O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, comunicou ao senador Flávio Bolsonaro (PL- RJ) que a federação formada pelo PP e pelo União Brasil vai optar pela neutralidade na eleição presidencial no primeiro turno, podendo repetir a posição no segundo turno. Como o blog mostrou, a campanha de Flávio já havia recebido uma resposta negativa da senadora Tereza Cristina (PP-MS) ao convite para compor a chapa do pré-candidato do PL à Presidência da República como candidata a vice-presidente.
Além das questões regionais, também pesou na decisão o fato de as legendas não estarem animadas com a candidatura de Flávio Bolsonaro, que enfrenta um momento de crise interna. Os partidos também temem o surgimento de novas acusações de ligações do pré-candidato do PL com o banqueiro Daniel Vorcaro.
“Expectativa de poder às vezes é maior do que o poder”, analisou uma fonte do Centrão. Em 2022, o PP se aliou ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na época, a relação de Ciro Nogueira com Bolsonaro era vista como excelente. Agora, o presidente do PP tem reclamado de Flávio Bolsonaro por não o defender quando foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF). Agora, Flávio Bolsonaro tentará uma aliança com o Republicanos, que também fechou aliança com Bolsonaro em 2022. O partido, no entanto, tem dado sinais de que também deve ficar neutro na eleição presidencial. O partido reclama que o PL não quer apoiar seus candidatos a governador em alguns estados. Um dos exemplos é o Mato Grosso. Nesta quarta, o PL lançou oficialmente a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL-MT) ao governo em detrimento de Otaviano Pivetta (Republicanos), que busca a reeleição. A conversa também parece difícil de avançar em Roraima e Acre.
BLOG DO VALDO CRUZ – G1

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