O prefeito de Bodó, Horison José da Silva (PL), nem respondeu as críticas do ex-prefeito Marcelo Porto Filho, usou o poder da caneta e o exonerou do cargo de primeiro escalão da Prefeitura, assim como despediu a mulher do ex-aliado político.
O "Diário Oficial dos Municípios" desta terça-feira (25), duas portarias que formalizam a exoneração de ocupantes de cargos do primeiro escalão da administração municipal.
Por meio da Portaria nº 298/2026, o prefeito Horison José da Silva exonerou Marcelo Mário Porto Filho do cargo de Secretário Municipal de Governo, símbolo CC-1.
Já a Portaria nº 299/2026 determinou a exoneração de Verlandia Oliveira Araújo Porto, que ocupava o cargo de Secretária Municipal de Trabalho, Habitação e Assistência Social, também com símbolo CC-1.
Todo esse ato ocorreu após confirmação do rompimento do ex-prefeito Marcelo Porto, não contou conversa e de imediato Ex-prefeito de Bodó, Marcelo Porto Filho anunciou, nas redes sociais, seu rompimento político com o atual prefeito do município, Horison José da Silva (PL), a quem apoiou para sucedê-lo nas eleições de 2024. "Desde 2025 tento ligar, tento conversar e alertar e não consigo, nem as minhas ligações atende", diz ele, que agora decidiu "explicar de forma direta os verdadeiros motivos", o caos financeiros em que se encontra a prefeitura.
Marcelo Porto conta que ao deixar a prefeitura, ficou em caixa R$ 12 milhões, mas em menos de dois anos de gestão, o município "está com dificuldade para resolver o básico".
Segundo o ex-prefeito, o rompimento não é por questão pessoal, mas pelo descaso administrativo da atual gestão: "Como é que o município tinha cerca de 12 milhões de reserva em caixa e em menos de um ano esse dinheiro foi consumido? Houve um aumento descontrolado dos gastos, sem resultados positivos para a população".
Ele diz que a prefeitura está deixando de abastecer veículos que transportam pacientes, como também os ônibus escolares. "Tem veículos parados em oficinas por falta de pagamentos", relatou.
Para o ex-prefeito, Bodó enfrentando uma situação de descrédito administrativo, que nunca passou em sua gestão e nas administrações do falecido ex-prefeito Antônio Assunção, Francisco Avamar Alves e Francisco Santos de Souza.

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