Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de março de 2026

Ministério da Saúde aumenta em 15% os repasses para hemodiálises

 


O Ministério da Saúde vai aumentar em 15% o valor destinado aos hospitais e clínicas que fazem Terapia Renal Substitutiva (TRS), como a hemodiálise, para o Sistema Único de Saúde (SUS). O reajuste corresponde a R$ 860 milhões. Com o investimento, o governo federal pretende reduzir o tempo de espera para o tratamento.

Os recursos têm como destino 781 hospitais e clínicas que já atendem os pacientes do SUS, além de 48 novos serviços de TRS que o ministério está habilitando para atuação em 16 estados.

“O reajuste, uma demanda do setor, é uma das iniciativas do Agora Tem Especialistas visando a redução do tempo de espera por Terapia Renal Substitutiva (TRS), já que garante a manutenção da qualidade dos serviços prestados atualmente”, informou o ministério, em nota nesta sexta-feira (13).

Segundo o Ministério, a sessão de hemodiálise passa a ter uma remuneração de R$ 277,12, um aumento de 26,84% em relação a 2022, quando o valor era de R$ 218,47. O reajuste começa a valer ainda em março.

“O percentual maior de reajuste foi possível pela adoção de uma modalidade mista de orçamentação. Isso porque, além dos recursos do Orçamento Geral da União e Fundo de Ações Estratégicas e Compensação, o aumento no valor da sessão de hemodiálise também terá um incentivo com o uso dos créditos financeiros garantidos pelo programa Agora Tem Especialistas”, disse o secretário de Atenção Especializada à Saúde, do MS, Mozart Sales.

De acordo com o ministério, além da hemodiálise, outras modalidades de tratamento passarão a ser contempladas pelo Agora Tem Especialistas: a diálise peritoneal, cujas sessões serão reajustadas em 100%, e a pré-diálise, também com 100% de aumento. A diálise peritoneal substitui a função dos rins com uso do próprio corpo para filtrar o sangue; já na pré-diálise, ocorre o acompanhamento médico do paciente antes de a diálise ser necessária.

“Todos esses reajustes buscam incentivar ainda mais o aumento da oferta dessas modalidades de Terapia Renal Substitutiva pelos serviços que já atendem o SUS e pelos 48 novos serviços, que já começam a atuar com os aumentos anunciados hoje”, acrescentou o secretário.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Mpox: Brasil registra 140 casos em 2026

 


Brasil 61

O Brasil já contabiliza 140 casos confirmados de mpox em 2026, segundo dados do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica do Ministério da Saúde (MS). Até o momento, nenhuma morte pela doença foi registrada neste ano.

Além dos casos confirmados, a pasta investiga 539 casos suspeitos e 9 prováveis. Entre os estados, os maiores números de registros estão em:

  • São Paulo: 93 casos
  • Rio de Janeiro: 18 casos
  • Rondônia e Minas Gerais: 11 casos cada

Mpox: o que é

mpox, anteriormente conhecida como “varíola dos macacos”, é uma doença zoonótica viral — ou seja, pode ser transmitida de animais para seres humanos. O vírus pertence ao gênero Orthopoxvirus, da mesma família da varíola.

Desde 2022, o Brasil contabilizou 14.634 notificações da doença, de acordo com dados do Ministério da Saúde atualizados até a última segunda-feira (9). A maior parte dos casos ocorreu entre 2022 e 2023, período marcado por um surto global que atingiu mais de 120 países e ultrapassou 100 mil casos.

Prevenção

Ao contrário de outras doenças virais, em que a vacinação é a principal forma de proteção, no caso da mpox, a forma mais eficaz é evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Se a interação for inevitável, as autoridades em saúde recomendam o uso de luvas, máscaras, avental e óculos de proteção

A transmissão pode ocorrer principalmente por:

  • contato direto com lesões de pele de pessoas infectadas;
  • exposição a fluidos corporais e secreções respiratórias;
  • compartilhamento de objetos contaminados, como roupas e toalhas;
  • contato com animais silvestres infectados, especialmente roedores.

Segundo o MS, os sintomas da mpox incluem:

  • erupções cutâneas ou lesões de pele em diferentes partes do corpo;
  • linfonodos inchados (ínguas);
  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores no corpo;
  • calafrio; e
  • fraqueza.

Pessoas que apresentarem sintomas compatíveis com a doença devem procurar uma unidade de saúde para avaliação e orientação médica.

terça-feira, 10 de março de 2026

Alerta: Anvisa aprova novo medicamento para epilepsia

 


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o medicamento Xcopri ® (cenobamato), da empresa Momenta Farmacêutica Ltda. O produto é indicado para tratar crises focais em adultos com epilepsia que ainda têm crises mesmo após usar pelo menos dois tratamentos diferentes.

autorização foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (9/3).

A epilepsia é uma doença que causa crises repetidas, por causa de alterações na atividade elétrica do cérebro. A doença pode:

  • aumentar o risco de acidentes e morte súbita;
  • trazer problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão;
  • causar dificuldades no trabalho e na vida social.

Cerca de 30% dos pacientes não respondem bem aos tratamentos disponíveis e continuam tendo crises

Quando o medicamento estará disponível?

Mesmo com o registro aprovado, Xcopri ® só poderá ser vendido após a definição do preço máximo pela CMED. A oferta no SUS depende de avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e decisão do Ministério da Saúde.

quinta-feira, 5 de março de 2026

Sesap confirma novo caso do fungo Candida auris no Hospital da PM em Natal

 


A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou a identificação de um novo caso do fungo Candida auris no Hospital Central Coronel Pedro Germano, conhecido como Hospital da PM, em Natal. Este é o segundo registro da infecção na unidade hospitalar, após o primeiro caso em 22 de janeiro.Até o momento, a pasta não divulgou detalhes sobre o paciente ou as circunstâncias da nova contaminação. Diante da confirmação, a Sesap convocou uma coletiva de imprensa para o meio-dia desta quinta-feira (5), na sede da Sesap, para apresentar informações sobre o caso.

O primeiro caso do chamado “superfungo” na unidade foi confirmado após exames realizados no Laboratório Central do Estado (Lacen-RN). Na ocasião, a Sesap informou que o paciente estava em isolamento e recebia tratamento por outra enfermidade, enquanto equipes do hospital e da vigilância epidemiológica realizavam monitoramento e rastreamento para evitar a disseminação do fungo.

O Candida auris é considerado uma ameaça à saúde pública global. Identificado pela primeira vez em humanos em 2009, no Japão, o fungo pode provocar infecções graves, principalmente em pacientes com baixa imunidade ou com outras doenças associadas.

Além da dificuldade de identificação em exames laboratoriais convencionais, o microrganismo também preocupa especialistas por apresentar resistência a diversos medicamentos antifúngicos e por conseguir sobreviver por longos períodos em ambientes hospitalares, o que aumenta o risco de surtos em unidades de saúde.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Ministério da Saúde inicia vacinação de 24,8 mil profissionais de saúde contra a dengue no Rio Grande do Norte

 


Ministério da Saúde iniciou a vacinação contra a dengue para profissionais de saúde da Atenção Primária, com a previsão de proteger 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS). As primeiras 650 mil doses já foram enviadas aos estados.

No Rio Grande do Norte, a ação deve beneficiar 24,8 mil profissionais de saúde, com 10,7 mil doses já encaminhadas ao estado e novas remessas previstas para as próximas semanas.

A estratégia utiliza a vacina brasileira contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, de dose única, tetraviral e 100% nacional, representando um avanço importante para a autonomia do país e oferta de proteção à população.

O início da vacinação pelos profissionais da Atenção Primária é um passo estratégico para proteger quem atua próximo à população – médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde das Unidades Básicas de Saúde. 

“A vacinação está começando por toda a equipe multiprofissional cadastrada no SUS. São aquelas pessoas que batem na porta, visitam a casa das pessoas, observam se tem criadouro do mosquito da dengue, fazem o acompanhamento, a mobilização. Também são aqueles profissionais que estão na primeira porta de entrada quando tem casos de dengue”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

A ampliação para outros públicos – pessoas de 15 a 59 anos, começando pelos mais velhos – está prevista para o segundo semestre deste ano, acompanhando o aumento da capacidade produtiva pelo Instituto Butantan. Com investimento de R$ 368 milhões, o Ministério da Saúde fechou a compra de 3,9 milhões de doses, aquirindo todo o quantitativo disponível. O início da vacinação está sendo realizada com as primeiras entregas. 

Fonte: MS/agência saúde

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Governo anuncia vacinação nacional contra dengue a partir desta segunda (9)

 


O governo  federal anunciou, nesta segunda-feira (9), o início da vacinação de todos os profissionais de saúde da atenção primária do SUS (Sistema único de Saúde) contra a dengue.

O anúncio ocorreu durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Instituto Butantan, em São Paulo, e marca a introdução da vacina Butantan-DV no sistema público de saúde. O imunizante é 100% nacional e o primeiro do mundo em dose única contra os quatro sorotipos da doença.

Ministério da Saúde adquiriu 3,9 milhões de doses do imunizante e as primeiras entregas serão destinadas a essa ação, que vai acontecer em todo o país.

Até o momento, o Instituto Butantan já enviou 1,3 milhão de doses ao PNI (Programa Nacional de Imunizações). A vacina foi incorporada oficialmente ao calendário após aprovação da Anvisa em novembro de 2025.

De acordo com Esper Kallás, diretor do Butantan, foram 15 anos de desenvolvimento da vacina que chega em um momento em que a institução completa 125 anos. Ele citou várias órgãos envoolvidos até a aprovação pela Anvisa.

"Hoje é o pontapé incial após provarmos que vacina de dose única é segura. A expectativa é ter mais 25 milhões de doses até o fim do ano."

Ele disse ainda que a imunização já está em teste em cidades três cidades de São Paulo: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Kallás terminou sua fala embargando a voz ao enaltecer a distribuição da vacina via SUS.

Durante o evento, que contou com a presença do Zé Gotinha, agentes comunitários, pesquisadores, Kallás e outros profissionais da saúde foram os primeiros vacinados contra a dengue pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, dando início à campanha.

Enquanto aplicava a vacina em uma das agentes comunitárias, Padilha explicou que os profissionais cadastrados nas UBS (unidades básicas de saúdes) receberão o imunizante a partir desta segunda.

"É um marco histórico que vai colocar o Butantan como um dos maiores complexos do mundo. Mas diferente de outros polos industriais, essse aqui é 100% SUS para tratar as pessoas no Brasil e cada vez mais no mundo, para salvar vidas, e não apenas obter lucros", disse Padilha.

Além da estratégia de vacinação contra a dengue, o evento formalizou um pacote de R$ 1,8 bilhão para ampliar, diversificar e modernizar a produção de vacinas e soros em geral.

Do total, R$ 1 bilhão é proveniente do Novo PAC, do governo federal, e cerca de R$ 400 milhões são aportes da Fundação Butantan.

Os recursos serão destinados a quatro frentes principais na área fabril do Instituto:

  • Fábrica de HPV: construção de planta para produzir 20 milhões de doses anuais da vacina contra o Papilomavírus Humano;
  • Tecnologia mRNA: reforma de unidade para produção de vacinas sintéticas de RNA mensageiro contra Covid-19 e raiva;
  • Vacina DTPa: unidade para produção de 6 milhões de doses da tríplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche);
  • Produção de soros: reforma que permitirá dobrar a capacidade anual de 600 mil para 1,2 milhão de frascos

Atuação no SUS

O anúncio desta segunda contou com a presença dos ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Rui Costa (Casa Civil), além do vice-presidente Geraldo Alckmin.

A comitiva conheceu o complexo de fabricação da vacina contra a dengue, que é indicada para pessoas de 12 a 59 anos.

Por ser dose única, a Butantan-DV é considerada estratégica para acelerar a proteção da população e otimizar a logística de aplicação em massa no SUS.

O evento marcou os 125 anos do Instituto Butantan e foi utilizado para a assinatura simbólica do início das obras. As novas instalações fazem parte da estratégia para reduzir a dependência externa por insumos biológicos no país.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Covid-19 mata 29 pessoas em janeiro no Brasil

 


Ao menos 29 brasileiros morreram em janeiro deste ano por complicações em decorrência da Covid-19, segundo o informativo Vigilância das Síndromes Gripais. A informação coloca o SarsCov-2 como o vírus mais mortal entre os identificados para os brasileiros nesse mês. Os números podem aumentar, pois parte das investigações sobre causas de óbito ainda está em andamento ou pode não estar atualizada.
Das 163 mortes causadas por Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) nas primeiras quatro semanas deste ano, 117 não tiveram o principal vírus causador identificado. A mais letal, com 29 casos, foi a Covid-19, seguida pela Influenza A H3N2, com sete casos, pelo Rinovírus, com sete casos, e pela Influenza A não subtipada, com seis casos.
Os demais vírus – H1N1, Influenza B e VSR – somaram cinco mortes. Ao todo, 4.587 casos, incluídos os não letais, foram registrados no período, dos quais 3.373 não tiveram os vírus causadores identificados. O estado com mais mortes confirmadas foi São Paulo: 15 óbitos em 140 casos registrados.
As mortes atingiram principalmente os idosos com mais de 65 anos: 108 no total. Entre os casos com identificação de SarsCov-2, 19 tinham mais de 65 anos. Dados de vacinação indicam que a cobertura está abaixo do considerado ideal.

Brasil registra seis mortes suspeitas por pancreatite associadas a canetas emagrecedoras, aponta Anvisa

 


Seis mortes suspeitas e 225 casos suspeitos de pancreatite foram notificados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em associação ao uso de canetas emagrecedoras no Brasil desde 2018.
As informações constam no VigiMed, sistema oficial da Anvisa, e em relatos de pesquisa clínica com esses medicamentos no Brasil. As notificações de casos e mortes envolvem diferentes medicamentos agonistas do GLP-1, como semaglutida, liraglutida, lixisenatida, tirzepatida e dulaglutida.
A pancreatite associada ao uso das canetas emagrecedoras ganhou atenção internacional no início do mês, após um alerta divulgado no Reino Unido sobre caso em usuários de medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1. No país, há 19 mortes.

sábado, 31 de janeiro de 2026

Vírus Nipah, incurável e letal, coloca o mundo em alerta após casos na Índia; Ministério da Saúde se posiciona sobre o risco ao Brasil

 


Depois da confirmação de ao menos dois casos de infecção pelo vírus Nipah na Índia, autoridades médicas e sanitárias internacionais emitiram sinais de alerta e reforçaram a necessidade de uma vigilância apurada, especialmente devido à alta letalidade do patógeno – que pode chegar a 70% das vítimas.

O vírus Nipah, que já causa grande preocupação em todo o mundo após a confirmação de dois infectados na Índia, colocou autoridades de saúde em alerta por se tratar de uma doença rara, incurável e com alta letalidade. Diante do avanço dos casos, países asiáticos reforçaram a vigilância sanitária em aeroportos, enquanto a China informou não ter registros da doença, apesar do risco de casos importados.

No Brasil, o Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (30) que o risco relacionado ao vírus Nipah é baixo, que a doença não representa ameaça ao país e que não há indícios de potencial pandêmico, acrescentando que não existem evidências de disseminação internacional nem risco para a população brasileira.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Brasil prepara “remédio natural” contra pedra nos rins para distribuir no SUS e pode mudar tratamento da doença

 


A formação de cálculos renais, conhecida como pedra nos rins, é um problema frequente e doloroso que sobrecarrega o Sistema Único de Saúde (SUS) com internações e procedimentos de alta complexidade. Diante desse cenário, o Brasil avança no desenvolvimento do primeiro fitoterápico à base do quebra-pedra para distribuição pelo SUS.

O medicamento, feito a partir da planta Phyllanthus niruri, está sendo desenvolvido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Tradicionalmente usada na medicina popular, a planta passa agora por um processo de padronização para garantir segurança, dose adequada e eficácia no uso clínico.

Segundo o urologista Alex Meller, do Hospital Vila Nova Star, o quebra-pedra atua principalmente na prevenção da formação dos cálculos, ao interferir na cristalização e na agregação dos cristais que originam as pedras. Há também indícios de que o fitoterápico auxilie na eliminação de pequenos fragmentos após tratamentos como a litotripsia.

A nutricionista Thaís Barca, especialista em fitoterapia, explica que a planta contém compostos com ação diurética, anti-inflamatória e antioxidante, que ajudam a dificultar a formação dos cálculos e facilitam a eliminação de microcristais. Ela ressalta, no entanto, que o produto não substitui o tratamento médico e não é eficaz para quebrar pedras grandes já formadas.

Especialistas alertam que, apesar de natural, o uso do quebra-pedra deve ser orientado por profissionais de saúde, já que pode causar efeitos adversos e interagir com outros medicamentos. O fitoterápico ainda depende de estudos clínicos mais amplos antes de ser incorporado de forma definitiva à rede pública.

sábado, 24 de janeiro de 2026

Após cinco anos de vacinação, covid recua, mas ainda preocupa

 


A vacinação contra a covid-19, iniciada há 5 anos no Brasil, levou ao fim da pandemia – mas a doença ainda persiste, mesmo que em patamares muito menores. Por isso, especialistas alertam que é essencial manter a imunização entre aqueles que não foram vacinados antes ou que têm risco maior de desenvolver quadros graves da doença.

A cobertura, no entanto, está longe do ideal: em 2025, de cada 10 doses distribuídas pelo Ministério da Saúde aos estados e municípios, menos de 4 foram utilizadas. Foram, ao todo, 21,9 milhões de vacinas, e apenas 8 milhões aplicadas.

Dados da plataforma Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que monitora a ocorrência da chamada síndrome respiratória aguda grave (SRAG), mostram as consequências dessa baixa cobertura. Em 2025, pelo menos 10.410 pessoas adoeceram com gravidade após a infecção pelo coronavírus, com cerca de 1,7 mil mortes. Os números se referem apenas aos casos confirmados com teste laboratorial e, como alguns registros são inseridos tardiamente no sistema de vigilância do Ministério da Saúde, os dados de 2025 ainda podem aumentar.

O coordenador do Infogripe Leonardo Bastos reforça que o coronavírus continua sendo um dos vírus respiratórios mais ameaçadores para a saúde.

“A covid não foi embora. De tempos em tempos a gente tem surtos e avalia constantemente se esses surtos crescem, se eles podem se transformar em uma epidemia. O que a gente vê hoje de número de casos e mortes ainda é algo absurdo. Mas, como a gente passou por um período surreal na pandemia, o que seria considerado alto, acaba sendo normalizado”, diz.

“A covid não foi embora. De tempos em tempos a gente tem surtos e avalia constantemente se esses surtos crescem, se eles podem se transformar em uma epidemia. O que a gente vê hoje de número de casos e mortes ainda é algo absurdo. Mas, como a gente passou por um período surreal na pandemia, o que seria considerado alto, acaba sendo normalizado”, diz.

A pesquisadora da plataforma,Tatiana Portella complementa que o vírus ainda não demonstrou ter uma sazonalidade, como a influenza, por exemplo, que costuma apresentar aumento de casos no inverno.

“A gente pode ter uma nova onda a qualquer momento com o surgimento de uma nova variante, que pode ser mais transmissível, infecciosa, e não tem como prever quando que vai surgir essa nova variante. Por isso que é importante que a população sempre esteja em dia com a vacinação”, recomenda. 

“A gente pode ter uma nova onda a qualquer momento com o surgimento de uma nova variante, que pode ser mais transmissível, infecciosa, e não tem como prever quando que vai surgir essa nova variante. Por isso que é importante que a população sempre esteja em dia com a vacinação”, recomenda. 

Desde 2024, a vacina contra a covid-19 foi incluída no calendário básico de vacinação de três grupos: crianças, idosos e gestantes. Além disso, pessoas que fazem parte de grupos especiais (confira as informações completas abaixo) devem reforçar a imunização periodicamente. No entanto, cumprir esse calendário tem sido um desafio no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, 2 milhões de doses foram aplicadas no público infantil em 2025, mas a pasta não especificou qual o índice de cobertura atingido com esse total.

O painel público de vacinação indica que apenas 3,49% do público-alvo menor de 1 ano foi vacinado em 2025. Em nota, o Ministério informou que “os dados atuais subestimam a cobertura real: o painel apresenta apenas a aplicação em crianças menores de um ano, enquanto o público-alvo inclui crianças menores de cinco anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais” e que “está desenvolvendo a consolidação dos dados por coorte etária”

Mesmo enquanto o status de emergência sanitária estava em vigor, a cobertura ideal de 90% ficou longe de ser atingida. A vacinação infantil começou em 2022, e até fevereiro de 2024, apenas 55,9% das crianças na faixa etária de 5 a 11 anos, e 23% das que tinham 3 e 4 anos tinham sido vacinadas. 

Para a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabela Ballalai, a principal causa disso é a baixa percepção de risco.

“O ser humano é movido pela percepção de risco. O Brasil foi um dos primeiros países que atingiram uma cobertura maior de 80% para toda a população adulta. Mas quando a vacina chegou para as crianças, o cenário era outro, com menos casos, menos mortes e a percepção de risco tinha diminuído. Aí o antivacinismo começa a fazer efeito. Porque as fake news contra a vacina só dão certo quando as pessoas não estão vendo o risco”, argumenta.

“O ser humano é movido pela percepção de risco. O Brasil foi um dos primeiros países que atingiram uma cobertura maior de 80% para toda a população adulta. Mas quando a vacina chegou para as crianças, o cenário era outro, com menos casos, menos mortes e a percepção de risco tinha diminuído. Aí o antivacinismo começa a fazer efeito. Porque as fake news contra a vacina só dão certo quando as pessoas não estão vendo o risco”, argumenta.

Mas o risco da covid existe e é alto. As crianças com menos de 2 anos são o segundo grupo mais vulnerável às complicações pela covid-19, atrás apenas dos idosos. Segundo dados da plataforma Infogripe, de 2020 a 2025, quase 20,5 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave foram registrados nessa faixa etária, com 801 mortes. Mesmo no ano passado, em que a doença estava teoricamente controlada, foram 55 mortes e 2.440 internações.

As crianças também podem desenvolver uma complicação rara associada à covid-19 chamada de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), que provoca a morte em cerca de 7% dos casos. De 2020 a 2023, o Brasil registrou cerca de 2,1 mil casos de SIM-P, com 142 óbitos. Além disso, um estudo com quase 14 milhões de crianças e adolescentes na Inglaterra mostrou também maior incidência de doenças cardiovasculares como miocardite e tromboembolismo após a infecção pela Covid-19. 

Por outro lado, a eficiência da vacina também foi comprovada. O acompanhamento de 640 crianças e adolescentes vacinados com a coronavac em São Paulo, mostrou que apenas 56 delas foram infectadas pela covid depois da vacinação e nenhuma com gravidade. As vacinas infantis também já se provaram seguras. Em 2022 e 2023, o Brasil aplicou mais de 6 milhões de doses da vacina contra a covid-19 em crianças, com poucas notificações de eventos adversos e a grande maioria leves, segundo o monitoramento do Ministério da Saúde.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações ressalta a importância dos profissionais de saúde para aumentar as coberturas vacinais. Isabela Ballalai defende que é preciso melhorar a formação médica, e que os profissionais já atuantes devem se manter atualizados conforme as melhores evidências da ciência, e recomendar a vacinação às famílias.

“Infelizmente nós temos médicos renomados, que sempre defenderam as vacinas, agora dizendo que nem todas as vacinas. Por trás disso há muitos interesses, políticos, financeiros, de vários tipos. E entre um médico que você já conhece e alguém que você ainda não conhece, em quem você vai confiar? Mas nós que defendemos as vacinas temos todas as evidências científicas pra provar o que a gente diz”

Bebês:

– 1ª dose aos 6 meses

– 2ª dose aos 7 meses

– 3ª dose aos 9 meses, apenas para as crianças que tiverem recebido a vacina da Pfizer

Crianças imunocomprometidas:

– 1ª dose aos 6 meses

– 2ª dose aos 7 meses

– 3ª dose aos 9 meses, independente do imunizante

– Dose de reforço a cada 6 meses

Crianças indígenas, ribeirinhas, quilombolas ou com comorbidades:

– Esquema básico semelhante ao das crianças em geral

– Dose de reforço anual

Crianças com menos de 5 anos que ainda não foram vacinadas ou que não receberam todas as doses devem completar o esquema básico

Gestantes:

– Uma dose a cada gravidez

Puérperas (até 45 dias após o parto):

– Uma dose, caso não tenham tomado durante a gravidez

Idosos, a partir dos 60 anos:

– Uma dose a cada 6 meses

Pessoas imunocomprometidas:

– Uma dose a cada 6 meses

Pessoas vivendo em instituições de longa permanência, indígenas que vivem ou não em terra indígena, ribeirinhos, quilombolas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente, pessoas com comorbidades, pessoas privadas de liberdade, funcionários do sistema de privação de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios:

– Uma dose por ano

Pessoas entre 5 e 59 anos, que não se encaixam nos grupos prioritários mas nunca foram vacinadas contra a covid-19:

– Uma dose

Agencia Brasil

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Prazo para adesão ao Mais Médicos Especialistas termina no domingo

 

Os estados, municípios e o Distrito Federal (DF) têm até domingo (25) para solicitar ajustes ou aderir ao projeto Mais Médicos Especialistas. O objetivo é aumentar a oferta desses profissionais no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente em regiões prioritárias do país, por meio de cursos de aprimoramento.
A ação integra o programa Agora Tem Especialistas, que busca ampliar a qualificação de médicos especialistas enquanto eles exercem suas atividades regulares de trabalho no SUS.
Segundo o Ministério da Saúde, o processo de adesão ou ajuste deve ser realizado pelo gestor exclusivamente pelo sistema eletrônico oficial do projeto.
“Ao acessar o sistema, o gestor deve, inicialmente, identificar corretamente o seu perfil, selecionando uma das opções disponíveis. A alternativa “Recurso” é destinada aos gestores já elegíveis, conforme lista previamente publicada, enquanto a opção “Adesão” contempla novos municípios, estados ou o Distrito Federal que não foram incluídos na priorização da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) de 2025”, informa o ministério.
Pelas regras do projeto, os municípios, os estados e o DF devem informar as vagas disponíveis, de acordo com a capacidade dos seus serviços de saúde. O edital também permite a solicitação de novas vagas por serviços que tenham condições de receber médicos em aprimoramento, ampliando a participação dos territórios e levando a atenção especializada para mais regiões do país.
A pasta informou que a análise das solicitações ocorrerá no período de 26 a 28 de janeiro, e o resultado final será publicado no dia 29 de janeiro. A adesão será formalizada por meio da assinatura do Termo de Adesão e Compromisso, feita conjuntamente pelo ente federativo e pelo gestor do serviço de saúde indicado.
Agência Brasil

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Vacina contra dengue: SUS vacinará profissionais da saúde em fevereiro

 


O SUS vacinará profissionais de saúde contra dengue a partir do dia 9 de fevereiro, conforme anunciou neste domingo (18) o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A estratégia vai contemplar cerca de 1,1 milhão de trabalhadores da atenção primária em todo o país, que atuam diretamente nas unidades básicas de saúde e no atendimento inicial a pacientes com sintomas da doença.

A imunização será feita com a vacina Butantan-DV, desenvolvida com tecnologia 100% nacional pelo Instituto Butantan. Além disso, o imunizante se destaca por ser o primeiro do mundo em dose única contra a dengue, o que facilita a logística e amplia o alcance da campanha.

Segundo o ministro, esses profissionais são a linha de frente do Sistema Único de Saúde. “São médicos, enfermeiros, técnicos, agentes comunitários e equipes multifuncionais que recebem primeiro quem apresenta sinais e sintomas da dengue”, afirmou Padilha. Assim, a proteção desse público passa a ser considerada estratégica no enfrentamento da doença.

Vacina dengue SUS protege contra quatro sorotipos

A vacina, baseada na Butantan-DV, oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue. Conforme os estudos clínicos, a eficácia global é de 74%, com redução de 91% dos casos graves e 100% de proteção contra hospitalizações. Ou seja, não é milagre, mas chega bem perto do que o sistema precisa.

No entanto, a vacinação dos profissionais só será possível com a entrega de novas doses. O Instituto Butantan deve fornecer, até o fim de janeiro, cerca de 1,1 milhão de unidades adicionais, garantindo o início da imunização em fevereiro.

Produção será ampliada com parceria internacional

Além disso, o Ministério da Saúde planeja ampliar gradualmente a vacinação para a população geral, entre 15 e 59 anos, o que depende diretamente da capacidade de produção. Por esse motivo, o Instituto Butantan firmou uma parceria de transferência de tecnologia com a empresa chinesa WuXi Vaccines.

Segundo Padilha, essa cooperação pode aumentar a produção em até 30 vezes. Como resultado, a expectativa é de que o Brasil tenha entre 25 e 30 milhões de doses ainda neste ano, permitindo a inclusão da vacina no calendário oficial do SUS.

Enquanto isso, técnicos do Ministério da Saúde devem viajar à China em março para acompanhar o processo de fabricação. A ideia, como destacou o ministro, é simples: vacina pronta, braço disponível.

QDenga segue para crianças e adolescentes

Paralelamente, o SUS mantém a aplicação da vacina QDenga para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, com esquema de duas doses. Neste domingo (18), o governo confirmou a ampliação da vacinação para todos os municípios brasileiros, após a compra de 18 milhões de doses da farmacêutica japonesa Takeda.

*Ponta Negra News

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Jovens de 15 a 19 anos podem se vacinar contra HPV até junho de 2026

 


Os jovens de 15 a 19 anos que ainda não tomaram a vacina contra o HPV ganharam mais 6 meses para se imunizarem. O Ministério da Saúde prorrogou até o primeiro semestre de 2026 a estratégia de resgate vacinal (retomada da cobertura vacinal) para essa faixa etária.
O prazo para a imunização acabaria agora em dezembro. Segundo o Ministério da Saúde, a medida tem como objetivo reforçar a proteção desse público em todo o país.
A estratégia seguirá vigente até a próxima Campanha de Vacinação nas Escolas, permitindo que adolescentes e jovens que perderam a oportunidade de vacinar-se dos 9 aos 14 anos ainda possam garantir a imunização.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Lei garante mamografia pelo SUS para mulheres a partir dos 40 anos

 


Utilizado para o diagnóstico precoce de câncer de mama, o exame de mamografia gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS) agora é um direito de toda mulher a partir dos 40 anos. A determinação é da Lei. 15.284, assinada nesta sexta-feira 19, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União.

O câncer de mama é o que mais mata mulheres no Brasil, segundo pesquisa recente divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), órgão do Ministério da Saúde. Em 2023, 20 mil mulheres foram a óbito pela doença.

Somente em 2025, são estimados mais de 73 mil novos casos. A faixa etária dos 40 a 49 anos concentra 23% da incidência da doença, e a detecção precoce aumenta as chances de cura. Antes da nova lei, a recomendação de mamografia pelo SUS era apenas para mulheres entre 50 e 69 anos, faixa que tem mais diagnósticos, segundo o Inca, e a cada dois anos.

sábado, 20 de dezembro de 2025

Remédio único para pressão alta pode reduzir risco de infarto e AVC, alerta associação médica

 


Tomar um único comprimido que reúne dois ou mais medicamentos contra a pressão alta pode ajudar pacientes a controlar a hipertensão mais rapidamente e reduzir o risco de infarto e derrame, segundo um posicionamento científico divulgado nesta segunda-feira (15) pela American Heart Association.

O documento aponta que a estratégia melhora a adesão ao tratamento e está associada a menos eventos cardiovasculares, mas destaca que ainda faltam dados robustos em pacientes de maior risco.

E NO BRASIL? Opções de comprimido único para tratar a pressão estão disponíveis na rede particular no Brasil há 15 anos e são cada vez mais defendidas por entidades médicas internacionais, mas disponibilidade ainda não é uma realidade no SUS.

Os pesquisadores da Universidade de Utah, liderados pelo farmacêutico e professor Jordan B. King, reuniram evidências clínicas que mostram que a maioria das pessoas com hipertensão precisa de dois ou mais medicamentos para atingir a meta recomendada de pressão arterial abaixo de 130 por 80 mmHg.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Hospital do Coração passa a atender pacientes do SUS no RN

 


Hospital do Coração, em Natal, no Rio Grande do Norte — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi/ARQUIVO

O Hospital do Coração, em Natal, vai passar a atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte a partir de janeiro. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (15), em Natal, durante a assinatura do contrato, em evento que reuniu representantes do Ministério da Saúde, do governo do RN e do hospital.

A inserção da unidade de saúde privada para atendimento pelo SUS se dá através do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde.

A perspectiva é de que sejam atendidos de 100 a 200 pacientes por mês na unidade, respeitando a fila de regulação estadual.

Segundo o Ministério da Saúde, o investimento previsto no contrato é de R$ 14 milhões por ano.

“Essa primeira etapa que começa agora no mês de janeiro nós vamos atender principalmente aquelas especializadas que tem maiores filas, como as doenças da mama, da próstata, da ortopedia, que as filas são maiores”, explicou o diretor do hospital Nelson Solano.

“Mas, na verdade, todas as áreas de alta complexidade nós deveremos integrar ao longo de 2026. A demanda que foi estabelecida para esse contrato, de R$ 14 milhões por ano, há um volume de cirurgias por mês que nós acreditamos ser em torno de 100 a 200 pacientes por mês”.

Com o acordo, o Hospital do Corração se tornou o primeiro hospital privado do Rio Grande do Norte a atender pacientes por essa iniciativa do governo federal, que busca reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.

Segundo o Ministério da Saúde, por meio do programa Agora Tem Especialistas, o governo federal garantirá para o estado o acréscimo de atendimento na rede pública de mais de 4.300 procedimentos por ano, sem custo para o Estado, nem para os pacientes do SUS.

“A gente tem uma perspectiva de até R$ 28 milhões [de investimento]. A depender do número de outros estados que não venham a cumprir sua cota, isso poderá ser expandir, segundo o próprio Ministério [da Saúde] nos informou hoje [segunda] pela manhã”, explicou o secretário de Saúde do RN, Alexandre Motta.

“Mas hoje, com essa parceria com o Hospital do Coração e o grupo Athena, isso dá R$ 14 milhões de investimento. Isso significa um aporte mensal de mais de R$ 1 milhão. Lembrar que isso é dinheiro extra-teto, não é dinheiro que já está na pactuação do SUS”, completou.

As especialidades no programa são: ortopedia, ginecologia, cardiologia, otorrinolaringologia e oftalmologia.

Como contrapartida, o Hospital do Coração de Natal recebe créditos financeiros para abater dívidas com a União.

“É a possibilidade de você trocar dívida, ou seja, pagar, compensar dívida, seja ela passada ou futura, pagar imposto corrente, imposto federal, fazendo atendimento, atendendo a população brasileira. Essa oferta a mais ela vai se conectar justamente à regulação estadual”, explicou o diretor do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, Rodrigo Alves.

G1RN