa contra o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo, que obteve 33,4%, e contra Rafael Motta, que à época era deputado federal e acabou com 22,76%.

Questionado pelos entrevistadores se estava afirmando que o senador havia comprado o mandato, o ex-deputado reafirmou sua posição. "Sim. Com as minhas emendas, eu mandava uma emenda de um trator, por exemplo, para um prefeito, ao passo de que ele (Rogério Marinho) mandava um trator para um suplente de vereador. Então, é uma disputa completamente desleal. Do meu ponto de vista, é isso, sim. É uma compra de votos, indireta que seja", disse.

Durante a entrevista, Rafael Motta reconheceu que a fragmentação do campo progressista contribuiu para o resultado e fez uma autocrítica. Na ocasião, o PT apoiava Carlos Eduardo, enquanto Rafael decidiu seguir em uma candidatura própria. "Eu posso hoje, sim, fazer um mea culpa, sem problema algum, em relação ao que aconteceu", afirmou.

Ele revelou, inclusive, ter recebido uma reprimenda da governadora Fátima Bezerra (PT). "Fatinha puxou minha orelha demais naquele dia (quando ele anunciou que seria candidato em 2022). Ave Maria! Nunca vi ela tão brava", afirmou. "Mas ela entende. Essa inquietude da juventude... Naquele momento, eu era um cara bem teimoso. Teimoso no sentido de exigir o que a gente acha que é o correto", declarou.

Apesar do episódio, o ex-deputado enfatizou que a relação foi restabelecida. "Esse ponto é pacífico já. Eu já tive vários encontros com Fátima", concluiu.

Sobre 2022, o ex-parlamentar ponderou, contudo, que a simples soma dos seus votos com os que Carlos Eduardo recebeu não garantiria a vitória de um candidato de esquerda. "Analisar um resultado após a eleição é muito fácil. Mas não é tão simples somar os percentuais e dizer que aquele nicho de votos iria para um único candidato", observou.

Ele também destacou fatores políticos que, em sua avaliação, influenciaram o pleito. "Provavelmente, os votos da política, do meu ponto de vista, migrariam para o candidato Rogério", acrescentou, avaliando o cenário em que ele não fosse candidato.

Rafael ainda ressaltou que disputou o Senado em condições adversas. “Naquele momento, eu fui candidato basicamente sozinho. Eu tinha 16 prefeituras, alguns vereadores, não tinha governo federal, era oposição ao governo federal, não tinha senador, não tinha deputado federal, não tinha deputado estadual, não tinha basicamente prefeito de grandes capitais votando em mim”, afirmou.

Apesar da derrota, avaliou positivamente sua trajetória na disputa. “Nem sempre quando você perde, é uma derrota. Eu acho que saí grande, respeitado. Fiz a minha campanha com sorriso no rosto, com muita alegria”, declarou.

Em 2026, o PT e Rafael Motta se reaproximaram. O ex-deputado federal disputa com o ex-senador Jean Paul Prates a indicação do PDT para a disputa do Senado. O nome que vencer a disputa interna fará uma dobradinha com a candidatura da vereadora de Natal Samanda Alves (PT), com apoio de Fátima Bezerra.

Fonte:Agorarn

sexta-feira, 10 de abril de 2026

MDB reúne nominata completa e define alinhamento político para Eleições 2026

 


Os pré-candidatos a deputado estadual do MDB do Rio Grande do Norte (MDB-RN) se reuniram na tarde desta quinta-feira, dia 9, para o alinhamento de estratégias de pré-campanha com foco nas Eleições 2026.

A reunião, realizada na nova sede do partido, em Natal, foi conduzida pelo presidente estadual da sigla e pré-candidato a deputado estadual Walter Alves e contou com a presença dos pré-candidatos: Ivan Júnior, Josivan Bibiano, Antônio Jácome, professor Emerson Melo, Luís Carlos, Carlos Santos, Salete Campelo, Ângela Paiva, Coronel Costa, Ivanilda Tenório, Marlene Monte, Ellen Rocha, Sara Santos, Hordelin Silva, além de outros integrantes da nominata.

O partido chega ao momento com uma nominata considerada uma das mais competitivas do Rio Grande do Norte, formada por 25 nomes com forte atuação política em diversas regiões. A expectativa é a de um desempenho expressivo nas Eleições de 2026, com potencial de eleger até quatro deputados estaduais.

O encontro desta quinta contou ainda com a presença do pré-candidato a governador Allyson Bezerra, do pré-candidato a vice-governador Hermano Morais e do ex-senador Garibaldi Filho.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Senado aprova PEC de Rogério Marinho que protege a liberdade de imprensa

 


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (8), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 67/2023, de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição. O texto altera o artigo 220 da Constituição Federal para reforçar a liberdade de imprensa e de expressão no país. A proposta, aprovada por unanimidade pelo colegiado, estabelece que veículos de comunicação não poderão ser responsabilizados civilmente por declarações feitas por entrevistados, transferindo essa responsabilidade ao autor da fala.

Conhecida como PEC da liberdade de imprensa, a proposta foi apresentada como resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) firmada em novembro de 2023, no julgamento do Tema 995 da repercussão geral. Na ocasião, a Corte definiu que empresas jornalísticas podem ser responsabilizadas civilmente em casos de entrevistas nas quais o entrevistado atribua falsamente a outra pessoa a prática de um crime, entendimento que, na avaliação do parlamentar, fragiliza a livre atuação da imprensa.

O parecer aprovado na CCJ foi apresentado pelo senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR). O texto isenta empresas de comunicação de responsabilidade civil por falas de terceiros concedidas em entrevistas, preservando a atividade jornalística e reforçando a proteção à liberdade de expressão. A proposta visa evitar o fenômeno de intimidação da imprensa e a autocensura em suas manifestações por preocupação com sanções e indenizações (“chilling effect”), uma vez que o ordenamento jurídico já prevê mecanismos legais para reparação de eventuais danos sofridos por manifestações.

Em defesa da proposta, Rogério Marinho afirmou que a medida busca corrigir um desequilíbrio institucional produzido pela interpretação firmada pelo Supremo. Para o senador, a legislação brasileira já prevê instrumentos adequados para responsabilizar excessos praticados por indivíduos, sem que se imponha aos veículos de imprensa o ônus de responder civilmente por manifestações de terceiros no exercício da atividade jornalística.

O líder da oposição no Senado destacou o significado da aprovação da PEC e relacionou a iniciativa à preservação de garantias democráticas. “O cerne, a espinha dorsal de uma sociedade democrática, é uma imprensa livre, desassombrada, sem receio de fazer a crítica ao governante de ocasião, sem receio de expor as mazelas de qualquer que seja a administração pública”, afirmou. Para Rogério Marinho, a aprovação unânime da proposta na CCJ representa um passo importante para o reequilíbrio institucional e para a defesa da liberdade de expressão e de imprensa no Brasil.

Lula e Congresso Divergem Sobre Futuro da Escala 6x1

 


Nesta quarta-feira, 8 de abril de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a intenção de enviar ao Congresso Nacional, ainda esta semana, um projeto de lei para regulamentar a escala de trabalho 6x1. Contudo, a iniciativa presidencial já enfrenta forte resistência. 

O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6x1 na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Paulo Azi (União-BA), confia na aprovação de seu texto e minimiza a proposta de Lula. Essa divergência de caminhos pode gerar um embate legislativo crucial, impactando diretamente a jornada de milhões de trabalhadores brasileiros.

Azi comunicou a aliados sua convicção de que a PEC 6x1, que busca definir o novo formato de trabalho, avançará. Para o relator, a manifestação do presidente Lula seria mais um movimento político para as eleições nacionais de 2026, buscando marcar posição favorável na pauta, do que uma ação efetiva com chances de sucesso no Congresso.

Um dos pilares da argumentação de Paulo Azi é a segurança jurídica. Ele afirma que apenas uma PEC possui a robustez constitucional necessária para ser chancelada em caso de contestação no Supremo Tribunal Federal (STF). Um projeto de lei, segundo o deputado, seria juridicamente frágil e correria o risco de ser derrubado pela Corte.

Além disso, o relator vê na insistência do Executivo em um projeto de lei um possível confronto com o Poder Legislativo. Em conversas reservadas, Azi ressalta que Lula não encampou a ideia de regulamentar a escala 6x1 em seus mandatos anteriores e que seria inoportuno retirar agora o protagonismo do Congresso, que já avançou com a PEC, uma iniciativa dos próprios deputados.

Apesar de ser uma das prioridades do governo para o ano de 2026, a PEC 6x1 — que visa extinguir a escala de trabalho de seis dias para um de descanso — é fruto de propostas de parlamentares, como a deputada Érika Hilton (Psol-SP) e o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A expectativa é que a PEC seja votada na CCJ da Câmara já na próxima semana, dando continuidade a um rito que ainda prevê passagem por uma comissão especial de mérito e votação em plenário antes de seguir para o Senado.

Lula insiste em PL, líder do governo discorda

Em entrevista concedida ao site ICL na quarta-feira, 8 de abril de 2026, o presidente Lula reiterou sua convicção. "A gente vai conseguir. Inclusive estou mandando o Projeto de Lei esta semana para o Congresso Nacional. Então, nós vamos votar e vamos aprovar. Eu tenho certeza de que vai aprovar", declarou.

Ainda assim, a estratégia do Executivo encontra resistência até mesmo dentro da base governista. Como noticiado anteriormente, o líder de Lula na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), também manifesta preferência pela tramitação da PEC e classifica como um “erro” a insistência em tratar o tema por meio de um projeto de lei.

Durante um almoço com empresários organizado pelo Esfera Brasil, em Brasília, Guimarães revelou que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), assumiu o compromisso com o governo de entregar a proposta votada no plenário até o final de maio. “Como é uma questão central do presidente (Lula), se a coisa evoluir, não precisa mandar, porque, se mandar agora, é crise. Mas eu sei que no governo há uma opinião de que já devia ter mandado há muito tempo, e eu estou segurando, segurando. Ele (presidente Lula) disse hoje que vai mandar, mas fez um parênteses: eu vou ouvir o presidente Hugo Motta”, afirmou o líder.

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Encerrados os prazos de filiações partidárias e de desincompatibilização, o cenário político entra em uma nova e decisiva fase.

 


Com as regras do jogo já cumpridas e o tabuleiro praticamente definido, o processo eleitoral deixa o campo das articulações iniciais e passa a ganhar ritmo, forma e direção mais clara.

A partir de agora, tem início oficialmente a corrida eleitoral. É o período em que os pré-candidatos intensificam suas agendas, ampliam o diálogo com lideranças, consolidam alianças estratégicas e buscam maior visibilidade junto ao eleitorado. Mais do que nunca, cada gesto, cada declaração e cada movimento passam a ter peso significativo na construção de suas candidaturas.

Também é nesse momento que o debate público tende a se intensificar. Propostas começam a ser mais detalhadas, posicionamentos ficam mais evidentes e a disputa por espaço e atenção se torna mais acirrada. As ruas, as redes sociais e os bastidores da política se transformam em arenas permanentes de articulação e convencimento.

Em outras palavras, abre-se a fase mais dinâmica e estratégica do processo eleitoral. A “temporada de busca por votos” está oficialmente em curso — e, daqui em diante, a capacidade de mobilização, comunicação e articulação política será determinante para definir quem chegará mais forte ao dia da votação e, consequentemente, ao resultado nas urnas. 

GD

sexta-feira, 3 de abril de 2026

ELEIÇÕES 2026: Janela partidária para deputados federais, estaduais e distritais termina nesta sexta-feira (3)

 


A janela partidária se encerra nesta sexta-feira (3) e representa a última data para deputados federais, estaduais e distritais mudarem de partido sem risco de perder o mandato.

Aberto em 5 de março, o período de 30 dias ocorre em anos eleitorais e permite a migração de parlamentares eleitos pelo sistema proporcional. O objetivo é reorganizar as forças políticas antes das eleições de 2026, marcadas para outubro.

Neste ano, a regra não se aplica aos vereadores, já que foram eleitos em 2024 e não estão em fim de mandato.

Já ocupantes de cargos majoritários — como presidente da República, governadores e senadores — podem trocar de partido a qualquer momento, sem necessidade de justificativa.

Para cargos proporcionais, a lógica é diferente: o mandato pertence ao partido, não ao eleito. Por isso, fora da janela, a troca só é permitida com “justa causa”. Durante o período, porém, a mudança é automaticamente considerada válida pela Justiça Eleitoral.

Eleições 2026

Nas eleições gerais de 2026, mais de 150 milhões de brasileiros irão às urnas no dia 4 de outubro para escolher seis cargos. Diferentemente de 2022, haverá votação para duas vagas ao Senado.

A ordem de votação será:

  • deputado federal
  • deputado estadual ou distrital
  • senador (primeira vaga)
  • senador (segunda vaga)
  • governador e vice-governador
  • presidente e vice-presidente da República

Com o fim da janela, o cenário partidário começa a se consolidar para a disputa eleitoral do próximo ano.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Renovação deve marcar nova composição da Assembleia Legislativa do RN a partir de 2027

 


A composição da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte deve passar por mudanças relevantes após as eleições de 2026. A estimativa é de que entre oito e nove das 24 cadeiras sejam ocupadas por novos nomes, mantendo-se o número total de vagas.

O cenário já começa a se desenhar com a saída confirmada de alguns parlamentares experientes. Vivaldo Costa e José Dias caminham para o encerramento de suas trajetórias políticas, enquanto Dr. Bernardo vai disputar uma vaga na Câmara Federal. Já Hermano Morais se prepara para concorrer como vice na chapa encabeçada por Allyson Bezerra. Essas movimentações, por si só, já abrem espaço direto para o surgimento de novas lideranças.

Além disso, parte dos atuais deputados deve enfrentar um ambiente mais desafiador na busca pela reeleição, seja pelo desgaste natural dos mandatos, mudanças nas bases eleitorais ou pelo fortalecimento de novos nomes em diferentes regiões do estado.

A disputa de 2026 tende a ser mais acirrada e exigirá dos candidatos não apenas visibilidade, mas também forte articulação política, bases consolidadas e presença ativa nos municípios.

Com o avanço de novas lideranças e um cenário mais competitivo, a Assembleia Legislativa que tomará posse em 2027 deverá refletir um quadro de renovação expressiva. Nesse contexto, sairá na frente quem conseguir se adaptar melhor às novas dinâmicas políticas e eleitorais.

Chegadas de Milenag Galvão, Micarla de Souza e Ludmila podem colocar o PSDB na briga por uma vaga na câmara federal.

 


O cenário da disputa por vagas na Câmara Federal no Rio Grande do Norte começa a ganhar novos contornos com a possível entrada de três nomes de peso no PSDBMilena GalvãoMicarla de Souza e Ludmila.

Milena Galvão chega fortalecida por sua base política e também pelo peso do sobrenome: ela é irmã do presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira, o que amplia sua capilaridade eleitoral no estado.

Outro nome que chama atenção é o de Micarla de Souza, ex-prefeita de Natal, que volta ao radar político e pode contribuir com recall eleitoral, especialmente na capital potiguar.

Já Ludmila surge como novidade no grupo após deixar o PL, movimento que reforça a estratégia do PSDB de montar uma nominata mais competitiva para 2026.

Com essas possíveis filiações e pré-candidaturas, o PSDB passa a ser observado com mais atenção nos bastidores, podendo entrar na disputa real por uma vaga na Câmara Federal — algo que até pouco tempo parecia distante no estado.

A movimentação indica que o partido trabalha para voltar ao protagonismo no RN, apostando em nomes com densidade eleitoral e histórico político.

GS

segunda-feira, 30 de março de 2026

Eleições 2026: Confira os principais nomes das cinco nominatas para deputados estaduais no RN

 


Cada nominata pode apresentar até 25 candidatos, sendo que, obrigatoriamente, ao menos 9 devem ser do sexo feminino.

As listas abaixo ainda estão em processo de formação. Há intensos movimentos de entradas e saídas, e até o prazo final, em 4 de abril, novas mudanças ainda podem ocorrer. Meu foco foi nas cinco principais nominatas, que têm maiores chances de superar o quociente eleitoral e participar da divisão das vagas.

Veja a seguir como estão as nominatas neste momento:

PT/PCdoB/PV
Francisco do PT
Isolda Dantas
Divaneide Basílio
Ivanilson Oliveira
Eudiane Macedo
Ubaldo Fernandes
Milklei Leite
Kaline Amorim
Flávio de Berói
Marina Marinho
Gustavo Soares
Ivan Baron
Daniel Valença
Pedro Lopes

PL
Gustavo Carvalho
Doutor Kerginaldo
Tomba Farias
Luiz Eduardo
Coronel Azevedo
Adjuto Dias
Anne Lagartixa
Jorge do Rosário
Gabriel César
Camila Araújo
Robson Carvalho
Getúlio Rêgo
Geovane do Melão

MDB
Walter Alves
Josivan Bibiano
Ivan Júnior
Antônio Jácome
Mara Cavalcanti
Carlos Santos
Holdelin Silva
Ângela Jucelyh
Professor Emerson Melo
Júnior Rocha

PSDB
Ezequiel Ferreira
Cristiane Dantas
Taveira Júnior
Terezinha Maia
Érico Jácome
Léo Souza
Pio X Fernandes
Rossane Patriota
Tuca Lisboa
Any Spy das Unhas
Juliana Celly

UNIÃO BRASIL/PP
Kléber Rodrigues
Nélter Queiroz
Neílton Diógenes
Galeno Torquato
Júlio César
Cinthia Pinheiro
Vavá Azevedo

quinta-feira, 26 de março de 2026

Disputa por controle partidário torna pré-campanha mais tensa

 


Nas mãos ainda do pré-candidato a governador Álvaro Dias, o partido Republicanos pode ir e pode não ir para o controle do presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira (PSDB).

Por enquanto, não. E muito dificilmente isso acontecerá.

Esse é mais um ingrediente a engrossar a tensão na pré-campanha eleitoral do estado.

Há uma disputa pela legenda e ela fugiu ao controle do bolsonarismo no RN, que tinha com o certa a montagem de nominata forte no partido à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa, pelo próprio Ezequiel Ferreira. Porém, as costuras políticas não avançaram e irritaram lideranças nacionais do Republicanos, como o presidente da Câmara dos Deputados, o paraibano Hugo Motta.

Brecha mais do que suficiente para que o partido passasse a ser disputado também por outras forças políticas fora do bolsonarismo.

A federação União Brasil/Progressistas, Solidariedade e PSD esperam agregá-lo ao projeto de eleição ao governo do prefeito mossoroense Allyson Bezerra (UB).

Brasília ferve!

O RN, então…

Fonte:Carlos Santos

Ezequiel negocia com novo partido e pode levar nominata completa

 


Não faltam opções partidárias ao presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira, após ver frustrados seus planos de ingressar no Republicanos. A definição do novo partido deve ocorrer até o final da semana.

Até o momento, as conversas mais avançadas são com o Podemos. Ezequiel chegou a dialogar com o presidente estadual da sigla, Fernando Bezerra.

Também há a possibilidade de o deputado permanecer no PSDB. O senador Styvenson Valentim sinalizou positivamente para essa alternativa. Além disso, Ezequiel também teria recebido convites para filiação ao PSB, PDT e Solidariedade.

A escolha do partido não é simples nesse caso. Ezequiel não chegará sozinho à legenda que escolher. Com ele, devem migrar outros deputados e pré-candidatos, formando uma nominata completa para deputado estadual.

Por isso, antes de tomar a decisão, Ezequiel busca contato direto com a direção nacional das siglas. Estão em jogo o fundo eleitoral, o controle estadual da legenda e o nível de comprometimento do partido com o seu projeto político.

Neto Queiroz

terça-feira, 24 de março de 2026

Por que Álvaro Dias não se filiou ao PL?

 


O evento político realizado no último sábado, no Boulevard Recepções, que lançou a chapa para o Governo do RN Álvaro Dias e Babá Pereira, acabou gerando questionamentos sobre a ausência de filiação do pré-candidato ao Governo ao Partido Liberal(PL).

Apesar de dividir o palanque com lideranças como Valdemar da Costa Neto e Flávio Bolsonaro, Álvaro não oficializou sua entrada na legenda, ao contrário de outros nomes que se filiaram durante o evento.

Nos bastidores, duas razões principais explicam o adiamento.

A primeira envolve uma questão jurídica-eleitoral: Álvaro ainda aparece nas inserções partidárias do Republicanos ao longo de março, convocando aliados para a legenda, o que inviabilizaria uma mudança imediata. A segunda diz respeito a ruídos internos no Republicanos no Rio Grande do Norte, especialmente diante do novo comando articulado por Ezequiel Ferreira de Souza e pelo prefeito Paulinho Freire. Há ainda um compromisso político com Hugo Motta para formar uma nominata competitiva à Câmara Federal, missão que ainda não avançou como esperado.

Nesse contexto, a permanência temporária de Álvaro no Republicanos também cumpre um papel estratégico: evitar que o partido fique livre para composições com grupos adversários. Com o prazo de filiações se encerrando em 4 de abril, o cenário segue em aberto e sujeito a mudanças, impactando diretamente a formação das chapas e o tempo de rádio e televisão — um ativo relevante, já que a legenda dispõe de cerca de um minuto nas inserções eleitorais.

Do TL

Milena Galvão é cotada como candidata a deputada federal

 


A vice-prefeita de Currais Novos, Milena Galvão, deverá disputar uma vaga na Câmara Federal nas eleições de 2026. A informação foi revelada nesta segunda-feira (23) pelo ex-vice-governador Fábio Dantas, durante entrevista ao programa Repórter 98.

Irmã do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira, Milena surge como uma novidade no cenário.

De acordo com Fábio Dantas, a definição partidária ainda está em aberto e será construída internamente. O grupo conta, além dele e de Ezequiel, com o prefeito de Natal, Paulinho Freire, e o presidente da Câmara Municipal, Eriko Jácome.

De Heitor Gregório