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terça-feira, 9 de junho de 2026

RN suspende aplicação da vacina contra a dengue do Laboratório Butantan; estado não tem registro de reações

 


Por g1 RN — A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) suspendeu temporariamente a aplicação da vacina Butantan-DV contra a dengue. A medida segue uma orientação do Ministério da Saúde. No Rio Grande do Norte não houve nenhuma notificação de reação para este imunizante.

A campanha com o imunizante Qdenga, voltada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, continua normalmente no estado.

A suspensão ocorre após o Ministério da Saúde identificar 42 casos severos em investigação e dois óbitos em análise no país. Os casos podem ter relação com a vacina produzida pelo Instituto Butantan. Entre os sintomas adversos registrados estão a simulação da dengue e, em situações severas, a ocorrência de hemorragias. Ainda não há resultado conclusivo sobre a correlação dos sintomas com o imunizante.

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De acordo com a coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap, Diana Rego, o Ministério agiu de forma diligente, ao identificar 42 casos severos em investigação e dois óbitos que estão em análise para causalidade, podendo ser relacionado à vacina produzida pelo Butantan.

No Brasil, as notificações consideradas graves correspondem a 0,008% de um total de 500 mil doses aplicadas até 30 de maio. A Sesap ressalta que o monitoramento faz parte da farmacovigilância. Todas as doses de novas vacinas são acompanhadas e qualquer suspeita de risco exige a suspensão para investigação.

No Rio Grande do Norte, não houve notificação de reação à Butantan-DV. Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina Butantan-DV é a primeira do mundo aplicada em dose única e a primeira totalmente brasileira. A imunização começou no início deste ano com foco nos profissionais de saúde. O RN aplicou 5.200 das 18.520 doses recebidas.

A imunização com a vacina Qdenga segue em andamento. O imunizante registrou quadros de reação alérgica, com 108 notificações de reações adversas contabilizadas, sendo apenas duas consideradas graves.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

1ª vez no mundo: médicos realizam transplante de córnea 3D e devolvem visão a paciente cego

 


Médicos da Unidade de Córnea do Instituto de Oftalmologia do Centro Médico Rambam, em Haifa, Israel, realizaram o primeiro transplante de córnea impressa no mundo. O procedimento histórico foi feito em um paciente que sofria com perda grave de visão e terminou de forma bem-sucedida.

O material inovador, que devolve a visão para pessoas com cegueira, foi totalmente fabricado por impressão 3D através de tecnologia regenerativa focada em tecidos bioimpressos. A tecnologia cirúrgica inovadora utiliza o transplante de córnea impressa para transformar de forma profunda a oftalmologia mundial. As informações são do portal NDMais.

O transplante de córnea impressa, batizado tecnicamente como implante PB-001, foi direcionado a um paciente que sofria com perda grave de visão no final de outubro de 2025. A cirurgia integra a fase 1 dos testes clínicos desenvolvidos na unidade médica de Israel.

A pesquisa médica em andamento projeta envolver de 10 a 15 pacientes diagnosticados com edema corneano decorrente de disfunção endotelial. Os cientistas estimam que os resultados preliminares do estudo clínico oficial sejam divulgados no segundo semestre de 2026.

O método revolucionário multiplica a capacidade de atendimento a partir de células vivas. Uma única córnea saudável de doador falecido foi cultivada em laboratório e gerou insumos para criar e realizar a impressão de outras 300 córneas em 3D.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

SUS vai ampliar proteção vacinal contra doença pneumocócica

 


A partir de junho, o Sistema Único de Saúde (SUS) vai começar a oferecer um imunizante mais abrangente contra a doença pneumocócica. A vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20 ou Pneumo 20) vai substituir a 10-valente, dobrando os sorotipos prevenidos.

O Ministério da Saúde publicou nesta quarta-feira (27) um guia técnico preliminar com orientações sobre a mudança para profissionais de saúde. Os municípios poderão começar a aplicar a vacina assim que receberem o imunizante.

A doença pneumocócica é uma infecção causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, ou pneumococo, que pode ocasionar quadros leves, como inflamação no ouvido ou sinusite, ou graves, como pneumonia bacteriana, meningite e sepse.

Estima-se que o pneumococo seja responsável por até 50% de todos os casos de meningite bacteriana em crianças. A mortalidade nesses casos é de cerca de 30%. Além das crianças pequenas, idosos e indivíduos com comorbidades ou imunossupressão também são mais vulneráveis.

A vacinação contra a doença, com a VPC10, foi incluída no calendário básico infantil em 2010 e desde então, houve redução de 60% dos casos de doença meningocócica causada por algum dos 10 sorotipos combatidos pela vacina em crianças de até dois anos. Os casos de meningite pneumocócica na mesma faixa etária também caíram 65%.

No entanto, em anos mais recentes os casos vêm crescendo. De 2013 a 2019, o Brasil registrou uma média de 164 casos anuais de meningite pneumocócica em crianças de até 5 anos. De 2022 a 2024, a média anual subiu para 211,3 casos.

A Diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Flávia Bravo, explica que esta fato é reflexo de uma mudança epidemiológica decorrente da própria efetividade da vacinação.

“A introdução da vacina 10-valente foi excelente na redução desses dez tipos, o que representou uma queda importante nas doenças graves. Mas o pneumococo tem uma característica que a gente chama de “replacement“: você controlando um tipo, reduzindo a circulação, outro tipo pode começar a ganhar o espaço”

“A introdução da vacina 10-valente foi excelente na redução desses dez tipos, o que representou uma queda importante nas doenças graves. Mas o pneumococo tem uma característica que a gente chama de “replacement“: você controlando um tipo, reduzindo a circulação, outro tipo pode começar a ganhar o espaço”

Dados da vigilância do Ministério da Saúde mostram que quase 40% dos casos graves com amostra coletada entre 2018 e 2023 foram causados por apenas dois tipos da bactéria não prevenidos pela VPC10, mas incluídos na formulação da VPC20.

“Além disso, nos menores de 1 ano, cerca de 11% dos casos de meningite meningocócica são causados pelos outros tipos adicionais da vacina 20-valente. Isso significa que há a possibilidade da gente voltar a reduzir a curva de incidência porque estaremos protegendo exatamente contra os sorotipos que hoje prevalecem”, complementa Flávia. 

As vacinas pneumocócicas conjugadas, que são o caso tanto da VPC10 quanto da VPC20, também evitam que o pneumococo se instale na nasofaringe de pessoas vacinadas. Por isso, além de evitar que elas desenvolvam a doença, a vacina também impede a transmissão, promovendo proteção indireta às pessoas não vacinadas.

O Programa Nacional de Imunizações já oferece outras vacinas mais abrangentes contra a doença pneumocócica, a VPC13 e a VPP23, mas apenas para públicos específicos, com determinadas condições de saúde que aumentam a vulnerabilidade às formas graves da doença. Esses imunizantes também serão substituídos pela VPC20 após o fim dos estoques.

Fazem parte dos grupos de alto risco que devem tomar a vacina: pessoas vivendo com HIV/aids; pacientes oncológicos; transplantados de órgãos sólidos ou medula; imunodeficientes; pessoas com nefropatias, pneumopatias, cardiopatias e hepatopatias crônicas; asmáticos graves; diabéticos; pessoas com síndrome de down e prematuros.

O calendário básico de vacinação prevê que os bebês devem receber duas doses da vacina pneumocócica, aos 2 e aos 4 meses de idades, com mais uma dose de reforço aos 12 meses. Crianças menores de 5 anos que não tenham sido vacinadas na idade correta devem atualizar a carteira o mais breve possível.

Durante o período de transição da VPC10 para a VPC20, as crianças receberão a vacina 20-valente na primeira dose e no reforço, e a 10-valente na segunda dose. Crianças que já receberam a primeira dose da vacina 10-valente, serão vacinadas com a 20-valente na segunda dose e no reforço. Uma dose de reforço da VPC20 também será aplicada nas crianças menos de 5 anos que completaram apenas o esquema básico de duas doses com a VPC10.

A vacina só é contraindicada para pessoas com alergia grave a algum componente da fórmula, ou que apresentaram reação alérgica severa em doses anteriores. Recomenda-se também que quem estiver com febre espere melhorar antes de se imunizar.

 

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 20 de maio de 2026

RN vai realizar a primeira cirurgia de gênero

 


O Rio Grande do Norte vai realizar a primeira cirurgia de “redesignação sexual” ou de “Gênero”. A informação foi confirmada pela coordenadora da Diversidade Sexual e de Gênero da Secretaria de Mulheres, Juventude, Igualdade Racial e Direitos Humanos do RN (SEMJIDH), Rebeca de França.

Os procedimentos serão realizados em Natal com duas mulheres trans e representam um marco na saúde e na inclusão da população trans no estado. Atualmente, apenas Rio Grande do Sul, Goiás, Rio de Janeiro, Pernambuco e São Paulo realizam esse tipo de cirurgia de redesignação sexual ou de gênero. Segundo Rebeca de França, o Rio Grande do Norte passa a integrar o grupo de estados que contam com profissionais preparados para atender a demanda de pessoas trans que buscam adequação corporal e qualidade de vida. “Essas cirurgias colocam o RN como um estado que possui profissionais sensíveis e comprometidos com a verdadeira medicina. A ciência é utilizada para melhorar a vida, o psicológico, a anatomia e a convivência dessas pessoas nas relações sociais”, afirmou.

Procedimento representa dignidade e inclusão social

A coordenadora destacou ainda que o procedimento representa dignidade e inclusão social para os pacientes. “Essas pessoas conseguem adaptar o corpo à sua identidade de gênero com respaldo médico e dignidade. Assim, conseguem se sentir mais confortáveis nos ambientes em que convivem”, explicou. Apesar do avanço, o procedimento ainda não é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte. No entanto, de acordo com Rebeca, planos de saúde já cobrem esse tipo de cirurgia em alguns casos. Ela afirmou ainda que a realização das primeiras cirurgias pode incentivar o Governo do Estado a ampliar o atendimento especializado na rede pública estadual.

“O objetivo é chamar a atenção do estado para habilitar ambulatórios e iniciar esse atendimento pelo SUS. Existem contrapartidas do Ministério da Saúde e isso não impactaria diretamente o orçamento estadual”, disse.

Ponta Negra News

terça-feira, 12 de maio de 2026

OMS descarta indícios de "surto maior" de hantavírus

 


O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta terça-feira (12) que não há indícios de um surto maior de hantavírus, doença identificada em um navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico.

"Neste momento, não há indícios de que estejamos presenciando o início de um surto maior. Mas, é claro, a situação pode mudar. E, considerando o longo período de incubação do vírus, é possível que vejamos mais casos nas próximas semanas", avaliou Tedros, durante coletiva de imprensa.

Segundo o diretor, até o momento, foram relatados 11 casos de hantavírus, incluindo três óbitos. Todos os casos ocorreram entre passageiros ou tripulantes do navio MV Hondius.

Nove dos 11 casos foram confirmados como sendo da cepa Andes, e os outros dois são tratados como prováveis.

"Não houve nenhuma morte desde o dia 2 de maio, quando a OMS foi informada pela primeira vez sobre o surto. Todos os casos suspeitos e confirmados foram isolados e estão sendo acompanhados sob rigorosa supervisão médica, minimizando qualquer risco de transmissão."

Repatriação

Tedros destacou ainda que os países para os quais os passageiros foram repatriados são responsáveis por monitorar a saúde de cada um deles.

"A OMS está ciente de relatos de um pequeno número de pacientes com sintomas compatíveis com o vírus Andes e estamos acompanhando cada um desses relatos junto aos respectivos países".

A recomendação da entidade é de que os passageiros do cruzeiro sejam monitorados ativamente em uma instalação de quarentena específica ou mesmo em casa por um período de 42 dias a partir da última exposição, que aconteceu em 10 de maio – ou seja, até 21 de junho.

"Qualquer pessoa que apresentar sintomas deve ser isolada e tratada imediatamente. Nosso trabalho não terminou. A OMS continuará trabalhando em estreita colaboração com especialistas em todos os países afetados", concluiu o diretor.] 

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Casos de infarto entre jovens crescem devido a sedentarismo e estresse. Veja detalhes

 


O aumento de doenças cardiovasculares entre o público jovem acende um sinal de alerta para as autoridades de saúde no Brasil. Dados do Instituto Nacional de Cardiologia e do Ministério da Saúde indicam que os casos de infarto entre jovens de até 30 anos cresceram 10% acima da média geral. O país registra, anualmente, entre 300 mil e 400 mil episódios de infarto, e a mudança no perfil das vítimas preocupa especialistas. Recentemente, a morte da Miss Londrina 2025, Maiara de Lima Fiel, de 31 anos, trouxe o tema ao debate público. Maiara sofreu um infarto fulminante no último final de semana, mesmo sem apresentar histórico prévio de problemas de saúde.

Outro caso que ilustra o risco silencioso é o do engenheiro civil André Alvim, que sentiu as primeiras dores no peito durante um treino na academia. Inicialmente confundidos com o esforço físico, os sintomas foram identificados como um princípio de infarto após exames de sangue específicos, apesar de eletrocardiogramas e radiografias apresentarem resultados normais no primeiro momento.

De acordo com o levantamento médico, fatores de estilo de vida são os principais responsáveis por essa incidência precoce. A obesidade, o tabagismo, o sedentarismo e, especialmente, o estresse crônico aparecem como os grandes vilões. O impacto desses elementos no sistema cardiovascular de adultos jovens tem levado a obstruções arteriais de forma cada vez mais prematura. Os especialistas reforçam que os sintomas de um infarto não podem ser ignorados, mesmo em pessoas sem comorbidades aparentes. Entre os principais sinais estão:

  • Dor ou opressão no peito;
  • Formigamento no braço esquerdo ou no pescoço;
  • Enjoo e mal-estar súbito;
  • Cansaço excessivo e sem explicação aparente.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Rio Grande do Norte recebe 30 mil doses de vacina contra covid-19

 


O Rio Grande do Norte recebeu 30.708 doses da vacina contra a covid-19 nesta semana. O envio faz parte de uma nova remessa de 2,2 milhões de imunizantes distribuídos pelo Ministério da Saúde para todos os estados e o Distrito Federal. Com isso, o governo federal reforça os estoques e garante a continuidade da vacinação em todo o país. Além disso, somente em 2026, o Brasil já distribuiu mais de 6,3 milhões de doses.

Além da nova remessa, o Ministério da Saúde mantém o envio contínuo de vacinas conforme a demanda de cada região. No primeiro trimestre deste ano, por exemplo, o RN já havia recebido 40.708 doses. Dessa forma, a nova entrega amplia os estoques locais e fortalece a estratégia de imunização, tanto para crianças quanto para adultos. Segundo o diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, a vacinação continua sendo essencial. “As vacinas seguem como a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes”, destacou.

Atualmente, o esquema vacinal segue diretrizes específicas para cada grupo. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda prioridade para pessoas mais vulneráveis.

Entre os principais públicos estão:

  • idosos a partir de 60 anos;
  • gestantes;
  • crianças de 6 meses a menores de 5 anos;
  • pessoas imunocomprometidas;
  • além de trabalhadores da saúde e outros grupos de risco.

Por outro lado, a população geral entre 5 e 59 anos também pode receber dose, especialmente quem ainda não se vacinou

Sesap confirma três novos casos de Mpox no RN; pacientes são monitorados em casa

 

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte confirmou nesta quarta-feira 22 três novos casos de monkeypox no estado, registrados entre o dia 17 e esta semana epidemiológica.
Os casos estão concentrados em Natal, com dois registros, e em São Gonçalo do Amarante, com um caso.Segundo a Sesap, os pacientes apresentam quadro leve e estão sendo acompanhados em suas residências pelas equipes de saúde dos municípios.
O diagnóstico laboratorial é realizado pelo Laboratório Central Dr. Almino Fernandes, referência no estado para vigilância da monkeypox desde 2022.
De acordo com orientação da Sesap, casos suspeitos devem ser notificados imediatamente por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS).
A recomendação inclui o isolamento do paciente e avaliação em unidades preparadas para o atendimento.
Em casos que necessitem de internação, os serviços de referência no estado são o Hospital Giselda Trigueiro e o Hospital Rafael Fernandes.
No acolhimento nas unidades de saúde, pacientes classificados como suspeitos devem ser orientados e encaminhados para isolamento.
A Sesap orienta que lesões de pele em áreas expostas sejam protegidas com lençol, vestimentas ou avental com mangas longas.
Agorarn

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Carreta da Saúde vai realizar 2 mil tomografias no Seridó

 


O Rio Grande do Norte passou nesta terça-feira (31) a contar com a terceira carreta da saúde do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde. A chegada do equipamento é fruto de uma articulação do Governo do Estado, através da governadora Fátima Bezerra, que deverá realizar mais de 2 mil tomografias em pacientes de 25 municípios do Seridó.
A nova carreta foi instalada no complexo da Ilha de Santana, em Caicó. “Ver essa carreta me emociona demais, porque é a porta do SUS aberta mais perto do povo. O trabalho principal agora é trazer as pessoas para garantir o acesso aos exames”, afirmou a governadora Fátima Bezerra.

quinta-feira, 26 de março de 2026

SUS passa a oferecer teste rápido de dengue

 


O Ministério da Saúde (MS) incorporou no Sistema Único de Saúde (SUS) o teste rápido para o diagnóstico da dengue.

A inclusão do Teste Rápido de Dengue NS1 na tabela nacional de procedimentos do SUS está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (26).

A oferta do exame é feita de forma ampla em ambulatórios de postos de saúde e em hospitais da rede pública de saúde.

A solicitação do teste pode ser feita por médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem para pacientes de todas as idades.

O método pode detectar a presença no sangue da proteína específica liberada pelo vírus da dengue (antígeno NS1) logo no início da infecção, diferentemente dos exames de anticorpos (sorologia), que acusam o diagnóstico positivo para a doença somente após o corpo reagir ao vírus (geralmente após o sexto dia de infecção).

A norma já está em vigor.

Vantagens

A identificação rápida da doença pode ocorrer já nos primeiros dias após o surgimento dos sintomas característicos da infecção viral, como febre alta, dor no corpo e mal-estar.

O teste rápido da dengue não exclui a necessidade de buscar atendimento médico e poderá contribuir para o acompanhamento do profissional de saúde.

Com o resultado, o médico poderá detectar precocemente sinais de alerta, como a queda de plaquetas no sangue e o risco de evolução para a dengue hemorrágica.

O diagnóstico antecipado também garante maior precisão à vigilância epidemiológica sobre a circulação do vírus.

Como funciona

O teste funciona por imunocromatografia. O dispositivo reage à presença do antígeno do vírus e o resultado fica pronto em poucos minutos.

Para a realização do exame, é necessária uma pequena amostra de sangue da pessoa com suspeita de estar com dengue, obtida apenas por um furo na ponta do dedo para a coleta do material.

É importante destacar que o teste de dengue não identifica os sorotipos virais da dengue e, também, não é capaz de informar se a pessoa contraiu o vírus da dengue anteriormente.

Não é necessário jejum ou qualquer outro tipo de preparo para fazer o exame. 

O teste será aplicado sem custo à população nas unidades públicas do SUS, mas se comprado nas farmácias privadas, custa em média R$ 40.

Principais sintomas da dengue:

  • febre alta (39° a 40°c) e de início súbito;
  • dor de cabeça intensa, especialmente atrás dos olhos;
  • dores musculares e/ou articulares;
  • prostração, caracterizada por cansaço extremo;
  • náuseas e vômitos;
  • manchas vermelhas na pele;
  • dor abdominal.

Agencia Brasil

Vacinação nacional contra gripe começa no sábado

 


A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa neste sábado (28) nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul. A mobilização segue até 30 de maio e prioriza os grupos mais suscetíveis a formas graves da doença: crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias, idosos com 60 anos ou mais e gestantes.

O Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina contra a gripe, e a orientação da pasta é que estados e municípios intensifiquem as estratégias já no primeiro mês da campanha, com ações de busca ativa para o alcance imediato dos públicos prioritários.

O Dia D nacional será realizado também neste sábado, com vacinação gratuita nas unidades básicas de Saúde (UBS). Algumas unidades da federação já anteciparam o início da campanha, como o Distrito Federal, que começou a vacinar a população nesta quarta-feira (25). Na cidade do Rio de Janeiro, a imunização teve início nessa terça-feira (24).

“Para ampliar o alcance da ação, o Governo do Brasil enviará, até quinta-feira (26), 10 milhões de mensagens institucionais por aplicativos de comunicação. A iniciativa busca reforçar a divulgação de informações oficiais, ampliar a confiança nos canais institucionais e incentivar a vacinação”, explicou o Ministério da Saúde.

Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo os da influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. Na Região Norte do país, a campanha será realizada no segundo semestre, em função da sazonalidade da doença.

Vacina atualizada

A vacina influenza trivalente integra o Calendário Nacional de Vacinação e, neste ano, protege contra as variantes Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09, Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e Influenza B/Austria/1359417/2021 (B/linhagem Victoria).

A proteção é realizada anualmente para acompanhar as novas cepas do vírus em circulação. Por isso, o Ministério da Saúde reforça a importância da imunização periódica para assegurar uma proteção eficaz.

A imunização ainda é ofertada como estratégia especial para outros grupos prioritários, como profissionais de saúde, indígenas, população em privação de liberdade e pessoas com doenças crônicas.

Para crianças de 6 meses a 8 anos, o esquema vacinal varia conforme o histórico: aquelas já vacinadas anteriormente recebem uma dose; as não vacinadas devem receber duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas.

A aplicação pode ser realizada de forma simultânea a outras vacinas do calendário nacional, como a da covid-19.

sábado, 21 de março de 2026

Circulação do vírus da gripe está em alta em várias regiões do país

 


O novo boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta sexta-feira (20) alerta para o aumento da circulação do vírus Influenza A no país. 

O vírus segue avançando em nível nacional, impulsionando o aumento de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Mato Grosso e na maioria dos estados do Nordeste, exceto o Piauí, e no Norte, Amapá, Pará e Rondônia.

No Sudeste, o vírus está em alta no Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Prevalência de casos e óbitos

Desde o início de 2026, os casos positivos de SRAG ocorreram devido aos seguintes vírus: 

  • Rinovírus – 41,9% 
  • Influenza A – 21,8%
  • Sars-CoV-2 (covid-19) – 14,7% 
  • VSR – 13,4% 
  • Influenza B – 1,5% 

Dentre os óbitos, observou-se 37,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19); 28,6% de influenza A; 21,8% de rinovírus; 4,5% de VSR; e 2,5% de influenza B. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os óbitos positivos foi de 30,8% para influenza A; 30,8% para Sars-CoV-2; 27,5% para rinovírus; 5,5% para VSR; e 2,7% para influenza B.

De acordo com a pesquisadora da Fiocruz Tatiana Portella, o Ministério da Saúde definiu três estratégias nacionais de vacinação para 2026, com foco na ampliação da cobertura vacinal e na redução de doenças imunopreveníveis. 

A campanha de vacinação contra a influenza nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste será realizada de 28 de março a 30 de maio, com o Dia D marcado para o próximo sábado. 

“A principal forma de prevenção contra os casos graves e óbitos é a vacina. Já temos a vacina contra o VSR para as gestantes e no dia 28 começa a vacinação contra a influenza A para os grupos prioritários”, afirmou Tatiana.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 18 de março de 2026

Hospitais universitários do RN vão oferecer 1,8 mil atendimentos em mutirão neste sábado (21)



Universitário Onofre Lopes (HUOL), Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC) e Hospital Universitário Ana Bezerra (HUAB), vão realizar cerca de 1,8 mil atendimentos em consultas, exames e procedimentos neste sábado (21). A ação faz parte do Dia “E” do programa Ebserh em Ação e é voltada a pacientes previamente agendados.

A iniciativa é considerada um dos maiores mutirões do Sistema Único de Saúde (SUS) focado na saúde da mulher e será realizada simultaneamente em 45 hospitais universitários administrados pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). No Brasil, a expectativa é de mais de 30 mil atendimentos durante o fim de semana.

Na MEJC, em Natal, estão previstas cirurgias em mastologia, atendimentos ambulatoriais em mastologia e ginecologia cirúrgica, consultas em nutrição e psicologia, além de exames como mamografias, ultrassonografias mamárias, ultrassonografias transvaginais e abdominais, além de análises laboratoriais. O gerente de Atenção à Saúde da unidade reforça que o mutirão busca promover a prevenção, o autocuidado e o acesso a orientações e informações de saúde para as mulheres.

No HUOL, a programação inclui cirurgias em cirurgia geral, oftalmologia, otorrinolaringologia e urologia, além de procedimentos oftalmológicos com aplicação de Avastin, exames laboratoriais e de imagem e procedimentos de hemodinâmica. A superintendente da unidade destaca que o mutirão amplia o acesso a serviços que frequentemente enfrentam longas filas, considerando diferentes necessidades de saúde das mulheres, não apenas relacionadas à maternidade.

Já no Hospital Universitário Ana Bezerra, em Santa Cruz, serão realizados exames de raio‑X e mamografias, consultas com mastologista e ginecologia, atendimentos de psicologia e serviço social, inserção de implantes contraceptivos, além de pequenas cirurgias e procedimentos ginecológicos. A superintendente da unidade afirma que a ação reforça o compromisso com o acesso da população a serviços de saúde qualificados e humanizados.

O Dia “E” integra o programa Ebserh em Ação, desenvolvido em parceria com os ministérios da Educação e da Saúde, com o objetivo de ampliar o acesso a cirurgias eletivas, exames e outros procedimentos diagnósticos e terapêuticos no SUS. A iniciativa é uma forma de reduzir filas e o tempo de espera na rede pública. Em 2025, o programa realizou quase 100 mil atendimentos em todo o país, e em 2026 segue em todas as unidades da rede Ebserh, envolvendo também residentes e graduandos em atividades assistenciais.

Caso confirmado de sarampo acende alerta sobre cobertura vacinal

 


A confirmação de um caso de sarampo em uma bebê de 6 meses em São Paulo, na semana passada, acendeu novamente o alerta sobre a importância de manter altas coberturas vacinais como uma barreira para proteger quem ainda não pode ser imunizado.

A bebê ainda não tinha idade para receber a vacina, já que o calendário do Sistema Único de Saúde prevê a aplicação da primeira dose da tríplice viral aos 12 meses, o que garante a proteção contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Aos 15 meses, as crianças devem receber uma dose da tetra viral, que reforça a imunidade contra essas três doenças e acrescenta a catapora na lista.

De acordo com o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, quando a cobertura está alta, os bebês mais novos ficam protegidos pela barreira criada por quem já se vacinou.

"A vacina do sarampo também impede a infecção e a transmissão com alta efetividade. Ela tem essa capacidade, que a gente chama de esterilizante. Além de prevenir que a pessoa contraia a doença, ela também evita que essa pessoa seja um portador e transmissor do vírus", explica Kfouri. 

A bebê diagnosticada com sarampo viajou com a família para a Bolívia em janeiro. O país vizinho vive um surto de sarampo desde o ano passado, e a alta cobertura também é essencial para impedir que casos importados como esse iniciem surtos dentro do Brasil.

"O sarampo é uma doença de altíssima transmissibilidade, especialmente entre os não vacinados. A imunização em altas taxas é o que funciona como barreira na circulação do vírus. Mas se isso não acontecer, não é nem necessário que alguém viaje e contraia o vírus lá fora. Basta ficar aqui, com tanta gente vindo de outros países onde há surto, que o risco é o mesmo", alerta o vice-presidente da Sbim. 

No ano passado, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose, mas apenas 77,9% completaram o esquema na idade correta. 

Proteção para toda a vida

Os bebês vacinados dentro do tempo ficam protegidos ao longo da vida, mas crianças e adultos que não têm comprovante de vacinação devem receber a vacina. Dos 5 aos 29 anos, recomenda-se duas doses, com intervalo de um mês. Dos 30 aos 59 anos, é necessária apenas uma dose. A vacina só não pode ser tomada por gestantes e pessoas imunocomprometidas. 

O caso na bebê em São Paulo foi o primeiro registro da doença no país neste ano, mas, no ano passado, outras 38 infecções foram confirmadas, a maior parte com origem importada.

Ainda assim, o país segue com o certificado de área livre da doença, concedido pela Organização Pan-Americana de Saúde em 2024, porque, felizmente, não há transmissão sustentada de sarampo no nosso território. 

No entanto, o Brasil já havia conquistado esse certificado antes, em 2016, e acabou perdendo em 2019, após surtos que começaram com casos importados.

Agencia Brasil

sexta-feira, 13 de março de 2026

Ministério da Saúde aumenta em 15% os repasses para hemodiálises

 


O Ministério da Saúde vai aumentar em 15% o valor destinado aos hospitais e clínicas que fazem Terapia Renal Substitutiva (TRS), como a hemodiálise, para o Sistema Único de Saúde (SUS). O reajuste corresponde a R$ 860 milhões. Com o investimento, o governo federal pretende reduzir o tempo de espera para o tratamento.

Os recursos têm como destino 781 hospitais e clínicas que já atendem os pacientes do SUS, além de 48 novos serviços de TRS que o ministério está habilitando para atuação em 16 estados.

“O reajuste, uma demanda do setor, é uma das iniciativas do Agora Tem Especialistas visando a redução do tempo de espera por Terapia Renal Substitutiva (TRS), já que garante a manutenção da qualidade dos serviços prestados atualmente”, informou o ministério, em nota nesta sexta-feira (13).

Segundo o Ministério, a sessão de hemodiálise passa a ter uma remuneração de R$ 277,12, um aumento de 26,84% em relação a 2022, quando o valor era de R$ 218,47. O reajuste começa a valer ainda em março.

“O percentual maior de reajuste foi possível pela adoção de uma modalidade mista de orçamentação. Isso porque, além dos recursos do Orçamento Geral da União e Fundo de Ações Estratégicas e Compensação, o aumento no valor da sessão de hemodiálise também terá um incentivo com o uso dos créditos financeiros garantidos pelo programa Agora Tem Especialistas”, disse o secretário de Atenção Especializada à Saúde, do MS, Mozart Sales.

De acordo com o ministério, além da hemodiálise, outras modalidades de tratamento passarão a ser contempladas pelo Agora Tem Especialistas: a diálise peritoneal, cujas sessões serão reajustadas em 100%, e a pré-diálise, também com 100% de aumento. A diálise peritoneal substitui a função dos rins com uso do próprio corpo para filtrar o sangue; já na pré-diálise, ocorre o acompanhamento médico do paciente antes de a diálise ser necessária.

“Todos esses reajustes buscam incentivar ainda mais o aumento da oferta dessas modalidades de Terapia Renal Substitutiva pelos serviços que já atendem o SUS e pelos 48 novos serviços, que já começam a atuar com os aumentos anunciados hoje”, acrescentou o secretário.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Mpox: Brasil registra 140 casos em 2026

 


Brasil 61

O Brasil já contabiliza 140 casos confirmados de mpox em 2026, segundo dados do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica do Ministério da Saúde (MS). Até o momento, nenhuma morte pela doença foi registrada neste ano.

Além dos casos confirmados, a pasta investiga 539 casos suspeitos e 9 prováveis. Entre os estados, os maiores números de registros estão em:

  • São Paulo: 93 casos
  • Rio de Janeiro: 18 casos
  • Rondônia e Minas Gerais: 11 casos cada

Mpox: o que é

mpox, anteriormente conhecida como “varíola dos macacos”, é uma doença zoonótica viral — ou seja, pode ser transmitida de animais para seres humanos. O vírus pertence ao gênero Orthopoxvirus, da mesma família da varíola.

Desde 2022, o Brasil contabilizou 14.634 notificações da doença, de acordo com dados do Ministério da Saúde atualizados até a última segunda-feira (9). A maior parte dos casos ocorreu entre 2022 e 2023, período marcado por um surto global que atingiu mais de 120 países e ultrapassou 100 mil casos.

Prevenção

Ao contrário de outras doenças virais, em que a vacinação é a principal forma de proteção, no caso da mpox, a forma mais eficaz é evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Se a interação for inevitável, as autoridades em saúde recomendam o uso de luvas, máscaras, avental e óculos de proteção

A transmissão pode ocorrer principalmente por:

  • contato direto com lesões de pele de pessoas infectadas;
  • exposição a fluidos corporais e secreções respiratórias;
  • compartilhamento de objetos contaminados, como roupas e toalhas;
  • contato com animais silvestres infectados, especialmente roedores.

Segundo o MS, os sintomas da mpox incluem:

  • erupções cutâneas ou lesões de pele em diferentes partes do corpo;
  • linfonodos inchados (ínguas);
  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores no corpo;
  • calafrio; e
  • fraqueza.

Pessoas que apresentarem sintomas compatíveis com a doença devem procurar uma unidade de saúde para avaliação e orientação médica.

terça-feira, 10 de março de 2026

Alerta: Anvisa aprova novo medicamento para epilepsia

 


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o medicamento Xcopri ® (cenobamato), da empresa Momenta Farmacêutica Ltda. O produto é indicado para tratar crises focais em adultos com epilepsia que ainda têm crises mesmo após usar pelo menos dois tratamentos diferentes.

autorização foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (9/3).

A epilepsia é uma doença que causa crises repetidas, por causa de alterações na atividade elétrica do cérebro. A doença pode:

  • aumentar o risco de acidentes e morte súbita;
  • trazer problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão;
  • causar dificuldades no trabalho e na vida social.

Cerca de 30% dos pacientes não respondem bem aos tratamentos disponíveis e continuam tendo crises

Quando o medicamento estará disponível?

Mesmo com o registro aprovado, Xcopri ® só poderá ser vendido após a definição do preço máximo pela CMED. A oferta no SUS depende de avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e decisão do Ministério da Saúde.

quinta-feira, 5 de março de 2026

Sesap confirma novo caso do fungo Candida auris no Hospital da PM em Natal

 


A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou a identificação de um novo caso do fungo Candida auris no Hospital Central Coronel Pedro Germano, conhecido como Hospital da PM, em Natal. Este é o segundo registro da infecção na unidade hospitalar, após o primeiro caso em 22 de janeiro.Até o momento, a pasta não divulgou detalhes sobre o paciente ou as circunstâncias da nova contaminação. Diante da confirmação, a Sesap convocou uma coletiva de imprensa para o meio-dia desta quinta-feira (5), na sede da Sesap, para apresentar informações sobre o caso.

O primeiro caso do chamado “superfungo” na unidade foi confirmado após exames realizados no Laboratório Central do Estado (Lacen-RN). Na ocasião, a Sesap informou que o paciente estava em isolamento e recebia tratamento por outra enfermidade, enquanto equipes do hospital e da vigilância epidemiológica realizavam monitoramento e rastreamento para evitar a disseminação do fungo.

O Candida auris é considerado uma ameaça à saúde pública global. Identificado pela primeira vez em humanos em 2009, no Japão, o fungo pode provocar infecções graves, principalmente em pacientes com baixa imunidade ou com outras doenças associadas.

Além da dificuldade de identificação em exames laboratoriais convencionais, o microrganismo também preocupa especialistas por apresentar resistência a diversos medicamentos antifúngicos e por conseguir sobreviver por longos períodos em ambientes hospitalares, o que aumenta o risco de surtos em unidades de saúde.