quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Bolsonaro pede autorização para receber visita de Rogério Marinho na Papudinha

 


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 18, autorização para receber visita do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), no 19º Batalhão da Polícia Militar, a Papudinha.

“O pedido tem por finalidade permitir encontro pessoal específico, a ser realizado em data oportunamente ajustada, em razão da necessidade de diálogo direto com o Peticionário”, dizem os advogados de Bolsonaro. Por enquanto, não há decisão de Moraes.

Marinho foi ministro do Desenvolvimento Regional do Brasil e secretário especial de Previdência e Trabalho no governo Bolsonaro. Em janeiro, o senador anunciou sua desistência de concorrer ao governo do Rio Grande do Norte nas eleições deste ano. O parlamentar decidiu focar em ajudar na campanha do pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RN), filho de Jair.

Saúde de Bolsonaro

Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e 3 meses de prisão à qual foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro do ano passado, na ação penal do golpe.

Nesta quarta-feira, após visitar o pai na Papudinha, o ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro disse que o político estava “sonolento e abatido” pela manhã e que, a qualquer momento, pode haver um ponto de não retorno em relação à saúde dele.

“Saio mais uma vez da Papuda nesta Quarta-feira de Cinzas, seguindo rigorosamente os dias e horários de visita – quartas e sábados. Encontrei o Presidente sonolento e abatido, obviamente se questionando sobre uma prisão que jamais deveria existir, já que não cometeu crime algum. É humanamente impossível que alguém suporte tais condições por tanto tempo e consiga manter-se ileso”, iniciou o ex-vereador, em publicação no X.

Se eu estou cansado, imagine ele. Deu tempo de dar uma arrumada em seus livros e nos poucos utensílios de plástico permitidos. Organizei também as tampas das marmitas, sempre com as mensagens que a Michelle deixa para cada refeição – pequenos gestos que mantêm a dignidade em meio ao absurdo. Mais um dia se passou, e minha preocupação só aumenta ao ver a normalização do que estão fazendo”.

Ele prosseguiu: Pode existir a qualquer momento um ponto de não retorno em relação à saúde do meu pai. Ele é uma rocha, mas é impossível não perceber que, dia após dia, a covardia que sofre o atinge cada vez mais”.

Por Guilherme Resck

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