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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Cirurgia única para tratar glaucoma e catarata será oferecida pelo SUS

 


Um nova cirurgia, capaz de tratar o glaucoma e a catarata simultaneamente, será implementada no SUS (Sistema Único de Saúde). A decisão do Ministério da Saúde foi publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira (17).

A atualização no tratamento dessas doenças foi proposta pela SCTIE (Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde) junto à Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias) no SUS.

Nova técnica

A abordagem é direcionada para casos leves a moderados de glaucoma primário de ângulo aberto e é menos invasiva que as opções atuais.

Os benefícios da cirurgia incluem a recuperação mais rápida, a redução no risco de complicações e o melhor controle da pressão intraocular, que pode causar cegueira se não for tratada.

O tratamento atual do glaucoma na rede pública é orientado pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da doença, com colírios para reduzir a pressão intraocular.

Se os medicamentos não apresentam o efeito esperado ou o paciente encontra dificuldades para utilizar, são incluídas intervenções a laser ou cirurgias, como o implante de drenagem oftalmológico, conhecido como iStent.

O novo procedimento, que também será incluído no PCDT, traz duas possibilidades:

– Cirurgia feita por meio de uma pequena incisão na córnea, chamado de goniotomia excisional;

– Cirurgia feita a partir de um microcateter ou fio cirúrgico introduzido no canal natural de drenagem do olho, a trabeculotomia transluminal.

De acordo com documento elaborado pela Conitec,a opção goniotomia excisional representa uma redução de aproximadamente R$ 18 mil a cada ano de vida saudável ganho pelo paciente em comparação ao iStent, enquanto a goniotomia excisional poderá resultar em uma economia de R$ 22,4 milhões no primeiro ano.

Entenda as doenças

A catarata é caracterizada pela perda de transparência (opacificação) do cristalino, que fica opaco, reduzindo a capacidade visual e afetando, principalmente, a população idosa.

Já o glaucoma é uma doença crônica que afeta o nervo óptico, estrutura responsável por conduzir as imagens do olho ao cérebro. A condição provoca a perda progressiva de células da retina e limita gradualmente a visão periférica, que é a capacidade de enxergar ao redor.

Segundo dados da Conitec, a doença é a segunda maior causa de cegueira no mundo, atrás apenas da catarata.

Com informações da CNN.

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Anvisa autoriza vacina contra meningite para bebês a partir de seis semanas

 


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, em 8 de setembro de 2026, a ampliação do uso da vacina MenQuadfi para crianças a partir de seis semanas de idade. O imunizante protege contra os sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis, responsável por casos graves de doença meningocócica.

Até então, a vacina tinha indicação no Brasil a partir de um ano. A mudança permite iniciar a proteção mais cedo, especialmente durante os primeiros meses de vida, fase em que a meningite pode evoluir rapidamente e causar sequelas ou morte. Por enquanto, a aplicação para bebês está autorizada apenas na rede privada.

A decisão foi baseada em dados de segurança de 6.060 bebês vacinados entre seis semanas e 12 meses, além de 5.373 crianças que receberam doses de reforço a partir de um ano. Segundo a Anvisa, os resultados não apontaram novos problemas relevantes relacionados à segurança da vacina.A autorização regulatória não significa que o imunizante já esteja disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, o calendário público prevê a vacina meningocócica C aos três e cinco meses, seguida de uma dose da ACWY aos 12 meses. O Ministério da Saúde informou que espera oferecer a ACWY também a partir dos três meses em 2027.

Especialistas afirmam que a antecipação pode ampliar a proteção contra formas graves da doença, que podem causar febre, vômitos, sonolência, convulsões e choque séptico. Em bebês, sinais como irritabilidade, recusa alimentar, choro persistente e moleira estufada exigem avaliação médica imediata.

A MenQuadfi, porém, não protege contra o sorogrupo B. Esse tipo respondeu por 55% dos casos identificados de doença meningocócica no Brasil em 2025 e por 73% dos registros entre bebês menores de um ano. A vacina contra o meningococo B continua disponível somente na rede privada, após o Ministério da Saúde decidir não incorporá-la ao SUS neste momento.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

 


A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital ─ versão mais avançada do exame convencional ─ é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

Agência Brasil

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Alerta: vacina contra fumo promete impedir que nicotina chegue ao cérebro

 


Uma nova vacina contra o tabagismo está sendo desenvolvida em um laboratório farmacêutico em Itapira (SP). A proposta inovadora do imunizante é impedir que a nicotina chegue ao cérebro, bloqueando a liberação de dopamina e a consequente sensação de prazer que alimenta o vício. Diferente de outras tentativas ao redor do mundo em que a nicotina, por ser uma molécula pequena, passava despercebida pela corrente sanguínea, a nova fórmula une a molécula de nicotina a uma molécula maior. Com essa junção, o organismo passa a identificar a substância como um perigo e estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos específicos. Esses anticorpos capturam a nicotina ainda na corrente sanguínea, impedindo que ela atinja o cérebro.

Dessa forma, ao fumar ou utilizar dispositivos eletrônicos (vapes), o usuário não recebe o estímulo químico de prazer no cérebro, perdendo gradativamente a vontade de tragar. Segundo pneumologistas, os tratamentos atuais disponíveis mimetizam a nicotina ou focam em diminuir a vontade e aliviar os sintomas de abstinência; por isso, uma nova terapia que impeça diretamente a chegada da substância ao cérebro é vista como altamente conveniente para que o paciente não continue dependente.

A pesquisa já conta com um ano e meio de duração e, até o momento, os testes foram realizados exclusivamente em animais. Os primeiros resultados se mostraram altamente promissores, confirmando a produção de anticorpos específicos e a capacidade de prevenir a dependência da nicotina. Os estudos iniciais apontam que o tratamento completo deve ser composto por três doses aplicadas com intervalo de um mês. Atualmente, ainda não há uma estimativa de preço para a comercialização do imunizante. Se todas as fases de testes em humanos forem bem-sucedidas, a previsão é que a vacina esteja disponível para o público em 2030.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Hospital da Grande Natal registra surto de bactérias multirresistentes; oito pacientes morreram

 

Um relatório do Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho, em Macaíba, na Grande Natal, aponta a ocorrência de um surto de bactérias multirresistentes entre maio e julho deste ano. Nesse período, oito pacientes, que tiveram esses microrganismos identificados durante a internação, morreram na unidade. A informação é do g1RN

Um documento pós-incidente foi elaborado, no último dia 11 de agosto, pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e pelo Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) da unidade. No texto, o hospital classifica o caso como “surto de infecção relacionada à assistência à saúde por microrganismos multirresistentes”.Segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap), porém, o documento não permite afirmar que as bactérias tenham sido a causa direta dos óbitos. 

Ao todo, a planilha anexa ao relatório reúne 16 registros de infecção ou colonização por bactérias multirresistentes, envolvendo 15 pacientes. A diferença ocorre porque um dos pacientes aparece mais de uma vez na tabela, em datas diferentes de coleta.

Fonte: g1RN

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Dia D de vacinação contra 20 doenças acontece neste sábado (22) em todo o País

 


Mães, pais e responsáveis poderão levar crianças e adolescentes menores de 15 anos às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e demais pontos de vacinação de todo o País neste sábado (22/8), Dia D da Campanha de Multivacinação, para atualizar a caderneta vacinal.

A campanha segue até 1º de setembro, com a oferta de 20 vacinas do Calendário Nacional, que protegem contra doenças graves, como meningites, tuberculose e cânceres associados ao HPV.

“Este é um momento importante para todo o País. Embora o Brasil tenha eliminado algumas doenças, como a poliomielite, é fundamental manter a vacinação em dia para evitar a reintrodução dessas doenças”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Esta é a primeira vez que a campanha conta com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada em junho deste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.

A estratégia busca ampliar as coberturas vacinais, fortalecer a proteção coletiva e facilitar o acesso às vacinas ofertadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para a prevenção de doenças imunopreveníveis em todo o país.

Até o momento, a pasta distribuiu mais de 180 milhões de doses para garantir a vacinação em todo o País ao longo do ano. Entre os imunizantes, as vacinas contra influenza , sarampo ( tríplice viral ) e poliomielite foram as mais aplicadas.

Durante o Dia D, poderão ser aplicadas vacinas conforme a faixa etária, o histórico vacinal e a indicação:

  • BCG;
  • Hepatite B;
  • Penta (DTP/Hib/HB);
  • Poliomielite (VIP);
  • Rotavírus humano;
  • Pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente;
  • Meningocócica C;
  • Influenza;
  • Covid-19;
  • Febre amarela;
  • Meningocócica ACWY;
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • Varicela;
  • DTP;
  • Hepatite A;
  • dT;
  • HPV4;
  • Dengue tetravalente.

Sarampo

Diante do aumento de casos de sarampo na Região das Américas e do registro de casos importados no Brasil, o Ministério da Saúde mantém a vacinação indiscriminada contra a doença para pessoas de 6 meses a 59 anos em Guarulhos, São Bernardo do Campo e na capital paulista para evitar a reintrodução do sarampo no país.

Desde o início da mobilização, em 3 de agosto, até 14 de agosto, mais de 529,8 mil doses da vacina tríplice viral foram aplicadas nos três municípios. Desse total, 87,2 mil doses foram destinadas a crianças de 5 a 11 anos, o equivalente a 16,5% das aplicações.

O Brasil recebeu, em novembro de 2024, a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e mantém esse status. No Dia D e até o fim da campanha, a proteção contra o sarampo também pode ser atualizada em todos os estados.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Sarampo volta a acender alerta no Brasil e Rio Grande do Norte reforça importância da vacinação

 


Diante da identificação de novos casos de sarampo no Brasil em 2026, o Rio Grande do Norte reforça a necessidade de que a população mantenha a vacinação contra a doença em dia. Embora o país mantenha o status de livre da circulação endêmica do vírus, casos importados e relacionados à importação continuam representando uma ameaça, principalmente em cenários de baixa cobertura vacinal.

Os dados de cobertura vacinal do RN demonstram que ainda existe um número significativo de pessoas suscetíveis à doença. Entre crianças menores de dois anos, a cobertura registrada é de 84,73% para a primeira dose (D1) e de apenas 67,26% para a segunda dose (D2) da vacina tríplice viral.

Esses indicadores estão abaixo do nível necessário (cobertura de 95%) para garantir uma proteção coletiva adequada e evidenciam a importância de intensificar a busca pela vacinação e a atualização das cadernetas.

A recomendação é que a população de 12 meses a 59 anos de idade procure uma unidade de vacinação para verificar sua situação vacinal e, quando houver indicação, receber a vacina contra o sarampo, conforme as orientações do Programa Nacional de Imunizações.

Para adolescentes e adultos, a situação vacinal deve ser avaliada individualmente. Conforme as recomendações nacionais, pessoas de 12 meses a 29 anos sem vacinação ou sem comprovação adequada devem receber duas doses, enquanto pessoas de 30 a 59 anos devem receber pelo menos uma dose, de acordo com o histórico vacinal.

O sarampo é uma doença viral altamente transmissível e pode se espalhar rapidamente entre pessoas não imunizadas. A principal medida de prevenção é a vacinação.

O Brasil conseguiu eliminar a circulação endêmica do sarampo e recebeu novamente, em novembro de 2024, a certificação de eliminação da doença. Entretanto, a manutenção desse status depende de altas coberturas vacinais, vigilância epidemiológica ativa e resposta rápida diante da identificação de casos.

Portanto, diante da circulação do vírus em diferentes países e da ocorrência de casos no território brasileiro, a orientação é clara: não espere o sarampo chegar para se proteger.

A população do Rio Grande do Norte deve procurar uma unidade de saúde, levar a caderneta de vacinação e verificar se está protegida. Quem não possui registro vacinal ou apresenta esquema incompleto deve receber a vacina conforme as recomendações vigentes.

A vacinação contra o sarampo é gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e está disponível na rede pública de saúde. Manter a caderneta atualizada é uma responsabilidade individual e, ao mesmo tempo, uma importante estratégia coletiva para impedir a reintrodução e a disseminação do vírus no Rio Grande do Norte.

Casos em São Paulo

No Brasil, foram confirmados 24 casos da doença no ano de 2026. Entre junho e julho, foi registrado um surto ativo no Estado de São Paulo, com 21 casos confirmados no período, distribuídos entre os municípios de São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos. Os demais casos identificados no início do ano foram encerrados sem risco de transmissão. O cenário está associado à introdução do vírus e à intensa mobilidade de pessoas, incluindo o fluxo internacional de viajantes.

A situação levou o Ministério da Saúde a ampliar a recomendação de vacinação nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, orientando a vacinação indiscriminada contra o sarampo para pessoas de 6 meses a 59 anos durante a Campanha de Multivacinação. A medida tem como objetivo reduzir o número de pessoas suscetíveis e interromper possíveis cadeias de transmissão.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Multivacinação começa no Brasil: confira quais vacinas estão disponíveis

 


A campanha de multivacinação 2026 começou nesta segunda-feira (3) em todo o Brasil. Promovida pelo Ministério da Saúde, a mobilização busca atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Além disso, a iniciativa pretende ampliar a cobertura vacinal em todo o país. A ação segue até 1º de setembro, enquanto o Dia D está marcado para 22 de agosto. Durante a campanha, profissionais das unidades de saúde verificarão a situação vacinal de cada criança e adolescente. Em seguida, aplicarão todas as doses indicadas pelo Calendário Nacional de Vacinação para a faixa etária. Dessa forma, os responsáveis poderão regularizar a imunização em uma única visita.

A campanha é destinada a crianças e adolescentes menores de 15 anos, ou seja, até 14 anos, 11 meses e 29 dias. Para participar, pais ou responsáveis devem apresentar um documento de identificação e, preferencialmente, a caderneta de vacinação em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Caso o cartão tenha sido perdido, a equipe poderá consultar o histórico de vacinação nos sistemas oficiais. Assim, ninguém deixa de receber as doses necessárias.

Durante a multivacinação 2026, estarão disponíveis os imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação, conforme a idade e a situação vacinal de cada pessoa. Entre as vacinas oferecidas para crianças estão:

  • BCG;
  • Hepatite A;
  • Hepatite B;
  • Pentavalente;
  • Poliomielite (VIP);
  • Rotavírus;
  • Pneumocócica;
  • Meningocócica C;
  • Febre amarela;
  • Tríplice viral;
  • Varicela;
  • DTP;
  • Influenza;
  • Covid-19, para os grupos contemplados pelas recomendações vigentes.

os adolescentes poderão atualizar doses contra doenças como:

  • HPV;
  • Meningocócica ACWY;
  • Hepatite B;
  • Tríplice viral;
  • Dupla adulto (difteria e tétano);
  • Febre amarela;
  • Covid-19, conforme indicação;
  • Influenza, quando incluída nos grupos elegíveis.


quarta-feira, 22 de julho de 2026

M S passará a oferecer em agosto segunda dose de reforço da vacina contra a poliomielite

 


O Ministério da Saúde passará a oferecer, a partir de 3 de agosto, uma segunda dose de reforço da vacina contra a poliomielite para crianças de 4 anos. Com a mudança, o esquema vacinal contra a doença passa a contar com cinco doses, todas aplicadas com a Vacina Inativada contra a Poliomielite (VIP), disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a pasta, a inclusão da nova dose tem como objetivo ampliar a proteção das crianças e contribuir para que o Brasil continue livre da circulação do poliovírus. O país não registra casos da doença desde 1989 e, desde 1994, possui certificação internacional como área livre da circulação do vírus, ao lado dos demais países das Américas.

A atualização é destinada a crianças menores de 5 anos. O calendário passa a prever três doses da VIP, aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade, seguidas por dois reforços: o primeiro aos 15 meses e o segundo aos 4 anos.

Crianças com o esquema vacinal incompleto também devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Nesses casos, os profissionais avaliarão a caderneta de vacinação e orientarão sobre as doses pendentes. A imunização pode ser realizada até os 4 anos, 11 meses e 29 dias.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Flávia Bravo, explica que a nova dose tem a função de reforçar a memória imunológica da criança.

“Os anticorpos vão reduzindo com o tempo. A dose de reforço desperta essa memória imune e eleva os níveis de anticorpos. Quanto maior essa quantidade, maior tende a ser a duração da proteção”, afirmou.

Apesar de a poliomielite estar eliminada no Brasil há quase quatro décadas, o vírus ainda circula em alguns países. Atualmente, Paquistão e Afeganistão são os únicos locais onde a doença permanece endêmica.

Segundo Flávia Bravo, manter altas coberturas vacinais é fundamental para evitar a reintrodução do vírus no país.

“Enquanto tivermos vírus circulantes, manter níveis altos de anticorpos é fundamental. Dessa forma, a população fica protegida”, explicou.

A especialista também ressaltou que a vacinação desempenha um papel coletivo na prevenção da doença.

“É uma questão de proteção pessoal e de proteção coletiva. Mantendo altas coberturas vacinais, impedimos que, caso um vírus chegue de outros países, ele consiga se disseminar no Brasil”, disse.

Desde novembro de 2024, o calendário nacional utiliza exclusivamente a Vacina Inativada contra a Poliomielite (VIP), aplicada por injeção. A antiga vacina oral, conhecida como “gotinha”, foi retirada do esquema após novas evidências científicas.

De acordo com a especialista, a vacina oral continha um vírus vivo atenuado, que, embora fosse seguro, apresentava um risco extremamente raro de sofrer mutações e voltar a causar a doença. Já a VIP utiliza vírus inativado, sem capacidade de provocar infecção ou sofrer mutações.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Você sabe interpretar os sinais da urina? Alterações de cor e cheiro podem indicar problemas

 


Especialista explica quando mudanças na urina são apenas reflexo da alimentação ou da hidratação e quando podem indicar infecções ou outras condições de saúde

Observar a cor, o cheiro e até a frequência da urina pode dizer muito sobre a saúde do organismo. Embora alterações ocasionais sejam comuns e, muitas vezes, estejam relacionadas à alimentação ou ao consumo de líquidos, mudanças persistentes merecem atenção e podem ser um sinal de infecção urinária, desidratação, cálculos renais ou outras condições que exigem avaliação médica.

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a infecção do trato urinário está entre as infecções bacterianas mais frequentes, especialmente entre as mulheres. Estima-se que cerca de 50% das mulheres terão pelo menos um episódio de infecção urinária ao longo da vida, sendo a anatomia feminina um dos principais fatores que favorecem a ocorrência da doença.

De acordo com o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, conhecer as características normais da urina pode ajudar na identificação precoce de alterações importantes.

"A urina saudável costuma apresentar coloração amarelo-clara e odor discreto. Alterações pontuais podem acontecer após o consumo de determinados alimentos ou medicamentos, mas quando essas mudanças persistem ou vêm acompanhadas de outros sintomas, é importante investigar a causa", explica.

A coloração muito escura, por exemplo, costuma estar associada à baixa ingestão de líquidos e à desidratação. Já uma urina avermelhada pode indicar a presença de sangue, situação que pode estar relacionada a infecções, cálculos renais ou outras doenças do trato urinário e que sempre deve ser avaliada por um profissional de saúde.

Outra mudança que chama atenção é o odor intenso ou desagradável. Embora alimentos como aspargos e alguns suplementos possam alterar temporariamente o cheiro da urina, um odor muito forte, principalmente quando acompanhado de ardência ao urinar, aumento da frequência urinária ou dor na região pélvica, pode indicar uma infecção urinária.

"O cheiro isoladamente nem sempre significa doença. O que realmente preocupa é a associação entre alterações na urina e sintomas como dor, febre, urgência para urinar ou desconforto persistente", destaca o médico.

A aparência também pode fornecer pistas importantes. Urina muito turva ou com aspecto leitoso pode estar relacionada à presença de células inflamatórias, bactérias ou cristais, enquanto espuma persistente pode indicar alterações na eliminação de proteínas pelos rins, especialmente quando ocorre com frequência.

As mulheres merecem atenção especial. Além da maior predisposição às infecções urinárias, fatores como gestação, menopausa e alterações hormonais podem aumentar o risco de desenvolver problemas no trato urinário.

Entre as principais medidas de prevenção estão manter uma boa hidratação, não adiar a ida ao banheiro, adotar hábitos adequados de higiene íntima e buscar atendimento médico diante de sintomas persistentes.

"O organismo costuma dar sinais quando algo não vai bem. Observar alterações na urina é uma forma simples de acompanhar a própria saúde, mas o diagnóstico nunca deve ser feito apenas com base na aparência. A avaliação médica é indispensável para identificar a causa e indicar o tratamento adequado", reforça Dr. Carlos.

Embora mudanças ocasionais possam ser benignas, alterações persistentes na cor, no cheiro ou no aspecto da urina não devem ser ignoradas. Quanto mais cedo a causa for identificada, maiores são as chances de evitar complicações e preservar a saúde do sistema urinário.

Sobre a Carnot Laboratórios

A Carnot® Laboratórios é uma empresa focada na pesquisa e desenvolvimento de produtos inovadores para a saúde. Fundada no México há mais de 80 anos, em 1941, a Carnot® é uma empresa empreendedora capaz de gerar medicamentos e tratamentos inovadores, em nichos especializados baseados em pesquisa e tecnologia próprias. O Grupo oferece uma grande variedade de medicamentos especializados em saúde da mulher, dermatologia, pediatria, gastroenterologia, sistema respiratório, sistema nervoso central, entre outros.

lagoanovadestaque.com.br


Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

 


A cobertura vacinal completa para a primeira infância apresenta realidade distante para 15% dos bebês em todo o mundo, segundo dados governamentais compilados pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) e divulgados nesta quarta-feira 15. 
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida - Agora RNUnicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida - Agora RN

Em 2025, ao todo, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina durante o primeiro ano de vida (chamadas no estudo de crianças zero-dose) e outras 7,3 milhões não tiveram o ciclo básico completo – com três doses da vacina que protégé contra difteria, tétano e coqueluche (DTP).Segundo o estudo Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional, os números representam um avanço em relação ao ano anterior. Ano passado, 116 milhões de bebês receberam ao menos uma dose da DTP, o que representa 750 mil a mais do que em 2024.

O Unicef, no entanto, alerta que a manutenção do índice de crianças zero-dose aumenta o risco de surtos de doenças e é considerado alto pelo fundo, estando em patamar próximo do observado em 2009 e abaixo do período anterior à pandemia de Covid-19.

O programa de vacinas da Unicef alerta ainda que o abandono do ciclo de imunização ocorre principalmente antes da primeira dose da vacina contra o sarampo (MCV1), com 84% das crianças recebendo a primeira dose, e apenas 77% a segunda dose (MCV2).

O limite considerado seguro para imunização contra o sarampo é de 95%. Em 2025, foram registrados mais de 411 mil casos de sarampo no mundo, em surtos que atingiram 57 países. 

Avaliação

Segundo o relatório, os dados compilados foram enviados pelos governos de 195 países e mostram que 100 deles mantiveram cobertura de pelo menos 90%, com três doses da vacina DTP desde 2019, apresentando pouco progresso na ampliação desse grupo.

Entre os países que estavam abaixo desse patamar em 2019, 30 conseguiram melhorar as taxas ao longo dos últimos seis anos, mas 65 países permaneceram estagnados ou retrocederam, incluindo 13 países frágeis, afetados por conflitos ou em situação de vulnerabilidade.

"Governos e profissionais de saúde ajudaram as taxas globais de vacinação a se recuperarem após a forte queda observada durante a pandemia de Covid-19. Milhões de crianças vulneráveis continuam desprotegidas devido a conflitos, deslocamentos forçados e pobreza", afirma em nota Catherine Russell, diretora executiva do Unicef.

Essas ameaças persistentes causam grande variabilidade e instabilidade na cobertura vacinal entre os países. O relatório aponta que mais da metade de todas as crianças zero-dose vive em contextos frágeis ou afetados por conflitos, embora esses locais abriguem apenas cerca de um terço da população infantil mundial.

“Nesses cenários, os programas de imunização frequentemente enfrentam desafios relacionados à instabilidade política, insegurança ou subfinanciamento crônico”, detalha o levantamento.

Outro desafio é a diminuição da cobertura em países de renda média e alta, que ocorre por mudanças no compromisso político, desafios estruturais e aumento da hesitação vacinal. Dois exemplos destacados foram o da cobertura da DTP1.

Na África do Sul, o índice caiu 20 pontos percentuais desde 2019 e continuou diminuindo em 2025. Na Bósnia e Herzegovina, apresentou queda de 23 pontos percentuais no último ano, após registrar o maior aumento da cobertura da MCV1 da região em 2024. Ambos estão em regiões estáveis e apresentam melhora sustentada de outros índices de acesso à saúde.

Brasil

O Brasil tem ido na contramão desses países, com melhora da cobertura vacinal constante e redução do número de crianças zero-dose, que hoje são estimadas em 50 mil no país, com melhora de cobertura e de qualidade na integração dos dados públicos. Das principais vacinas, apenas o ciclo completo da tríplice (DTP-3) mantém índices baixos, com cobertura na faixa de 86%.

Os dados nacionais, porém, são alvo de uma crítica específica: a da ausência de levantamento independente sobre o tema nos últimos 5 anos, ação recomenda pela OMS e pela Unicef para garantir a qualidade dos dados.

“Os níveis históricos de imunização observados nos países de menor renda mostram o que pode ser alcançado quando todas as partes trabalham juntas em torno de um objetivo comum”, afirmou Dr. Sania Nishtar, CEO da Gavi, programa de vacinação da Organização Mundial de Saúde.

Segundo ela, o grande desafio será manter esse impulso diante de restrições orçamentárias, incertezas geopolíticas e surtos crescentes, ao mesmo tempo em que se intensificam os esforços para alcançar as crianças que ainda não têm acesso à imunização.

O estudo informa que as bases que possibilitaram esse progresso estão sob forte pressão, com recentes cortes de financiamento, principalmente pelo governo dos Estados Unidos, e enfraquecimento dos sistemas nacionais de monitoramento. “Segundo os dados, apenas 18 pesquisas nacionais de imunização foram realizadas e enviadas neste ciclo, em comparação com 50 em 2024 e uma média de 33 por ano entre 2015 e 2019.”

A cobertura vacinal completa para a primeira infância apresenta realidade distante para 15% dos bebês em todo o mundo, segundo dados governamentais compilados pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) e divulgados nesta quarta-feira 15. 
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida - Agora RNUnicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida - Agora RN

Em 2025, ao todo, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina durante o primeiro ano de vida (chamadas no estudo de crianças zero-dose) e outras 7,3 milhões não tiveram o ciclo básico completo – com três doses da vacina que protege contra difteria, tétano e coqueluche (DTP).Segundo o estudo Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional, os números representam um avanço em relação ao ano anterior. Ano passado, 116 milhões de bebês receberam ao menos uma dose da DTP, o que representa 750 mil a mais do que em 2024.

O Unicef, no entanto, alerta que a manutenção do índice de crianças zero-dose aumenta o risco de surtos de doenças e é considerado alto pelo fundo, estando em patamar próximo do observado em 2009 e abaixo do período anterior à pandemia de Covid-19.

O programa de vacinas da Unicef alerta ainda que o abandono do ciclo de imunização ocorre principalmente antes da primeira dose da vacina contra o sarampo (MCV1), com 84% das crianças recebendo a primeira dose, e apenas 77% a segunda dose (MCV2).

O limite considerado seguro para imunização contra o sarampo é de 95%. Em 2025, foram registrados mais de 411 mil casos de sarampo no mundo, em surtos que atingiram 57 países. 

Avaliação

Segundo o relatório, os dados compilados foram enviados pelos governos de 195 países e mostram que 100 deles mantiveram cobertura de pelo menos 90%, com três doses da vacina DTP desde 2019, apresentando pouco progresso na ampliação desse grupo.

Entre os países que estavam abaixo desse patamar em 2019, 30 conseguiram melhorar as taxas ao longo dos últimos seis anos, mas 65 países permaneceram estagnados ou retrocederam, incluindo 13 países frágeis, afetados por conflitos ou em situação de vulnerabilidade.

"Governos e profissionais de saúde ajudaram as taxas globais de vacinação a se recuperarem após a forte queda observada durante a pandemia de Covid-19. Milhões de crianças vulneráveis continuam desprotegidas devido a conflitos, deslocamentos forçados e pobreza", afirma em nota Catherine Russell, diretora executiva do Unicef.

Essas ameaças persistentes causam grande variabilidade e instabilidade na cobertura vacinal entre os países. O relatório aponta que mais da metade de todas as crianças zero-dose vive em contextos frágeis ou afetados por conflitos, embora esses locais abriguem apenas cerca de um terço da população infantil mundial.

“Nesses cenários, os programas de imunização frequentemente enfrentam desafios relacionados à instabilidade política, insegurança ou subfinanciamento crônico”, detalha o levantamento.

Outro desafio é a diminuição da cobertura em países de renda média e alta, que ocorre por mudanças no compromisso político, desafios estruturais e aumento da hesitação vacinal. Dois exemplos destacados foram o da cobertura da DTP1.

Na África do Sul, o índice caiu 20 pontos percentuais desde 2019 e continuou diminuindo em 2025. Na Bósnia e Herzegovina, apresentou queda de 23 pontos percentuais no último ano, após registrar o maior aumento da cobertura da MCV1 da região em 2024. Ambos estão em regiões estáveis e apresentam melhora sustentada de outros índices de acesso à saúde.

Brasil

O Brasil tem ido na contramão desses países, com melhora da cobertura vacinal constante e redução do número de crianças zero-dose, que hoje são estimadas em 50 mil no país, com melhora de cobertura e de qualidade na integração dos dados públicos. Das principais vacinas, apenas o ciclo completo da tríplice (DTP-3) mantém índices baixos, com cobertura na faixa de 86%.

Os dados nacionais, porém, são alvo de uma crítica específica: a da ausência de levantamento independente sobre o tema nos últimos 5 anos, ação recomenda pela OMS e pela Unicef para garantir a qualidade dos dados.

“Os níveis históricos de imunização observados nos países de menor renda mostram o que pode ser alcançado quando todas as partes trabalham juntas em torno de um objetivo comum”, afirmou Dr. Sania Nishtar, CEO da Gavi, programa de vacinação da Organização Mundial de Saúde.

Segundo ela, o grande desafio será manter esse impulso diante de restrições orçamentárias, incertezas geopolíticas e surtos crescentes, ao mesmo tempo em que se intensificam os esforços para alcançar as crianças que ainda não têm acesso à imunização.

O estudo informa que as bases que possibilitaram esse progresso estão sob forte pressão, com recentes cortes de financiamento, principalmente pelo governo dos Estados Unidos, e enfraquecimento dos sistemas nacionais de monitoramento. “Segundo os dados, apenas 18 pesquisas nacionais de imunização foram realizadas e enviadas neste ciclo, em comparação com 50 em 2024 e uma média de 33 por ano entre 2015 e 2019.”